Sim, porque nunca é de mais alertar para a tragédia que se adivinha e porque vai sendo tempo de tomar consciência desta matéria e arrepiar caminho.
Clique, pois, em Terra, depois clique no 6º botão (download), de seguida em Microsoft Powerpoint e por fim em abrir.
Depois deixe correr os diapositivos. Não clique mais.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
FUN BRAKE
quarta-feira, 10 de junho de 2009
HOME… BY THE WAY

Dois dias depois de HOME O Mundo é a nossa casa (SG 08), e muito a propósito, temos hoje o Pálido Ponto Azul.
Vemos aqui a Terra – aquele minúsculo ponto assinalado no círculo em azul, no meio de um raio solar – numa fotografia tirada a 14 de Fevereiro de 1990, pela sonda Voyager 1, dos confins do Sistema Solar, a uma distância de 6.4 mil milhões de quilómetros.
Voyager 1 é uma sonda espacial que
em 21 de Janeiro de 2005
completou dez mil dias de actividade,
desde que foi lançada
a 5 de Setembro de 1977 pela NASA
Eu, com uma formação académica mais virada para as letras que para os algarismos, para as palavras que para os números, para as expressões linguísticas que para as numéricas, mas atrevido no reino destas, fico perplexo com o que imagino aproximar-se – creio – da realidade (ainda que em termos um pouco grosseiros, calculo): aquela distância equivalerá, mais ou menos, a 160 mil voltas à Terra (ao perímetro do equador, que é de 40 076 Km). E para melhor avaliação, à nossa escala, aquela distância equivaleria a uma viagem que demoraria, feita de avião e a uma média de 800 Km/h, mas sem parança, um pouco mais de 875 anos!
Foi por sugestão de Carl Sagan que esta foto, como tantas mais, foi tirada.
Como são palavras suas o texto do vídeo apresentado abaixo com o mesmo título da sua obra de que foram extraídas: Pálido Ponto Azul (Pale Blue Dot, 1994).
Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de Novembro de 1934 — Seattle, 20 de Dezembro de 1996) foi um cientista e astrónomo norte-americano e um excelente divulgador da ciência (considerado por muitos o maior divulgador da ciência que o mundo já conheceu).
Uma mielodisplasia (rara e grave doença na medula óssea), seguida de uma pneumonia, puseram termo à sua passagem por este pálido ponto azul, com apenas 62 anos, perdendo a ciência um seu importante e grande defensor, divulgador e incentivador na actualidade.
Algo provoca a nossa revolta contra o Grande Artífice
(tenha ele a designação que tiver): homens destes,
que nem parecem ter tido berço neste mundo,
antes num qualquer Olimpo, apagam-se cedo.
Mas os corruptos, ditadores e outros criminosos
e ou sanguinários vermes de hominídea figura
têm uma longevidade invejável!
Aceite, então, o convite e vogue no espaço observando a nossa pequenez (tão contrastante com a soberba de alguns) ouvindo as palavras do inesquecível astrónomo
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(Fonte dos dados biográficos e científicos: Wikipédia)
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terça-feira, 9 de junho de 2009
"EN TUS BRAZOS"
Trago, desta vez, a estória trágica dum ícone do tango dos anos 20, Jorge Moreno, que um acidente fatídico terá atirado para uma cadeira de rodas, paraplégico. Recordado o evento estava encontrado o argumento para a animação produzida em 2005 por François-Xavier Goby, Matthieu Landour e Edouard Jouret e que eles apresentaram nos principais festivais de animação.
O peso da tragédia está subjacente ao clip, mas é suplantado pelo amor (“don’t stop, hold me tight!”), por rara beleza e por uma sempre presente carga de sensualidade.
Animação brilhante nos pormenores como os jogos de luzes e de reflexos, nos hábeis e quase imperceptíveis movimentos da câmara, na forma como regista as emoções das personagens. Depois veja-se como os autores recriam autênticos cenários art nouveau e como daquele jogo de luzes e reflexos resultam fotos “envelhecidas”, monocromáticas (quase sépia) com ténues sublinhados a cores…
Trata-se de uma obra singular no domínio artístico, em matéria de beleza e sensualidade, no âmbito de uma técnica de resultados surpreendentes.
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O peso da tragédia está subjacente ao clip, mas é suplantado pelo amor (“don’t stop, hold me tight!”), por rara beleza e por uma sempre presente carga de sensualidade.
Animação brilhante nos pormenores como os jogos de luzes e de reflexos, nos hábeis e quase imperceptíveis movimentos da câmara, na forma como regista as emoções das personagens. Depois veja-se como os autores recriam autênticos cenários art nouveau e como daquele jogo de luzes e reflexos resultam fotos “envelhecidas”, monocromáticas (quase sépia) com ténues sublinhados a cores…
Trata-se de uma obra singular no domínio artístico, em matéria de beleza e sensualidade, no âmbito de uma técnica de resultados surpreendentes.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
HOME

São cada vez mais instantes e cada vez mais dramáticos os apelos à ponderação do quanto o Homem tem contribuído para a sua própria extinção da face da Terra.
Desta vez trago um recentíssimo filme-documentário da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, feito expressamente para este último Dia Mundial do Ambiente (05.06.09).
São praticamente duas horas de tensa reflexão já que o filme «é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária».
Aí fica então HOME O MUNDO É A NOSSA CASA para ver de uma assentada ou aos poucos, consoante a disponibilidade de cada um.
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domingo, 7 de junho de 2009
O MEGAFONE DO PROTESTO
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Com o acto eleitoral de hoje, a voz do protesto assumiu expressão política iniludível.
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O resultado desta eleição poderia (poderá) dar lugar a um extenso discurso.
Mas esse longo remoer da matéria, essa demorada análise, esse pesar sereno e sério e responsável das circunstâncias e dos respectivos resultados é da particular competência dos analistas e dos políticos. Porque o que hoje se passou foi, numa síntese irrecusável, que a voz do protesto se fez ouvir da forma a que a democracia dá prevalência e especial relevo. Aliás, voz de protesto e generalizada contestação que se vinha sentindo já há algum tempo e a que os destinatários faziam orelhas moucas.
Tenho dúvida de que a equipa que nos governa tenha capacidade de tirar as lições que gente sensata e responsável tem obrigação de tirar.
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E qual foi a reacção, esta noite, do primeiro-ministro? Considerou «decepcionantes» os resultados desta eleição… Mas que «o Governo vai manter a sua linha de rumo».
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À bon entendeur…
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
O LAGO DOS CISNES
A estreia, no Teatro Bolshoi, em 20.02.1877, de O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, foi um enorme fracasso. Não pela composição do autor mas pela coreografia e pela fraca interpretação quer da orquestra quer dos bailarinos...
O lago dos cisnes aqui interpretado pelo ballet acrobático da china, Guangdong Acrobatic Troupe, que desde 2006 tem feito apresentações em vários países da Europa com enorme sucesso, tem como estrelas e cabeças de cartaz a nossa já conhecida primeira-bailarina Wu Zhengdan e seu parceiro, Wei Baohua.
Foi a ex-Directora do Ballet da Ópera de Paris, Claude Bessy, quem no-los apresentou em vídeo passado antes neste sítio, registando os maiores encómios a Wu Zhengdan, sobretudo.
É outro soberbo e ímpar espectáculo onde de novo a técnica e a arte se casam numa minuciosa precisão e rara beleza!
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O lago dos cisnes aqui interpretado pelo ballet acrobático da china, Guangdong Acrobatic Troupe, que desde 2006 tem feito apresentações em vários países da Europa com enorme sucesso, tem como estrelas e cabeças de cartaz a nossa já conhecida primeira-bailarina Wu Zhengdan e seu parceiro, Wei Baohua.
Foi a ex-Directora do Ballet da Ópera de Paris, Claude Bessy, quem no-los apresentou em vídeo passado antes neste sítio, registando os maiores encómios a Wu Zhengdan, sobretudo.
É outro soberbo e ímpar espectáculo onde de novo a técnica e a arte se casam numa minuciosa precisão e rara beleza!
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
FUN BRAKE
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Correm aos milhares, as anedotas sobre as loiras: algumas, com uma pitada de graça. Outras, em que mesmo a pitada é frouxa.
Mas boa, boa, mesmo – estamos no domínio do puro anedotário, não esquecer – foi uma que me chegou há dias.
E que deixo aqui, em versão corrigida e aumentada.
Esta, sim, está de morte!
O ventríloquo
Um jovem ventríloquo estava a fazer um espectáculo num bar de uma cidade da província. Estava a exibir o repertório habitual sobre a burrice das loiras, quando uma desenvolta loiraça sentada na quarta mesa da segunda fila não resistiu mais, se levantou e disse:
- Já ouvi o suficiente das suas piadas a denegrir as loiras, seu idiota. Não serão, por acaso, loiras a sua mãe, talvez a sua irmã, quem sabe algumas amiguinhas suas... E são estúpidas todas? São? E as que o forem é por serem loiras que o são? O que é que o faz pensar que pode estereotipar as mulheres dessa maneira? Acaso estará lembrado de tantas mulheres que se distinguiram e distinguem nas ciências, na Filosofia, nas artes, na política, nas mais diversas profissões onde a inteligência e a pronta e sensata capacidade de decidir e agir são uma exigência constante e que, muitas delas ainda foram capazes - oh, cúmulo do alto e devido apreço pelas mulheres! - de ser boas donas de casa, boas mães e boas esposas, não obstante muitas delas serem loiras? Estará você, seu mini-bestunto anquilosado, esquecido dos estigmas torpes e mesquinhos com que a sociedade medieval, como aquela de que você só pode ter provindo, impôs às mulheres, tanto morenas como loiras? Será preciso lembrar-lhe, porventura, seu ignorantezinho, a secular luta da mulher, fosse ela loira ou morena, natural ou oxigenada, que lhe granjeou o reconhecimento da sua capacidade e da sua inteligência não obstante a perseguição dos despotismos machistas inconsequentes como o seu, seu ínfimo petulante? Saberá, criaturinha desprezível, que quando as forças universais fizeram o mundo não discriminaram ninguém, fosse homem ou mulher, branco ou de cor, fosse loiro ou moreno? É agora, na era das tecnologias e da robótica, quando já estamos para além do futuro, que você, seu pigmeu, seu ignorante e atrevido vai continuar com as baboseiras ultrapassadas e sem sentido de anatematizar as loiras como se a cor dos cabelos da mulher fossem um atributo intrínseco da sua personalidade? O que é que têm a ver os atributos físicos de uma pessoa com o seu valor como ser humano? São homens como você que impedem que mulheres sejam respeitadas no trabalho e na comunidade, o que nos impede de alcançar o pleno potencial como pessoa.
Por sua causa e por causa das pessoas da sua mísera espécie perpetua-se a discriminação não só contra as loiras, mas contra as mulheres em geral... Bahhhh!!! E tudo em nome do humor!!! Seu cretino!
Confuso e muito encabulado, o ventríloquo ouviu tudo completamente atónito, ruborizado, primeiro, lívido, depois, vexado sempre… Nunca imaginou que o espectáculo produzisse uma reacção semelhante… Não sabia bem que dizer… A perplexidade como que lhe garroteava a garganta… Um nó não lhe permitia
ordenar ideias, numa defesa frouxa, mas numa defesa…
E, sem jeito, nervosíssimo, começou a pedir desculpa à loira que acabara de o atingir com tão duras palavras e juízos...
Mas a loira, seguríssima de si, interrompe de imediato:
- O senhor não se meta. Não estou a falar consigo, embora acredite que seja da mesma laia. Estou a falar é com esse rapazinho que está sentado ao seu colo!!! Com esse idiotazinho!
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Correm aos milhares, as anedotas sobre as loiras: algumas, com uma pitada de graça. Outras, em que mesmo a pitada é frouxa.
Mas boa, boa, mesmo – estamos no domínio do puro anedotário, não esquecer – foi uma que me chegou há dias.
E que deixo aqui, em versão corrigida e aumentada.
Esta, sim, está de morte!
O ventríloquo
Um jovem ventríloquo estava a fazer um espectáculo num bar de uma cidade da província. Estava a exibir o repertório habitual sobre a burrice das loiras, quando uma desenvolta loiraça sentada na quarta mesa da segunda fila não resistiu mais, se levantou e disse:
- Já ouvi o suficiente das suas piadas a denegrir as loiras, seu idiota. Não serão, por acaso, loiras a sua mãe, talvez a sua irmã, quem sabe algumas amiguinhas suas... E são estúpidas todas? São? E as que o forem é por serem loiras que o são? O que é que o faz pensar que pode estereotipar as mulheres dessa maneira? Acaso estará lembrado de tantas mulheres que se distinguiram e distinguem nas ciências, na Filosofia, nas artes, na política, nas mais diversas profissões onde a inteligência e a pronta e sensata capacidade de decidir e agir são uma exigência constante e que, muitas delas ainda foram capazes - oh, cúmulo do alto e devido apreço pelas mulheres! - de ser boas donas de casa, boas mães e boas esposas, não obstante muitas delas serem loiras? Estará você, seu mini-bestunto anquilosado, esquecido dos estigmas torpes e mesquinhos com que a sociedade medieval, como aquela de que você só pode ter provindo, impôs às mulheres, tanto morenas como loiras? Será preciso lembrar-lhe, porventura, seu ignorantezinho, a secular luta da mulher, fosse ela loira ou morena, natural ou oxigenada, que lhe granjeou o reconhecimento da sua capacidade e da sua inteligência não obstante a perseguição dos despotismos machistas inconsequentes como o seu, seu ínfimo petulante? Saberá, criaturinha desprezível, que quando as forças universais fizeram o mundo não discriminaram ninguém, fosse homem ou mulher, branco ou de cor, fosse loiro ou moreno? É agora, na era das tecnologias e da robótica, quando já estamos para além do futuro, que você, seu pigmeu, seu ignorante e atrevido vai continuar com as baboseiras ultrapassadas e sem sentido de anatematizar as loiras como se a cor dos cabelos da mulher fossem um atributo intrínseco da sua personalidade? O que é que têm a ver os atributos físicos de uma pessoa com o seu valor como ser humano? São homens como você que impedem que mulheres sejam respeitadas no trabalho e na comunidade, o que nos impede de alcançar o pleno potencial como pessoa.
Por sua causa e por causa das pessoas da sua mísera espécie perpetua-se a discriminação não só contra as loiras, mas contra as mulheres em geral... Bahhhh!!! E tudo em nome do humor!!! Seu cretino!
Confuso e muito encabulado, o ventríloquo ouviu tudo completamente atónito, ruborizado, primeiro, lívido, depois, vexado sempre… Nunca imaginou que o espectáculo produzisse uma reacção semelhante… Não sabia bem que dizer… A perplexidade como que lhe garroteava a garganta… Um nó não lhe permitia
ordenar ideias, numa defesa frouxa, mas numa defesa…
E, sem jeito, nervosíssimo, começou a pedir desculpa à loira que acabara de o atingir com tão duras palavras e juízos...
Mas a loira, seguríssima de si, interrompe de imediato:
- O senhor não se meta. Não estou a falar consigo, embora acredite que seja da mesma laia. Estou a falar é com esse rapazinho que está sentado ao seu colo!!! Com esse idiotazinho!
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terça-feira, 2 de junho de 2009
«AMAZING GRACE»
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Amazing Grace é um conhecido hino cristão composto pelo inglês John Newton e foi impresso pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779).
Depois de um curto tempo na Marinha Real, John Newton iniciou sua carreira como traficante de escravos, por volta de 1750.
A vida de um comandante de navio negreiro era uma lucrativa rotina: demandar as costas africanas onde os «chefes tribais entregavam aos europeus as "cargas" de homens e mulheres, capturados nas invasões e nas guerras entre tribos. Os compradores seleccionavam os espécimes “mais finos” dando em troca armas, munições, licores e tecidos. Os cativos seriam trazidos então a bordo e “preparados” para o transporte».
Preparados? Vejamos como: eram acorrentados no convés para impedir suicídios e colocados lado a lado para aproveitar espaço, fila após fila, até que a embarcação estivesse "carregada", normalmente até 600 "unidades" de carga humana.
Iniciava-se, então, a viagem através do Atlântico.
«Os capitães procuraram fazer uma viagem rápida esperando preservar ao máximo a sua carga, contudo a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais. Quando um surto de disenteria ou qualquer outra doença ocorria, os doentes eram atirados ao mar. Uma vez chegados ao Novo Mundo, os negros eram negociados por açúcar e melaço que os navios carregavam para Inglaterra no pé final de seu "comércio triangular."»
John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século XVIII. Numa das suas viagens, o navio enfrentou uma enorme tempestade e naufragou. Sobrevivendo a esta sua última viagem, afortunadamente, o capitão converteu-se ao cristianismo e dedicou o resto da sua vida à pregação e à contemplação mística, momentos estes em que compôs muitos dos seus hinos religiosos, de entre eles, este:
Amazing Grace
Amazing grace, how sweet the sound
That sav’d a wretch like me!
I once was lost, but now am found,
Was blind, but now I see.
’Twas grace that taught my heart to fear,
And grace my fears reliev’d;
How precious did that grace appear,
The hour I first believ’d!
Thro’ many dangers, toils and snares,
I have already come;
’Tis grace has brought me safe thus far,
And grace will lead me home.
The Lord has promis’d good to me,
His word my hope secures;
He will my shield and portion be,
As long as life endures.
Yes, when this flesh and heart shall fail,
And mortal life shall cease;
I shall possess, within the veil,
A life of joy and peace.
The earth shall soon dissolve like snow,
The sun forbear to shine;
But God, who call’d me here below,
Will be forever mine.
Esta versão é que consta como sendo a original (John Newton, Olney Hymns -London: W. Oliver, 1779)
(Fonte: além da wikipédia, uma versão dos factos que repetidamente surge integralmente copiada de blogue em blogue, mas de que se desconhece a autoria. Quanto à veracidade… Mais fantasia, menos palavra, a situação não devia andar muito longe desta descrição.)
De notar que de carradas sucessivas desta “mercadoria” é que resultou a grande massa de negritude das colónias e posteriormente Estados do Sul dos EEUU. Donde, por sua vez, a Guerra Civil Americana/Guerra de Secessão (1861/65).
A propósito: (…) “guerra civil na qual o número de baixas americanas foi maior do que a soma de todas as baixas americanas sofridas em todas as outras guerras na qual os Estados Unidos se envolveram, desde sua independência, até à actual Guerra contra o Iraque.” (wiki)
.
A ideia da criação do Il Divo surgiu após o empresário musical britânico, e conhecido jurado dos programas de televisão "Britain's Got Talent", Simon Cowell (n. 1959) ter ouvido, em 2001, a interpretação de Andrea Bocelli e Sarah Brightman da famosa balada italiana “Con te partirò”. Isso fê-lo reconhecer novas potencialidades para vozes líricas e de música clássica decidindo formar um quarteto vocal multinacional de ópera-pop sob os auspícios da Sony-BMG.
A busca conduzida por Cowell para recrutar jovens cantores para o seu projecto Il Divo ficou concluída em Dezembro de 2003 com a assinatura do quarto membro da banda, o americano David Miller.
Então, e seguindo a sequência da imagem, ficaram a constituir o quarteto:
o tenor suíço Urs Bühler (n. 1971), o cantor pop francês Sebastien Izambard (n. 1973), o tenor americano David Miller (n. 1973) e o barítono espanhol Carlos Marin (n. 1968).
Segundo se crê, foram encontradas diferentes versões deste hino religioso. E, na verdade, a versão interpretada pelos Il Divo é um pouco diferente da acima transcrita que consta da Wikipédia, atribuída ao converso traficante de escravos negros.
A versão do hino interpretada pelos Il Divo é a seguinte (e serve, aqui, de guião para acompanhar a respectiva performance)
[Canta Sebastião]
Amazing Grace, how sweet the sound,
That saved a wretch like me.
I once was lost but now am found,
Was blind, but now I see.
[canta David, com um coro de fundo, de Urs e Carlos]
T'was Grace that taught my heart to fear.
And Grace, my fears relieved.
How precious did that Grace appear
The hour I first believed.
[canta Urs, com fundo de música e coros]
Through many dangers, toils and snares
I have already come;
'Tis Grace that brought me safe thus far
and Grace will lead me home.
[cantam os quarto, mas com a voz de Carlos a sobressair]
When we've been here ten thousand years
Bright shining as the sun.
We've no less days to sing God's praise
Than when we've first begun.
[canta, de novo, Sebastião, agora acompanhado pelos outros três em fundo]
Amazing Grace, how sweet the sound,
That saved a wretch like me.
I once was lost but now am found,
Was blind, but now I see.
Há uma estrofe que consta da versão referida atrás, da Wikipédia, e de uma outra que encontrei na rede, mas que não consta desta interpretada por Il Divo. E reza assim:
The Lord has promis’d good to me,
His word my hope secures;
He will my shield and portion be,
As long as life endures.
Esta foi a diferença maior que encontrei, para além de outras de menor expressão (trocas de formas verbais: no singular, numas, enquanto que no plural noutras, ou vice-versa)
Siga, então, e veja quanta serenidade e suavidade, por um lado. Mas por outro, a qualidade excepcional do quarteto. O seu desempenho perfeito e brilhante. As vozes extraordinárias, poderosas de um “conjunto assumidamente romântico”.
Assista a esta espectacular interpretação do conhecidíssimo hino
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Amazing Grace é um conhecido hino cristão composto pelo inglês John Newton e foi impresso pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779).
Depois de um curto tempo na Marinha Real, John Newton iniciou sua carreira como traficante de escravos, por volta de 1750.
A vida de um comandante de navio negreiro era uma lucrativa rotina: demandar as costas africanas onde os «chefes tribais entregavam aos europeus as "cargas" de homens e mulheres, capturados nas invasões e nas guerras entre tribos. Os compradores seleccionavam os espécimes “mais finos” dando em troca armas, munições, licores e tecidos. Os cativos seriam trazidos então a bordo e “preparados” para o transporte».
Preparados? Vejamos como: eram acorrentados no convés para impedir suicídios e colocados lado a lado para aproveitar espaço, fila após fila, até que a embarcação estivesse "carregada", normalmente até 600 "unidades" de carga humana.
Iniciava-se, então, a viagem através do Atlântico.
«Os capitães procuraram fazer uma viagem rápida esperando preservar ao máximo a sua carga, contudo a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais. Quando um surto de disenteria ou qualquer outra doença ocorria, os doentes eram atirados ao mar. Uma vez chegados ao Novo Mundo, os negros eram negociados por açúcar e melaço que os navios carregavam para Inglaterra no pé final de seu "comércio triangular."»
John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século XVIII. Numa das suas viagens, o navio enfrentou uma enorme tempestade e naufragou. Sobrevivendo a esta sua última viagem, afortunadamente, o capitão converteu-se ao cristianismo e dedicou o resto da sua vida à pregação e à contemplação mística, momentos estes em que compôs muitos dos seus hinos religiosos, de entre eles, este:
Amazing Grace
Amazing grace, how sweet the sound
That sav’d a wretch like me!
I once was lost, but now am found,
Was blind, but now I see.
’Twas grace that taught my heart to fear,
And grace my fears reliev’d;
How precious did that grace appear,
The hour I first believ’d!
Thro’ many dangers, toils and snares,
I have already come;
’Tis grace has brought me safe thus far,
And grace will lead me home.
The Lord has promis’d good to me,
His word my hope secures;
He will my shield and portion be,
As long as life endures.
Yes, when this flesh and heart shall fail,
And mortal life shall cease;
I shall possess, within the veil,
A life of joy and peace.
The earth shall soon dissolve like snow,
The sun forbear to shine;
But God, who call’d me here below,
Will be forever mine.
Esta versão é que consta como sendo a original (John Newton, Olney Hymns -London: W. Oliver, 1779)
(Fonte: além da wikipédia, uma versão dos factos que repetidamente surge integralmente copiada de blogue em blogue, mas de que se desconhece a autoria. Quanto à veracidade… Mais fantasia, menos palavra, a situação não devia andar muito longe desta descrição.)
De notar que de carradas sucessivas desta “mercadoria” é que resultou a grande massa de negritude das colónias e posteriormente Estados do Sul dos EEUU. Donde, por sua vez, a Guerra Civil Americana/Guerra de Secessão (1861/65).
A propósito: (…) “guerra civil na qual o número de baixas americanas foi maior do que a soma de todas as baixas americanas sofridas em todas as outras guerras na qual os Estados Unidos se envolveram, desde sua independência, até à actual Guerra contra o Iraque.” (wiki)
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A ideia da criação do Il Divo surgiu após o empresário musical britânico, e conhecido jurado dos programas de televisão "Britain's Got Talent", Simon Cowell (n. 1959) ter ouvido, em 2001, a interpretação de Andrea Bocelli e Sarah Brightman da famosa balada italiana “Con te partirò”. Isso fê-lo reconhecer novas potencialidades para vozes líricas e de música clássica decidindo formar um quarteto vocal multinacional de ópera-pop sob os auspícios da Sony-BMG.
A busca conduzida por Cowell para recrutar jovens cantores para o seu projecto Il Divo ficou concluída em Dezembro de 2003 com a assinatura do quarto membro da banda, o americano David Miller.
Então, e seguindo a sequência da imagem, ficaram a constituir o quarteto:
o tenor suíço Urs Bühler (n. 1971), o cantor pop francês Sebastien Izambard (n. 1973), o tenor americano David Miller (n. 1973) e o barítono espanhol Carlos Marin (n. 1968).
Segundo se crê, foram encontradas diferentes versões deste hino religioso. E, na verdade, a versão interpretada pelos Il Divo é um pouco diferente da acima transcrita que consta da Wikipédia, atribuída ao converso traficante de escravos negros.
A versão do hino interpretada pelos Il Divo é a seguinte (e serve, aqui, de guião para acompanhar a respectiva performance)
[Canta Sebastião]
Amazing Grace, how sweet the sound,
That saved a wretch like me.
I once was lost but now am found,
Was blind, but now I see.
[canta David, com um coro de fundo, de Urs e Carlos]
T'was Grace that taught my heart to fear.
And Grace, my fears relieved.
How precious did that Grace appear
The hour I first believed.
[canta Urs, com fundo de música e coros]
Through many dangers, toils and snares
I have already come;
'Tis Grace that brought me safe thus far
and Grace will lead me home.
[cantam os quarto, mas com a voz de Carlos a sobressair]
When we've been here ten thousand years
Bright shining as the sun.
We've no less days to sing God's praise
Than when we've first begun.
[canta, de novo, Sebastião, agora acompanhado pelos outros três em fundo]
Amazing Grace, how sweet the sound,
That saved a wretch like me.
I once was lost but now am found,
Was blind, but now I see.
Há uma estrofe que consta da versão referida atrás, da Wikipédia, e de uma outra que encontrei na rede, mas que não consta desta interpretada por Il Divo. E reza assim:
The Lord has promis’d good to me,
His word my hope secures;
He will my shield and portion be,
As long as life endures.
Esta foi a diferença maior que encontrei, para além de outras de menor expressão (trocas de formas verbais: no singular, numas, enquanto que no plural noutras, ou vice-versa)
Siga, então, e veja quanta serenidade e suavidade, por um lado. Mas por outro, a qualidade excepcional do quarteto. O seu desempenho perfeito e brilhante. As vozes extraordinárias, poderosas de um “conjunto assumidamente romântico”.
Assista a esta espectacular interpretação do conhecidíssimo hino
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
AS CRIANÇAS
e às mais crianças
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Não me lembro que Pessoa,
se Campos, Reis ou Caeiro,
proclamou p’r’o mundo inteiro
com tanta, tamanha esp’rança
que no globo todo ecoa,
que o melhor são as crianças
Espontâneas,
inocentes,
libertas de preconceitos,
puras, de pensamento
livre e escorreito
e cheio d’encantamento,
são sãs, crentes
e de modos consentâneos.
Porque esperamos d’antanho o exemplo
e avaliamos dos grandes a acção?
Sigamos, delas, a lição
E o seu contentamento!
.
PROSEMA
.
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