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o "desempate técnico", na pena de Henrique
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É geral a convicção de que o confronto de ontem entre os actuais gurus da política indígena resultou num empate.
Paradigmática do equilíbrio é a opinião do director-adjunto do Público, Manuel Carvalho: “equivalentes na repetição de argumentos, um e outro tentaram a vitória nos incidentes, nas armadilhas, no imprevisto. Sócrates ganhou à tangente.” Mas, segundo ele, também a líder social-democrata se manteve fiel ao seu discurso, mostrando, apenas, de novo, um certo agastamento irritadiço. Teve, no entanto, momentos mais convincentes que o seu opositor. Rematando, conclui MC: “Sócrates não arrasou e mostrou-se com um sorriso de menino de coro. MFL resistiu e mostrou coerência e fibra. Só não foi um bom debate para os que estavam à espera de sangue”.
Um dos exageros de Sócrates foi o de “prometer” um ministério todo renovado, como se depreendeu das suas palavras, para a hipótese de sair vencedor destas legislativas. O que me soou a puro exagero e a mais que improvável concretização, na mesma hipótese de sair vencedor.
Mas claro que hoje já se desdisse. Como era mais que esperado.
Quanto ao confronto, em geral, também acho que, se ambos se merecem, igualmente estiveram bem um para o outro.
Se não é sensato avançar com a promessa de mundos e fundos, também não vale sustentar que, “prognósticos, só depois do jogo”.
Claro que temos sempre opiniões mais radicais e mais cegas da parte dos habituais conservadores mais míopes, quais Joaquim Aguiar (RTP2) e Vasco Pulido Valente (Público).
Mas há que lhes dar o desconto, coitados, e não esperar por milagres nem melhorias por essas bandas.
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(créditos: HENRICARTOON)
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