quinta-feira, 30 de abril de 2009

ACERCA DO H1N1



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Lá da outra banda do Atlântico (dos States) recebo hoje, por mail, um artigo (melhor dito, uma nota) que tem a sua origem aqui bem perto de nós.

É realista, sem ser alarmista. Deixa-nos úteis considerações acerca da tão badalada (e parece que cada vez mais disseminada) gripe que a gente chama gripe suína e os eruditos baptizam de H1N1. (H1N1 é outra ficha!).

Há só uma pequena referência do Prof. João Vasconcelos Costa que, a mim me preocupa e incomoda sobremaneira, que é quando ele (afinal rapaz mais novo que eu uma ridicularia de meia dúzia de anos) refere, com certo acinte, a hipótese de “isolar em casa, como prisioneiros, os nossos pais septuagenários”.
Aí, ele não avaliou bem a abrangência da “prisão”, colocando-se, “descaradamente” de fora, sobrevalorizando uma migalha de uns anitos de diferença nas nossas idades.

Espero que os meus filhos (e os do Prof - permito-me avançar) não tenham prestado a devida atenção a essa passagem... Ou não actuem em conformidade.
Mas vá…
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«A gripe

Provávelmente só porque é fim de semana é que os meus amigos, conhecendo-me como virologista, ainda não me questionaram sobre a gripe "suína". Infelizmente, o termo é errado. No caso da gripe aviária que apareceu há poucos anos, houve infecção de algumas centenas de humanos, mas sem que o vírus pudesse passar desses humanos a outros. Agora é diferente.
De suína, esta gripe só tem a origem. De facto, ela é bem humana. Na história da gripe, o aparecimento das grandes epidemias mundiais (pandemias) foi quase sempre por adaptação ao homem de vírus suínos da gripe. Por isto, as expectativas em relação ao vírus aviário H5N1 (sigla que identifica os dois principais antigénios do vírus, e que definem se temos ou não imunidade contra ele) eram a de, com alguma probabilidade, na situação do Extremo Oriente de grande concentração conjunta de aves, porcos e humanos, o vírus aviário H5N1 passar para o porco e deste para o homem, adquirindo capacidade de transmissão homem a homem.
Afinal, como tantas vezes acontece na emergência de novos vírus, a situação foi surpreendentemente diferente. O que aparece é um novo vírus humano - insisto, humano, transmissível de homem a homem - com origem no porco mas no outro lado do globo, no México. Também não é um H5N1 e por isto, como eu e muitos escrevemos na altura, era tolice investir em vacinas contra um vírus que ninguém sabia o que viria a ser - mas sim um H1N1, desaparecido da história da virologia há quase um século. Foi o tipo de vírus que causou a terrível pandemia de 1918, a espanhola, que matou mais gente na Europa do que a guerra mundial que tinha terminado pouco antes. É certo que tem havido, nos últimos invernos, algumas infecções com H1N1, mas não é o tipo hoje mais vulgar e nada garante que o novo vírus seja neutralizado por vacinação com os últimos H1N1 circulantes.
Hoje, os dados oficiais mexicanos revelam cerca de 1300 infectados com 81 mortes, uma taxa de letalidade já considerável. Também já há casos nos EUA. O que significa isto? Não quero ser alarmista, mas os meus leitores têm o direito ao que de mais objectivo eu, especialista, possa dizer.
Considero uma situação muito preocupante, porque estamos perante condições muito diferentes do que eram as tradicionais na emergência de novas pandemias de gripe. A sua origem não é em zonas rurais da Ásia mas sim numa área metropolitana de 20 milhões de pessoas, em estreito contacto favorecedor de transmissão por via respiratória. Em segundo lugar, os vírus hoje viajam de avião. Finalmente, como disse atrás, trata-se de um tipo de vírus contra o qual há dezenas de anos que não há qualquer resistência imune nem há vacinas rapidamente disponíveis.
Que fazer, em Portugal? Para já, a nível individual, nada. A nível das autoridades de saúde, vigilância, controlo a nível de medicina das viagens, planeamento desde já de condições de hospitalização e isolamento de milhares de possíveis doentes (atenção, vai ser a esta escala, transformando a FIL em hospital). O que faria agora eu, como indivíduo? Obviamente, cancelar qualquer viagem marcada para o México ou para o sul dos EUA. Informar-me junto do meu médico sobre todos os sinais de alerta, os sintomas da gripe, que muita gente confunde com os de uma vulgar constipação. Se começar a haver casos em Portugal, usar máscara, deixar de frequentar locais com muita gente, isolar em casa, como prisioneiros, os nossos pais septuagenários. E, se a religião ajuda, rezar frequentemente.

Mas também ter em conta que o mesmo progresso e actual modo de vida que nos vai trazer o vírus de avião também vai permitir o diagnóstico muito precoce da doença, a produção limitada mas razoável de medicamentos e de vacinas.

P. S. - Já imagino o que vai haver por aí de pânico em relação ao consumo de carne de porco! Mesmo que a gripe fosse suína, não era pela carne que se transmitiria. Mas, como chamei a atenção, "suína" é neste caso uma referência enganosa, tem a ver só com a origem. Quem a vai ter são os humanos, não os pobres suínos.

26.4.2009
Prof. João Vasconcelos Costa
Doutor e agregado em Medicina (Microbiologia)»

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Claro que os curiosos e sedentos de mais informação podem aproveitar a ler mais notas, ou antes A INQUIETUDE PERMANENTE, do Prof. João Vasconcelos Costa.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

FOI PARA ISTO QUE FIZEMOS O 25 DE ABRIL? (3)

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O presidente da Associação de Pais da Escola Secundária de Fafe, Manuel Gonçalves, em carta recentemente enviada ao procurador-geral da República, ao provedor de Justiça e aos grupos parlamentares, denuncia o método usado por um inspector da IGE que, para apurar o eventual envolvimento de professores numa manifestação contra a ministra, ocorrida em Novembro, interrogou alguns dos alunos, "incentivando um comportamento denunciante" que, considera, "é absolutamente inconcebível depois do 25 de Abril" – informava hoje o Público.
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Felizmente que as gentes de Fafe (estou seguro que um exemplo entre muitos) não permite que os seus filhos sejam educados dentro do espírito da “bufaria”, da hipocrisia, da denúncia que a actual equipa governamental da Educação tem demonstrado aplaudir e incentivar…
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Ainda hoje, e conforme a tradição…
“Com Fafe ninguém fanfe".
Que o mesmo é dizer, generalizando:
a cidadão responsável… não convides à velhacaria!
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Realmente, como mais este flash demonstra, muitas são as situações e práticas que contrariam o espírito de Abril.
E essas, sim, urge denunciar e combater.
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terça-feira, 28 de abril de 2009

FOI PARA ISTO QUE FIZEMOS O 25 DE ABRIL? (2)

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Qual grito de Ipiranga, foi numa tarde do já distante Verão de 1987 que Dias Loureiro se livrou do seu mais que provável destino de proprietário de uma pequena mercearia, lá na terra, e conseguiu confirmar ter saído do anonimato.
Nessa tarde estival, lápis atrás da orelha, Loureiro pai aviava, no remanso próprio das berças, os seus habituais fregueses das costumeiras mercancias do dia a dia: as batatas, o arroz, o feijão (feijão, mesmo) … Eis senão quando toca o telefone (do posto público) e do outro lado da linha o Nelito, nervoso de excitação e deslumbramento, grita e rejubila:


“Paaaaaai sou mnissssssstro…!”

Todo o país ouviu, atónito.
Todo o PPD se regozijou, esperançoso.

Claro que o Sr Loureiro fechou de imediato a loja e, convocados através de afobado moço-de-recados o presidente da Junta, o prior e o mestre-escola, e o povo, pelo passa-a-palavra e por meia dúzia de foguetes, iniciaram-se as comemorações da promoção do insigne filho da terra, com lauta e bem regada mesa, ao som de música folclórica entrecortada pelos discursos, aprumados, daquelas três altas entidades, até aos de outros conterrâneos desvanecidos que, festa adiante, mais pastosamente debitavam o que lhes ia lá na alma, de suprema felicidade.

Menos de 20 anos depois, o jovem Nelito passou de cidadão de normais (talvez modestos) haveres a multimilionário.

Havia pesadas portas de chumbo que Abril fechara. Mas que “cristãos novos” da novel situação haviam de conseguir escancarar a amigos e “compadres”, depois a oportunistas e sabotadores.

Uma peça do blogue “Cravos de Abril”, fazia, em Dezembro último, uma recensão rigorosa e fidedigna de alguns malabarismos financeiros do homem que desdenhara do negócio paterno do arroz e grão-de-bico e o trocara pelo do ferro-velho e da sucata…
E sabe-se lá que mais!...

Mas deixemos os entretantos e mergulhemos
neste post do referido blogue…

E veja as teias complicadas que Abril permitiu.


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Não, decididamente não foi para isto que o fizemos.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

PROVOCAÇÃO RELES E DESPREZÍVEL

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as carpideiras é que não acharam graça...


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A inauguração da Praça Salazar em Santa Comba Dão, no último Sábado, não passou aos olhos de todos senão de uma reles e desprezível provocação.
As “brilhantes” mentes que conceberam o plano provocaram o sorriso piedoso de muitos e a indignação de alguns mais.
Mais, terão provocado, ainda, um estremeção do homenageado, lá na tumba fria onde jaz, por terem escolhido a data da instauração do regime “comunista” no país para o reverenciar.
A “oficial” e coxa desculpa foi a da coincidência do final das obras agora inauguradas com os festejos de Abril...
Por certo que primitivamente a obra teria sido planeada para comemorar (amanhã) os 120 anos do nascimento do “seu” herói, o ditador… E melhor cabimento teria, assim, o festejo. Mas os pobres e infelizes provocadores divertiram-se mais deste jeito. Ridículo. Que é o jeito dessa gente.
Coitados!

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domingo, 26 de abril de 2009

FOI PARA ISTO QUE FIZEMOS O 25 DE ABRIL? (1)



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Não, não foi para isto!
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(imagem de LUÍS AFONSO, do AGORA A CORES de ontem, no Público)
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sábado, 25 de abril de 2009

QUE TODAS AS MADRUGADAS TENHAM O SABOR DA LIBERDADE

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Recordo a palavra sufocada e os gritos dos torturados que ecoavam pela noite às mãos dos carrascos. Como recordo a vigília de tantos, e a dor de muitos mais.

Fremia de revolta a mordaça do pensamento. E arrebatador, mas contido pela força violenta, o ânimo submetia-se, tantas vezes, à necessidade de subsistir. Quando não era a morte que sobrelevava à vontade de resisitir.

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O verbo, quase só utilizado em frases surdas e nas entrelinhas, transmitia uma resistência que um dia havia de quebrar as grilhetas da liberdade, soltando as vozes tão longamente silenciadas.

Tantos marços decorreram,
antes que Abril rompesse no horizonte.
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Mas com a generosidade de muitos, veio também a subversão dos seus detratores e dos ganantes calculistas que do povo se serviram sem o servirem

Abril de abusos tantos,
de desencantos mil
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Abril cujo altíssimo preço estamos dispostos a pagar: porque sonhamos com um país em que um homem só pode ser igual ao outro, em que em qualquer mesa haja pão, em que em qualquer lar possa reinar a felicidade, em que a verticalidade não ceda à venalidade, em que a honra não dê espaço ao oportunismo.
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Abril de mágoas tantas,
mas de esperanças mil.
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(PROSEMA postado também, em simultâneo, no N&R)
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sexta-feira, 24 de abril de 2009

"IMPOSSIBLE"



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Impossível, mesmo.

Na verdade, o nosso vocabulário é curto para descrever uma sensação destas.
E descrever a dificuldade técnica da execução? Só um entendido o poderá fazer.

Nós ficamos vergados.
E bem vistas as coisas… Comentários para quê?

Ouvir… confunde-nos e inebria-nos.
Ouçamos, então. Apenas.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

"ROBÓN HOOD"

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Mas que charge mais bem conseguida!

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(Obrigado Carlos P por esta "deixa")

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CAVACO NÃO RESISTIU

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Quando há dias o Presidente Cavaco Silva falava no CACEG (Congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores) ninguém, de seu normal senso, ignorou que a sua mensagem se dirigia ao governo e aos empresários e gestores portugueses.
Foram particularmente duras as suas palavras dirigidas ao Governo: “seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável, que, na ânsia de obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade, se optasse por estratégias de combate à crise que ajudassem a perpetuar os desequilíbrios sociais já existentes”. E noutro passo: “esta não é altura para intervencionismos populistas ou voluntarismos sem sentido. Os recursos do país são escassos e é muito o que há ainda por fazer. É preciso garantir o máximo de transparência na utilização dos dinheiros públicos”. Ou estas, que tinham como alvo os segundos, os gestores e empresários: "seria um erro pensar que a obrigação de acautelar os princípios de justiça, de equidade e de coesão recai apenas sobre os decisores políticos. É nas empresas e no diálogo entre elas e dentro delas que começa esta responsabilidade"
Dessas ásperas críticas se fizeram eco, abundantemente, os media, designadamente o Público, como por exemplo no Editorial tirado pelo seu director-adjunto Paulo Ferreira, há dias.
Particularmente contundentes, também, foram as referências feitas pelo Presidente às relações entre o Governo e alguns grupos empresariais, o que levou aquele jornalista a referir a situação de estar o Governo, “até certo ponto, capturado por esses agentes na definição e execução de políticas”, chamando, do mesmo passo, a atenção para essa perigosa relação que, qual medalha, tem um verso e um reverso. Ou seja, se há grupos que “têm governantes ‘no bolso’”, outros há que “esperam que seja o Governo a resolver os seus problemas”.

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Primeiramente, a reacção do governo foi a esperada, e o costumado ritual do executivo foi, desta vez, cumprido por Teixeira dos Santos que, com a habitual falsa candura, “disse que não entendia as palavras do Presidente da República como um recado para o Governo”.
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Curiosamente, e a este propósito, lembra hoje o “escrito na pedra” que o filósofo alemão do séc. XIX, Friedrich Schelling, confirmou não existir absurdo que não encontre o seu porta-voz…
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Eram demasiadamente indiscutíveis os destinatários daquelas palavras. E o Governo preferiu não insistir no ridículo de pôr asas e assobiar para o lado.
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Haverá algo criticável na atitude do Chefe do Estado?
Creio que nada mais que o ser tardia.

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É por de mais evidente que esta aspereza do Presidente veio em muito má hora para este PS.
Mas já se sabe o que acontece a “quem semeia ventos…”

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terça-feira, 21 de abril de 2009

DE SÚBITO

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De súbito
rumaste o finito horizonte
anunciador de futuros incertos.
Os teus olhos fitam, inseguros,
sombras esparsas, indefinidas,
envoltas em vagos sons.
Rasgaste, corajosa, a treva
do regaço que te acolhia.
Enfrentas, meu anjo, um mundo adverso?
No nosso peito encontrarás o porto seguro,
o carinho, o amor que te alimentará.
Os astros e o destino te sejam propícios,
minha doçura! E que Deus te proteja!

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(ProsEma à minha pequenina Inês, SG 20.04.09)
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