quarta-feira, 23 de abril de 2008

TRATADO DE LISBOA


­­­­­­­­­­­­­­
“… E o povo é quem mais ordena…” – cantava o poeta e acreditavam umas cândidas almas...

Hoje, muitos dos que assim entoavam... Riem-se.

Essa de democracia e de intervenção popular em matérias tão importantes e decisivas como a presente, é a melhor anedota que se pode contar aos neoliberais que, a soldo de um capitalismo selvagem, já nem a espinha lhes custa dobrar.

Hoje tudo se cozinha no sossego dos gabinetes dos políticos, com o beneplácito de outros políticos no fórum que devia representar a vontade popular, mas onde essa vontade já quase não tem expressão.

Venham mais uns sapos... Tudo marcha!
Ou elefantes... Tudo serve!

terça-feira, 22 de abril de 2008

FUSÃO

o “tuga“: “comé quié mesmo?”
Sem OPA’s nem quaisquer outras operações bolsistas – logo, sem o espectro da crise do ‘subprime’ – J Miguel Júdice defende a fusão do PS [este que nos governa, claro] com o PSD, operação que permitiria a emergência de um novo partido de direita (onde se acolheriam os que se situam mais à direita que a direita que já temos).
JMJ sabe do que fala. É óbvio o acerto do raciocínio do mandatário da candidatura do socialista António Costa à Câmara de Lisboa, que sugere semelhante epílogo para a confusão que agora se estabelece entre os dois partidos que, entre nós, representam a social-democracia.
A perenidade do bloco-central deixaria de ser uma obsessão, uma vez criada a nova força partidária, que não teria grandes diferenças de um partido único. Seria uma forma de instalar uma ditadura com a aparência (e sem, por enquanto, alterar o regime) de uma democracia.

A paz voltaria às hostes dos seus ávidos militantes e simpatizantes, passando a ser mais pacífica a distribuição das sinecuras, dos Conselhos de Administração e suas opíparas recompensas, assim como de chorudas reformas em curtíssimo prazo, objectivo primordial de tão abnegados democratas. Tratar-se-ia, ao cabo e ao resto, da confirmação da actual “caldeirada” cuja imagem a realidade impiedosa e diariamente nos oferece.
Realmente, fundido que fosse este PS com o seu gémeo (ou primo co-irmão), o actual, errático, desmembrado, volúvel, vazio, falido e descerebrado PSD, a esquerda não ficava, obviamente, órfã nem diminuída.
As estrelas da actual cena política desencadeariam essa selecção natural.

A própria natureza se encarregaria de separar o trigo do joio.

Oxalá a sugestão de JMJ vá avante e que brevemente se constitua o respectivo
brainstorming que conduza à referida fusão.

Certo que por um (largo?) período ficávamos manietados e sujeitos aos caprichos de uns tantos tiranetes. Mas havia um esclarecimento da situação. Sabíamos com que contar. O adversário e o seu espaço ficariam mais definidos - o que sempre seria vantajoso.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

UM “MINISTRO” POUCO EXEMPLAR






O radical e (não pelas melhores razões) bem conhecido cónego Melo, o bem pouco apaziguador, pouco fraterno, pouco complacente e pouco evangélico “ministro do Altíssimo”, finou-se.

O passamento de certas pessoas – reafirmo-o – não as deve nivelar, indiscriminadamente, no mesmo grau de admiração e saudade que outras nos suscitam. Nem devem ser objecto da condescendente avaliação que a efemeridade do percurso neste mundo geralmente sugerem.

Não há que fazer “lavagens”. Há que ser sério e coerente.

Claro que existem sempre, para certos declarantes, palavras de circunstância, mas que não passam disso: um código, uma fraseologia que debitam monotonamente em declarações oficiais (como, agora, as do presidente da edilidade de Braga, o socialista Mesquita Machado).
E ainda para certas “santas” almas – que não só as que rodopiam pelas sacristias -, há sempre aquelas enternecidas e comoventes palavras de perene saudade.

O intolerante, o bombista (não se sabe ao certo se activa, se só passivamente), o militante da direita radical, na hora da despedida, foi recordado, pelo jubilado arcebispo de Braga Eurico Nogueira, como alguém que viveu “oitenta anos gastos no serviço de Deus e do seu povo, (...) sempre norteado pelo sacerdócio”. (Ia a dizer: farisaísmo! Mas não digo).

Apagou-se. Com a serenidade que só os bons e os justos mereceriam. (Mas a justiça divina, vá-se lá entender porquê, não faz tais distinções.)

A criaturas que tais não se lhes pode desejar – como a outros que, de facto, o merecem – a leveza da terra...





domingo, 20 de abril de 2008

ELITES EVANESCENTES A CAMINHO DO ESGOTO




O momento actual do PSD, visto pelo corrosivo traço do cartoonista Luís Afonso (in PÚBLICO, DM 20ABR08, OPINIÃO/PRETO BRANCO... E TAMBÉM CINZENTO)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

MAIS DE 210 MILHÕES FALAMOS PORTUGUÊS

CPLP


Algo me chocava em aceitar o acordo ortográfico. Sem qualquer repercussão, é evidente, mas até barafustei.

Melhor ponderadas as razões, lidos e pesados os argumentos, duma e outra banda, tive de me render.

A verdade - realisticamente – é que a língua de Camões, Eça, Pessoa e Aquilino, foi também a língua de Machado de Assis, Bandeira, Drummond e Amado.

E li algures, recentemente - a respeito, exactamente, de um deles – que se esse grande nome das letras em língua portuguesa, o oitocentista, e neto de escravos alforriados, Machado de Assis (creio que era dele que se falava) visse hoje algumas das suas obras publicadas no estrangeiro referidas como traduzidas do brasileiro, que se arrepiaria todo e lhe daria uma coisa má.

Todos eles, no fim de contas, tal como também o autodidacta José Craveirinha, o maior poeta moçambicano, e ainda como Luandino ou Mia Couto, nenhum diria/dirá, como outros vultos que nesse idioma se exprimem alguma vez dirão, que escreveram/escrevem noutro idioma que não o português.

E a verdade é que nós somos uma pequena parcela dos falantes e escreventes na língua de Vieira.

Há que atentar nesta realidade e não nos assumirmos como os “donos” desse idioma.

Não me perturbava nada estar no “contra” acompanhado de Alzira Seixo, antes pelo contrário. Ah, mas estar ali na companhia de V Graça Moura... Incomoda, mesmo. (Vade...)


A propósito, veja: AS 30 LÍNGUAS MAIS FALADAS NO MUNDO
E a título de curiosidade repare-se num caso emblemático em que a um território (país) não corresponde, apenas, uma língua: a Índia onde se falam, pelo menos, 8 idiomas. (Falo de línguas, não de dialectos).

DE ENTRE OS GRANDES, OS MAIORES

a nuvem do caos


Eu era um dos que estava mal informado. Pensava que no PPD/PSD dois cérebros, apenas, se tinham destacado desde os tempos imemoriais do partido: Santana Lopes e Filipe Menezes.
Puro engano. Há que contar, pelo menos, com mais três gurus dessa associação política que têm surpreendido os politólogos e as massas militantes pela sua impressionante massa encefálica: Agostinho Branquinho, Gomes da Silva e Ribau Esteves. Além de outras brilhantes estrelas que no firmamento político cá do lugarejo estão a começar a despontar, de igual valia.

Assim, sim. Isto é que é um partido!
Benz’os Deus!

(Alguns persistem: de brilhante massa encefálica, apenas um existiu/existe: o tal que anda “por aí”...)




Em tempo: aprestava-me a enviar esta matéria para o éter, e eis que me chega o ruído da explosão da bomba: LFM demitiu-se.
Pena. Perda irreparável.
Afinal, Menezes não terá sido uma estrela. Antes um cometa: surgiu no firmamento, sem núcleo, arrastando fugazmente cabeleira e cauda, sumindo num horizonte indefinido...
Acontece aos mais brilhantes, mas incompreendidos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

A IMPORTÂNCIA DO QUERER (UMA VEZ SABENDO)

Um espanto, não é, Paulo?
Mantém-te “tranquilo”...
(” Ma non cosi tanto”)


Demos duas de avanço. Mesmo assim, foi uma razia. As galinholas (desculpem, amigos) caíram tontas, incapazes de conter os leões, imparáveis.
Cinco golos, de garra e de raiva, nos segundos 45 minutos, é obra! Grande festa.
Gostei.


(Aquela “conversinha” no balneário, ao intervalo, foi uma injecção de raiva e de gás, não foi “mister” “tranquilo”?)

E não sou eu um “militante” assíduo; menos, ainda, radical!!!... (Pois se nem ao embate assisti, nem o acompanhei!...)
Ah, mas gostei.
Assim, sim.


(Por mais que aconteça – ainda que, por vezes aparente indiferença, ou menor vibração – a verdade é que desde pequenino que sinto o leão dentro de mim. Essa é que é a verdade.
Ainda que também seja verdade que não vejo, aí, a minha razão de existência.
Prosaico?... Herege?...
Pois que me desculpem os outros leões, mais militantes, mais convictos, mais impenitentes, mais apaixonados)


quarta-feira, 16 de abril de 2008

A AGONIA DO MEIO AMBIENTE




Como estou com um bocado de “verdete” nos “pólos”, falta-me a “corrente” e não encontro o verbo.

Então, dou a palavra a outros.

Os que cá vierem só ficam a ganhar.




Deixo um pequeno filme, interessantíssimo, sobre o desastre do ambiente. Uma campanha aqui muito bem conduzida e muito bem explicada. Ainda que em castelhano.

Os grandes interesses dos poderosos sobrepõem-se a tudo. Até ao próprio destino e dos seus.
Atitude pouco inteligente?
Também.
Mas sobretudo assassina. Criminosa.
(Se é verdade que o capital não tem nacionalidade, também é certo que a inteligência não se compra. Tanto pior para eles? Errado: tanto pior também para nós)

Até quando nos quedaremos numa geral indiferença?
Até quando conseguirão calar-nos?

Vamos reflectir com
“PRENDE & APRENDE”

“É TEMPO DE NOS PREOCUPARMOS COM O NOSSO FUTURO”

sábado, 5 de abril de 2008

”ESTÁTUAS” NA GRAND CENTRAL STATION (NY)

"Apanhados" sensacionais.

"Estátuas" fabulosas...

Veja o vídeo «Frozen in Grand Central Station» que é acompanhado do seguinte texto: «This is a prank on a 'grand' scale. Over 200 people gathered at Grand Central Station in New York to pull off a 'frozen in place' act. The onlooking travelers who weren't part of the act were mystified as to what was going on».




São, de facto, uma realização e um desempenho espectaculares.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O BURRO E A CENOURA



O primeiro-ministro diz que vai baixar o IVA de 21 % num ponto percentual. Apesar do ENORME reflexo que a medida vai ter no bolso dos contribuintes, não estou certo de que seja cenoura que atraia qualquer burro.
 

Web Site Counter
Free Dating Services

/* ---( footer )--- */