segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A TAP NÃO VIVE DO ERÁRIO, ANTES CONTRIBUI PARA ELE

.

.
Os mass media e a blogoesfera têm trazido, de há tempos a esta parte, muitas situações relacionadas com “fardos” suportados indevida ou injustamente ou para além do razoável por parte do erário público - ou dos contribuintes, que é o mesmo.
Muitos deles denunciando casos que correspondem, em boa verdade, a situações como as que se acaba de referir, que merecem denúncia e o nosso repúdio. Mas, entretanto, insistindo noutros que, por razões certamente inconfessáveis ou de inadmissível ignorância, não cabem naquele rol. É o caso de repetirem, à exaustão, que, nessa enumeração cabe a TAP. E, como se sabe, desde todos os tempos, uma mentira muitas vezes repetida acaba por, na prática, se tornar numa “verdade”.

Independentemente disso (ou talvez não) é mesmo muito vulgar as pessoas pensarem que a TAP vive à custa do Estado.

Ora manda a verdade que se esclareça – e a companhia fê-lo através do seu porta-voz – que a TAP há 13 anos que não recebe nada do Estado.
Mesmo as chamadas "indemnizações compensatórias", aplicadas no âmbito do serviço público às Regiões Autónomas, são ajudas aos respectivos residentes, não às correspondentes companhias operadoras.

Assim, e em abono da mesma verdade, deve esclarecer-se que a TAP não só não recebe nada dos contribuintes como, bem pelo contrário, “contribui muito positivamente para as finanças públicas” já que “gera todos os anos uma apreciável receita líquida para os cofres públicos”. Senão, veja-se: “Só em 2009 foram [entregues ao Estado] 198.734.297,5 euros, relativos a impostos e contribuições para a Segurança Social.”

Esta, sim, é a informação correcta e verdadeira.
Reponham-se, portanto, os pontos nos ii, e não se envenene a opinião pública neste ponto, fazendo justiça a uma das empresas portuguesas com mais prestígio nacional e internacional.
.
.
.
.
.
(Ex-empregado TAP, hoje reformado, sou do tempo em que se “vestia a camisola” da companhia e se contribuía para a sua boa imagem. Daí o fazer aqui eco de uma elementar ética relativamente à mesma empresa.)
.
.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

UMA VIRTUALIDADE CADA VEZ MENOS VIRTUAL

.
.
.
Galáxia encontrada pelo Hubble é o mais distante objecto já visto.
Estudar estas galáxias primordiais é extremamente difícil.
Embora originalmente brilhante, a sua luz já está muito ténue quando chega à Terra.
[Imagem: NASA, ESA, G. Illingworth/HUDF09 Team]
Com informações do ESO (Observatório Europeu do Sul) - 21/10/2010

.
Não há muitos anos atrás, seria impensável uma notícia destas:

«Invulgar
ONU tem embaixadora para comunicar com extraterrestres
Diário Económico 28/09/10 13:57

A ONU vai nomear uma embaixadora para o Espaço para coordenar a resposta da Humanidade na eventualidade de um contacto alienígena.
Esta missão será confiada à astrofísica malaia Mazlan Othman, que na próxima semana irá explicar as suas competências, numa conferência, em Inglaterra.
Este novo cargo surge depois de terem sido descobertos um grande número de planetas que orbitam estrelas, o que aumenta a possibilidade de um contacto extra-terrestre.»
.
Galáxias “apaixonadas” (web)
.
Com esta evolução… que mais poderemos esperar? Muitas mais notícias deste jaez: hoje inesperadas… Sei lá: por exemplo os tais contactos com alienígenas, exploração de novos mundos, estudo e implementação de formas de comunicação com eles, contactos para troca de experiências, contactos para análise do estádio de desenvolvimento (conceito já então uniformizado e utilizável) entre eles, estudo e implementação de formas de colaboração mútua, contactos para troca de conhecimentos com a correlativa alteração (naturalmente profunda) dos mesmos, etc, etc, o que – pelo menos entre nós – desencadeará uma revolução (quiçá radical) em sede de todas as ciências, conceitos filosóficos, religiões, costumes, cultura.

Será, ainda, o fim de muitas “certezas”.

A ser assim, não será, então, ainda, o apocalipse… Mas abalará, profundamente, muitos milhões de humanos.

Não será, por certo, ainda, na nossa geração que estas virtualidades se transformarão em realidade. Mas que já algo se admite nesse sentido… aí está esta nomeação a prová-lo.
.
.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ESTÁ NA MASSA DO NOSSO SANGUE: A MALEDICÊNCIA

.

isto é o que urge fazer, mas vai ter de esperar um pouco
.
.
.
Eu confesso que era um dos tais indivíduos toscos, cerebralmente situado entre o asno e o galináceo, que não entendia a necessidade e sobretudo a pressa em instalar o TGV, cá na paróquia.
Pensava eu – pouco versado nessas matérias de economês – que embora a coisa pudesse dar trabalho a um montão de gente (o que teria algo de positivo; para uns quantos boys, de muito interesse, até), o seu financiamento seria de tal ordem que iria agravar a nossa situação perante as respectivas instâncias. Pelo que seria aconselhável esquecer, de momento.
Afinal, e no que respeita à despesa, a avaliar por uma maquinazita usada para construir a linha do super rápido comboio, que vi num vídeo, a coisa não deverá ser assim tão incomportável como isso. Coisa tão pequena e tão simples, é como o algodão, não engana: é um processo simples, rápido e barato. E é de um relevantíssimo interesse para a nação.
É claro que a maquinazita, só por si, não dirá tudo, relativamente à conclusão a que me pareceu poder chegar, mas será um índice para ter em conta relativamente a ela. Senão vejam, e logo concordarão comigo…

O que há é uma cambada de invejosos e teimosos (mesmo do PS! – uns velhos do Restelo, já se vê) que resolveram contrariar o êxito deste líder e deste chefe deste governo DESTE PS (ao qual sempre me referi deste jeito – por puro despeito, é óbvio, pois vejo encalhadas as minhas prebendas e mordomias). Nada mais.
Ora urge que aconteça à verdade como sucede com o azeite.

Então vejam e digam lá se tenho ou não carradas de razão…


.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

HAVERÁ MAIS VIDA PARA ALÉM DO ORÇAMENTO?



.


Aqui há anos o então Presidente Jorge Sampaio lembrou que havia vida para além do défice… E bem, segundo as opiniões mais optimistas.

Parafraseando o ex-Presidente, e transpondo para os dias de hoje, não sei se haverá lugar para o mesmo optimismo e se haverá mais vida para além do orçamento ou se ele não irá sufocar-nos a todos…

A todos, claro que não.

Mas se assim for, e se ficarem só os ricos, como é que eles “se amanharão”?

(Esta fez-me lembrar uma história passada com Margaret Thatcher: havia, no seu consulado, um jornalista-entrevistador de grande fama, que era implacável com os seus entrevistados e que numa entrevista à dama de ferro lhe atirou, referindo-se à pobreza: dizem que a Senhora se preocupa, sobretudo, ou apenas, com os ricos e com os negócios… Ao que ela respondeu: se assim não fosse, que seria dos pobres?

Isto, embora encarado na perspectiva de um processo enviesado e paternalista, nem desse jeito (nem de nenhum outro) está na mente dos nossos “neuro-liberais”, para usar, de novo, a curiosa e acertada expressão do jornalista Sérgio Ferreira Borges.)

.

.




terça-feira, 19 de outubro de 2010

AINDA ACERCA DO ORÇAMENTO

.
Até o nosso velho amigo Alfredo tem mandado as suas dicas sempre oportunas e sensatas acerca do malfadado OE.
.

.
.
.
.
(Luís Afonso/Público/Opinião/Bartoon/hoje)

.








.

ELE BEM AVISOU

.

Verdade seja dita, o cavalheiro até nos avisou dos tempos difíceis que se aproximavam: como recordo de seguida, um dia a língua fugiu-lhe para a verdade… Não podemos queixar-nos com a surpresa, porque ela não existiu.

.

PERVERSIDADE E IMORALIDADE

.
José Vítor Malheiros (JVM) é um dos colunistas que mais aprecio no Público.
Se até de um assunto de pouca e trivial importância é capaz de nos oferecer uma boa peça jornalística, quanto mais de uma matéria que nos dá tratos à imaginação, como este inferno da situação em que nos colocaram… Que é o caso da sua coluna de hoje que se intitula
«As pensões douradas da oligarquia» cujo lead reza: «Usar a Segurança Social para que uns milhares de privilegiados possam manter hábitos de luxo é imoral», e em cujo texto, mais abaixo, explica (a enumeração é da minha lavra): «A imoralidade é clara. 1) Não é admissível que, no contexto actual de cortes salariais, apenas seja objecto de um corte de dez por cento a parcela do cúmulo de pensões que exceder 5000 euros. 2) Por que não se faz então a mesma coisa com os salários? Trata-se apenas de mais uma borla oferecida à oligarquia. 3) Não é admissível que se garanta tão repetidamente que estes cortes apenas vigorarão em 2011, quando a mesma garantia não existe para os salários. 4) Não é admissível que sejam proibidas as acumulações de pensões com salários do Estado mas se permita a acumulação de salários privados com pensões públicas. 5) Finalmente, não é admissível que essa proibição não abranja aqueles que já beneficiam neste momento dessas acumulações e que apenas atinja os futuros pensionistas.» Donde a conclusão constante do destaque acima referido: «Já se sabe que tudo isto representa apenas uns poucos milhões. Mas usar a depauperada Segurança Social para que uns milhares de privilegiados possam manter hábitos de luxo é imoral.»
Como logo se vê, a imoralidade do Orçamento aqui tida em conta é apenas - e em parte, creio – a que se prende com o uso e abuso dos fundos da “depauperada Segurança Social”. E não consiste apenas num ponto, mas em cinco, o motivo do nosso desespero e justa revolta nessa matéria, como decorre do texto atrás exposto.

Os “afilhados”, resultantes do nepotismo, e os boys, todos com os obscenos, escandalosos e inexplicáveis proventos das suas igualmente escandalosas sinecuras estão a pôr em causa e em risco os parcos ou magros rendimentos da grande maioria da população.

Até quando?

.
.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

REFLEXÃO DE FREI FERNANDO VENTURA SOBRE A SITUAÇÃO QUE VIVEMOS

.

Para não estragar nada, vou abster-me de me pronunciar sobre o assunto. Porque estou inteiramente com ele.
Deixo-vos apenas, para além do pequeno vídeo (só lastimo o som baixíssimo da gravação), a introdução de Pedro Guilherme Moreira, no seu blogue "Ignorância":
«Frei Fernando Ventura e a Sabedoria
Para quem esteve distraído, por favor fixe este nome: Fernando Ventura, frade capuchinho, homem sábio. Para agnósticos, ateus, crentes, católicos praticantes ou nem por isso, ignorantes, diletantes, honestos ou desonestos intelectuais, para todos, com Saramago ou contra Saramago, não vão por mim. Vejam este inolvidável (muitas vezes inefável e tocante) momento de televisão. (…)»
.
.


.
.

domingo, 17 de outubro de 2010

E SE O ZÉ-POVINHO ARREIA A CARGA E RESPONDE COM UM MANGUITO?

.
Todos os ex-ministros das finanças do Portugal de Abril contribuíram, de algum modo, para a presente crise, mas não vi nenhum bater com a mão no peito confessando “mea culpa”. Mais: nenhum deles foi capaz (leia-se competente) para prever a grave crise provocada pela derrocada do capital financeiro que viria antecipar e agravar a presente crise. Mas falam todos, contudo (imagine-se a coragem e o auto-convencimento), como se nada tivessem a ver com o assunto, como sendo génios fantásticos e eminências pardas dum saber infinito e de uma confiança inultrapassável.

Um, de entre eles, que contribuiu para esta situação na tripla qualidade de ministro das finanças, primeiro-ministro e presidente da República, veste agora a pele de cordeiro e vem-nos com ar preocupado - mas não contristado - e modos paternalistas fazer apelos e declarações com ar condoído. Mas que faz de concreto? Convoca os ex-ministros das finanças, como se foram seres vindos doutro planeta, alheios ao que se passa, com o saber e as mesinhas necessárias para debelar a crise, mas não vi nenhum apontar soluções que não fossem, as que sempre usaram: as de agravar os parcos rendimentos dos mais desfavorecidos. Nenhum deles se atreve a fazer pagar a crise a quem a provocou…
E não nos queiram convencer, excelentíssimos sábios e milagreiros, que isto é demagogia da esquerda. Por mais que esses partidos vos incomodem, já não nos assustam com esses “papões”.

Mesmo que a gravidade da situação só possa ser ultrapassada com o sacrifício de todos, não vejo que alguém seja capaz de impor uma distribuição desses sacrifícios na razão inversa da que se sabe ir ser aplicada.
É altura, Sr Presidente e senhores ministros e ex-ministros, srs actuais e ex-todos aqueles que se enchem ou encheram à tripa forra à nossa custa, como se fôramos o zé-povinho albardado, de Rafael Bordalo Pinheiro, é altura de deixar de nos considerar totós, imbecis e ignorantes.



.
Basta de atitudes teatrais, de cinismo e de palavreado.
Vossas senhorias não se despem do vosso ar sonso e farisaico, e da vossa ganância, mas nós estamos a evoluir para o outro zé-povinho, do mesmo autor, o do manguito.


A situação não é, não vai ser de forma nenhuma sustentável da nossa parte, sendo de prever que o manguito surja mais cedo do que vossas excelências pensam e prevêem.
.
.

sábado, 16 de outubro de 2010

ENTREGA DO ORÇAMENTO DO ESTADO

.
.

- Teixeira dos Santos: ... e que Deus lhe ponha a virtude!
- Jaime Gama: Amen
.
.
 

Web Site Counter
Free Dating Services

/* ---( footer )--- */