sábado, 25 de julho de 2009

TORNEIO DE AMSTERDÃO

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Uma equipa internacional, mas não de primeira água (porque nessa sempre haveria um ou dois portugueses, na sua formação principal) venceu ontem a equipa britânica do Sunderland no torneio de Amsterdão, com dois golos dos sul-americanos Cardozo e Maxi Pereira, contra zero do adversário.
Mas a novidade mais curiosa dessa selecção foi a de se apresentar com o equipamento (emblema incluído) do clube português da águia e ser treinada, também, por um português, o Salvador. Jesus, perdão.

Na segunda parte do encontro, o mencionado treinador, Cristo (perdão, Jesus), talvez por ser português, permitiu a entrada de quatro (!!!) jogadores lusos para trocarem uns passes. Mas o onze principal foi constituído por 4 brasileiros, 4 argentinos, 2 paraguaios e 1 espanhol.

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Este blogue não costuma gastar muitas linhas com o actual mundo estranho do desporto rei… Mas um flash rápido aos mais marcantes acontecimentos na modalidade, pela positiva, pela negativa, pelo ineditismo ou pelo extravagante, esse cabe no seu projecto.
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Areias, S João das Lampas

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

DOS RETRATOS

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uma velha máquina de “bater chapas”

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Hoje deixo aos amantes dos retratos o, digamos, alfa e ómega da fotografia.
Estou a pensar sobretudo, confesso, no José Ricardo, na Bet e em Carreira Maia que sei serem uns apaixonados dessa arte e que a utilizam com tanta frequência nos respectivos blogues - no
Ponteiros Parados (JR), Bettips (Bet) e A Ver o Mundo (CM).

Claro que para estes especialistas não se tratará de novidade nenhuma, até porque a minha fonte acerca da matéria é a sobejamente conhecida Wikipédia, além de outros sítios da net, inclusive a “Infopédia” da Porto Editora (esta de acesso condicionado a assinantes)

Mas para outros será igualmente uma matéria interessante e provavelmente menos conhecida.

Para estes e para aqueles recordo:

A. Dois franceses merecem especial destaque na descoberta da fotografia: Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) e Louis-Jacques-Mandé Daguerre (1787-1851).
Foram, digamos, os pais da fotografia.
Niépce foi o precursor: utilizando elementos da química e da física, criou a heliografia em 1826. Nesse invento ele aliou o princípio da “câmara escura” à característica sensibilidade à luz dos sais de prata. Após a morte de Niépce, Daguerre aperfeiçoou o invento, rebaptizando-o como daguerreótipo (antigo processo fotográfico para fixar numa chapa sensibilizada as imagens obtidas na câmara escura).

Niépce começou as suas experiências fotográficas em 1793, mas as imagens não demoravam a desaparecer. Só em 1824 ele conseguiu obter imagens de maior duração e estabilidade, que não ainda permanentes, mesmo, como viria a ser a célebre imagem tirada da janela da sua casa para o quintal, em 1826, em Le Gras, na comuna francesa de Saint-Loup-de-Varennes, Borgonha, o primeiro caso de uma imagem duradoura ainda hoje existente. O processo (heliografia, assim lhe chamava) demorava oito horas para gravar uma imagem.

Daí, a «View from the window at Le Gras, Joseph Nicéphore Niépce, uncompressed UMN source» (designação oficial).

Curioso é o material em que a imagem foi captada: em betume tratado a óleo, com 20 × 25 cm. Nem mais. (Quem diria, hoje!)
Outra curiosidade é a que resulta do tempo de exposição: os edifícios são iluminados pelo sol tanto pelo lado esquerdo como pelo direito.

Para os especialistas, mais uma informação acerca desta foto:
fonte: Rebecca A. Moss, Director of Visual Resources and Digital Content Lab, via email. College of Liberal Arts Office of Information Technology University of Minnesota (apud “Wikimedia Commons” da Wikipédia)

Eis, pois, a foto:
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a primeira fotografia duradoura ainda hoje existente (Nicéphore Niépce, 1826)

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B. Louis-Jacques-Mandé Daguerre começou por ser pintor e depois cenógrafo teatral de profissão. Entretanto dedicou-se a experiências de óptica, designadamente aplicadas no teatro.
Daí que tenha conhecido Niepce e juntos se tenham entregue a uma série de experiências químicas e ópticas, donde surgiu a primeira imagem fotográfica convencional.
Daguerre e Niepce associaram-se em 1829. E apesar da morte de Niepce, em 1833, Daguerre partilha com os filhos do seu sócio as glórias, distinções e lucros da sua grande invenção o daguerreótipo (1838), o qual consiste num processo químico que permitia obter uma imagem fotográfica sobre um suporte metálico.
A partir daí, Daguerre retira-se, então, “para Bry-sur-Marne onde aperfeiçoa o seu processo melhorando a estabilidade da imagem e diminuindo o tempo de exposição, permitindo assim realizar retratos”.

É assim que surge a fotografia seguinte, «Boulevard du Temple, Paris, 3ème arrondissement, Daguerréotype» (referência oficial)

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primeira fotografia de uma pessoa (Louis Daguerre, 1838)

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Esta imagem da Avenida do Templo, no 3º bairro de Paris, é, pois, a primeira fotografia de uma pessoa.
Trata-se da imagem de uma artéria concorrida e animada, mas atendendo a que o tempo de exposição ultrapassou os 10 minutos, o tráfego é demasiado rápido para se poder ver. Somente aparece o homem, em baixo, à esquerda, porque ficou parado para que lhe engraxassem os sapatos.
Ou seja: apenas são captados os objectos imóveis.

Outros dados acerca da foto:
Data: entre o dia 24.04 e o dia 04.05 de 1838.
Fonte: digitalizada de “The Photography Book, Phaidon Press, London, 1997”. (apud “Wikimedia Commons” da Wikipédia)

C. Por fim, observe-se um trabalho recentíssimo de foto-composição de Ernie, austríaco, tirolês, datado de 17.05.2009: a descolagem dum escaravelho da espécie “cetonia aurata”…

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foto-composição: objecto em movimento (Ernie, 2009)

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Imagem, ainda esta, da “Wikimedia Commons”, da Wikipédia

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Bom proveito e boas “chapas” (ou boas digitalizações, talvez se deva hoje dizer)


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quinta-feira, 23 de julho de 2009

«O REGRESSO DE UM SOLDADO»


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22-07-2009 16:32:00
O regresso de um soldado
Na base aérea de Dover, no estado norte-americano de Delaware, um grupo de soldados carrega o caixão onde jaz o corpo de Dennis Joseph Pratt, um soldado natural de Duncan, Oklahoma. Desde Fevereiro que é permitido aos media fotografar os caixões de soldados norte-americanos mortos em conflitos externos. Fotografia: Tim Shaffer/Reuters (apud Público.pt/id data)


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A omnipresença e o omnipoder, que o mesmo é dizer a indisfarçável condição de superpotência dos EU fazem com que os seus actos públicos se revistam de uma pompa e de um ritual que revela, por vezes, um nacionalismo quase raiando algum chauvinismo. Quando não lhe acerta em cheio, como outras vezes acontece.

Não será o caso, nesta circunstância, pois que o respeito mostrado pelos seus soldados tombados em conflitos internacionais será, antes, um exemplo.

Mas esta imagem vem, sobretudo para nós (resto do Mundo), revelar uma outra curiosa realidade, que é a de, desde o início do mandato de Obama, ser “permitido aos media fotografar os caixões de soldados norte-americanos mortos em conflitos externos”, como o telegrama supra, para as redacções, alude.

A anterior proibição, que se lhe opunha, faz-me lembrar os idos da ditadura salazarista e da semelhante tomada de posição face à guerra colonial: nem os nomes das suas vítimas, do nosso lado, os jornais podiam publicar, ou sequer referir o número de baixas, quanto mais exibir imagens relacionadas com essa matéria…

Sinais dos tempos.

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

O PRIMARISMO DO INEFÁVEL RÉGULO

imagem, mais uma vez, na montagem cáustica de Kaos

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Não morro de amores (credo!) pelo Prof.
Nem nutro grande simpatia por quem, na realidade, não prima pela simpatia.
Tudo isto desde que (há muito, já) deixei de lhe apreciar o político fio condutor da prosa e o verbo que o sustenta, por se ter tornado no Fernão Lopes deste socrático regime que se proclama de socialista.
(Outra inverdade e falsa promessa do líder).

Ah, mas ontem (no Público), de Vital Moreira até lhe li a prosa longa, linha a linha, e não de viés, como geralmente acontece. É que aborda a questão do régulo da Madeira (como a criatura - Sua Manheza - se imagina), e da sua persistente pretensão de ilegalizar (e o que mais adiante se veria) o comunismo entre nós, opondo-lhe, o Professor, argumentos bem esclarecedores e definitivos. Ou não fora ele um renomado constitucionalista, apesar de tudo!
É que se, noutras áreas do globo, um tal desiderato até poderia beneficiar de alguma complacente atenuante, entre nós tão assanhado primarismo é injustificado e também, e sobretudo, injusto – como muito bem expõe o Prof.

E então, do longo texto destaco este naco, afinal o seu núcleo:
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«A tentativa de alargar às organizações comunistas a proibição constitucional de organizações fascistas (que vem desde a origem da CRP) não pode merecer nenhum acolhimento. A proibição constitucional não decorre de uma interdição genérica de "organizações antidemocráticas", mas sim de uma intencionada condenação da ideologia específica que esteve na base do Estado Novo. O antifascismo está na génese da actual democracia constitucional. Ora, para o bem e para o mal, durante essas décadas negras da nossa história política, os comunistas estiveram na primeira linha da luta da oposição democrática contra o regime, sendo as principais vítimas da repressão fascista. Meter no mesmo saco uns e outros seria misturar num mesmo julgamento político e moral os algozes e as vítimas. Ressalvadas as limitações justificadas por razões histórias ou decorrentes da defesa da dignidade humana (como a proibição de organizações racistas), a democracia liberal deve ser tolerante para com todas as correntes políticas que se conformem com os procedimentos democrático-eleitorais e não se proponham alterar o regime pela força, independentemente dos seus objectivos.
Por conseguinte, a proposta de proscrição do PCP não é somente democraticamente descabida mas também uma demonstração de intolerável sectarismo político.»
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Assim (a por os pontos nos ii) sim.

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terça-feira, 21 de julho de 2009

A NOTÍCIA... E A IMAGEM (2)

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Depois da notícia e da imagem... O comentário...

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"Um ninho de velhas ratazanas ou de abutres calvos pousados nos ramos secos - e já o pensava antes de virem a lume todas estas traficâncias: apareciam melífluos na saúde ou noutro lado que desse dinheiro e tráfico de influências - aparecem em todo o lado, directores, secretários ex-isto ex-aquilo.
Por isso te digo que "não tenho paciência". E por mim, todas as associações são possíveis e passíveis, desde que seja contra a iniquidade e a torpeza desta gente, gorda dos nossos impostos e da nossa miséria cultural.
Abç da bettips"
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Não resisti a destacar o comentário da Elisabete C. ao post anterior.
(E ficou cá a mexer comigo "a torpeza desta gente, gorda dos nossos impostos e da nossa miséria cultural"...)
(um coio de vermes, acrescentarei)
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A elevada estatura moral e intelectual e a discreta actuação da Bet estão patentes nos seus posts no bettips.



Não conheço dos teus olhos a cor
mas sei deles o brilho penetrante;
nem do teu andar sei o jeito
mas conheço-te o passo determinante


PROSEMA
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A NOTÍCIA… E A IMAGEM

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A NOTÍCIA…

«O juiz Carlos Alexandre hoje vai interrogar como arguido Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde, empresário e accionista do Banco Português de Negócios (BPN)» (Público/Destaque/ hoje)


E A IMAGEM…
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imagem Enric Vives-Rubio/Público/21.07.2009
-Pelo amor de Deus! Mas nós somos uns gentlemen!... Seriíssimos!... Duvidam?
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

DIZ QUE…


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1. Claro que a proposta de AJJ para a próxima revisão constitucional – a de proibir o comunismo – tem em vista, realmente, é combater um outro “ismo”, de sinal contrário…
Toda a gente sabe que assim é.
Na verdade, sabendo, como todos sabemos, que o comunismo não assusta ninguém, neste país de brandos costumes e nesta Europa resignada sob o fogo brando de uma flácida social-democracia, a preocupação do intrépido democrata madeirense só pode ter a ver com o receio dos facho-nazis que a cada momento ameaçam levantar a grimpa e impor a sua lei xenófoba, intolerante e criminosa!

Nós atrevemo-nos a pensar que os madeirenses merecem melhor sorte. Mas eles, pelos vistos, estão satisfeitos com a sua opção: a de suportar o campeão da idiotia e da idiotice, essa burlesca criatura, esse insidioso ogro, o mugabe da Pérola!
Conselheiro de Estado, imagine-se!
(Outro!...)

2. Ana Gomes, em declarações à Lusa, na passada Sexta-feira, teve a coragem de afirmar aquilo que poucos socialistas teriam o desassombro de fazer: o combate à corrupção “nunca esteve na agenda dos governos nas últimas décadas, porque nunca existiu vontade política” para tal.

Qualquer cidadão constata que, não se tratando de um tiro no próprio pé (que manifestamente ninguém tem dúvidas que não é), foi uma seta envenenada mandada, pela candidata à Câmara de Sintra, ao centrão, logo, também para o interior do seu partido!
Abençoada!
Como é que a corajosa lutadora não há-de ser olhada de esguelha dentro do seu próprio partido, pelas hostes neo-liberais que nele fervilham, e o dominam, de há muito?

3. «Santana acusa Costa e Roseta de desconsiderarem Sócrates» – lia-se hoje nos media.

«Para Pedro Santana Lopes, o recente acordo político entre António Costa e Helena Roseta representa uma "desconsideração para com o líder do PS, José Sócrates".»

A criatura tem razão: antes de mais lutemos pela lisura política.
Antes de mais, quer dizer, acima de tudo; acima, até, dos interesses pessoais e partidários. Mais importante, portanto, que o seu interesse, e o do seu partido, à Câmara de Lisboa, é a defesa da ética e da probidade política.

Quem havia de imaginar o travesso do menino guerreiro com ares de tão adulto?

São uns cómicos estes produtos de incubadora!

Confiam de mais (será?) em cidadãos distraídos!
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domingo, 19 de julho de 2009

A DISTÂNCIA DO NOSSO CONTENTAMENTO?



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A agudeza de espírito que mais aprecio num cartoonista é aquela que espicaça a do observador.
Neste caso, não é tanto (embora também) o pormenor dos binóculos do “Zé” o que valoriza a criativa
charge de LA… Será, sobretudo, a quase imperceptível diferença entre a posição do “comendador” do “antes” e a do “depois”…



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(in Público, SB 18.07.2009)

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

O SAGAZ BARMAN

in Público/Opinião/Bartoon/Luís Afonso (hoje)
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Como o nosso astuto barman conhece bem a silly billy criatura!...
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

TANGO

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o Tango, dançado hoje
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Consta que originariamente – nas duas últimas décadas do século XIX e início do séc XX - o tango não era dançado em público nem nas festas familiares por pares, como é hoje.
Parece que o era apenas nos
cabarets de baixa reputação, pelas prostitutas. E, fora desse ambiente, exclusivamente por homens, já que tratando-se de "dança sensual e ordinária", uma mulher de sociedade nunca se atreveria a dançá-lo.

Verdade ou ficção, o facto é que "Los Hermanos Macana", no vídeo abaixo, são fantásticos na sua performance a reviver essa época!
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"Los Hermanos Macana",
os argentinos Enrique e Guillermo de Fazio,
iniciaram-se nesta arte no Verão de 1995,
depois de se terem "formado" com os grandes mestres do tango argentino.
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Segundo Discepolín, aliás Enrique Santos Discépolo Deluchi (1901-1951), de seu nome, "o tango é um pensamento triste que se pode dançar". “Sua origem encontra-se na área do Rio da Prata, na América do Sul, nas cidades de Buenos Aires e Montevideu”.
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Discepolín foi
um conhecido poeta, compositor,
actor e autor de peças de teatro e de letras de tangos
argentino.
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Também a música do tango não tem uma origem muito clara. De acordo com alguns, o tango descenderia da habanera (Habana).
A habanera, ou havaneira (em português), é um género musical de dança criado em Havana (Cuba). Foi, mesmo - diz-se - a primeira expressão musical genuinamente afro-latino-americana.
“Levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII”, “foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis”.

O tango torna-se famoso e a grande moda quando uma pequena companhia de dança argentina o traz para a Europa, nos inícios dos anos 20 de 1900, numa
tournée, e em pouco tempo atrai executantes em todos os salões da sociedade europeia.

Lembrando os tempos em que o tango só por homens podia ser dançado, eis, então, os belíssimos dançarinos, "Los Hermanos Macana"!
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(As citações são da Wikipédia)
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