quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

NATAL NÃO É, APENAS, UMA PALAVRA

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Que Natal seja Paz
e que seja também Amor.
Que ele nos devolva a Esperança
e que a tantos acalme a dor

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Depois do meu voto, em palavras simples,

o meu cartão



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terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

“CENTRAL DE NEGÓCIOS”

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«A atmosfera continua carregada. Afinal de contas,
as eleições foram apenas um intervalo no ciclo,
já quase banal, de casos judiciais envolvendo actores
políticos, negócios pouco claros, jogos de influência
e acusações de corrupção. Parece mesmo que existem
ao mesmo tempo dois governos. Um público, que aparece
à vista de todos no Parlamento ou na televisão, a discutir
com a oposição ou a anunciar medidas. Outro oculto,
que longe dos olhares públicos intervém no mundo dos negócios,
capta financiamentos, influencia decisões empresariais.
Qual dos dois é o verdadeiro? Um e outro não estão distantes
quanto parecem. Não só a influência do Governo oculto se
estende aos negócios dos media como a propaganda do Governo público
se tornou num formidável instrumento de ocultação.
O problema de fundo é político - e ético.»

Miguel Gaspar, “O Governo Oculto”, in Público, TR 10.11.2009
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Qual “donzela” de duvidosa pudicícia, mas que quer passar por cândida e respeitável criatura, o ministro Silva Pereira, no “Prós e Contras” de 9 de Novembro último, não gostou, achando-o ofensivo e deselegante, que Aguiar Branco tivesse referido o governo como “central de negócios”. Bom, deselegante… Talvez. Estou em crer que poderia ter adocicado a expressão.
Mas lá que é o que a maioria das pessoas – mesmo as melhores intencionadas e as de maior tento na língua – pensam… Isso creio estar fora de dúvidas.
Mesmo tendo dado a volta ao quarteirão dos conceitos, da sintaxe e das boas maneiras, Miguel Gaspar, no dia seguinte, se logrou fugir à expressão, não conseguiu escapar ao seu conteúdo ao referir-se ao governo público e ao oculto.

Aliás, e sem mais rodeios, já na legislatura anterior, e relativamente à AR dominada por maioria do partido que ora nos governa de novo, dizia então Paulo Morais, no JN de 4.2.09: o Parlamento, que “deveria ser o coração da democracia (…) transformou-se numa central de negócios, ao serviço de quem domina os directórios partidários”.
Claro que o tiro daquele colunista tinha vários destinatários, mas atingia, em cheio o, então e agora, partido do governo.

Não vale a pena tentar escamotear o problema com base no vocabulário utilizado ou ludibriar o cidadão atento e responsável: ele sabe bem distinguir quem serve a República de quem se serve dela. Ele não tem dúvida de quem unicamente possui o mérito que lhe atribui o cartão de militante partidário. Ou de quem o faz prevalecer. Que, logo se vê, é coisa que só com a lealdade partidária tem algo a ver, não com os superiores interesses nacionais.

A democracia não pode pactuar com tais critérios. Tem de os denunciar e combater.
Urge, pois, criar mecanismos que os penalize de forma frontal, pesada e exemplar.

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segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

“ORA, COMO ÍAMOS DIZENDO…”

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Deste interregno nem voluntário nem forçado (acontecido contragosto), respigo uma nota que tomei neste período e que pode bem sintetizar a louca correria do país para o suicídio, conclusão a que se chega se cotarmos a atitude da grande maioria dos políticos. Sobretudo dos menores de 60 anos. Conquanto não seja desprezível o empurrãozinho (no mesmo sentido) de alguns dos seniores.
Estamos a escassa distância do precipício, mas aquela maioria não deixa de avançar alegremente.

Os telhados de vidro, os interesses pessoalíssimos bem como os corporativos, assim como o compadrio, tornam a cegueira dessa gente, face ao interesse público, numa doença incurável. E, obtusos, tais iluminados nem vêem que é a sua própria sobrevivência que está em causa.
Podem ser os últimos a baquear, mas há-de custar-lhes mais que aos restantes.

Só que, com o problema do suicídio desses bestuntos, podemos nós (a maioria dos que para aí não põem prego nem estopa) muito bem. Que se danem, eles, e que se matem uns aos outros por um breve tempo de antena e por uns instantes de poder.


Ora, era este o apontamento que tinha aqui na gaveta:

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Fernando lima escutas, mas deixa arestas
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No melhor pano cai a nódoa, isto se se der como provado, como alguns dão, que Cavaco é o impoluto cidadão que subiu à cidade para, “sem querer” ter entrado na vida política.
Será?
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A “inventona” foi muito grave, mas, sabe-se lá porquê, como correctivo não mereceu mais que a mudança de secretária, não vá o infractor quebrar certos elos de lealdade…

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o ambiente provocado entre Belém e S Bento não se degradou minimamente, como a imagem bem documenta
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Explicado o imbróglio, José Carlos Vieira foi chamado para a empalidecida assessoria.
F Lima? Recomenda-se e diz que está bem, sempre atento, venerando e muito obrigado. Em Belém, está claro.
O PR? Deixa entender que não se passa nada.

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..................................- não me demito, porque não...
..................................- ?...
..................................- vá, 1º porque não m'apetece, 2º porque o PR é meu amigo, e não se atreveria a tanto
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Decididamente, o presidente não sabe escolher os seus colaboradores e nomeados para altos cargos da nomenclatura do Estado. Deixa-se deslumbrar por aparências de seriedade e competência onde apenas existe uma conveniente (afinal, incerta) lealdade. Ingenuamente (característica, como se sabe, de uma próxima ruralidade, mas que outros conseguem ultrapassar com arguta atenção e inteligência).
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Dias Loureiro, Oliveira e Costa e Arlindo Carvalho, são, para já, exemplos suficientes de uma tal dedicação.
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Noutras áreas, com outras varas se sacode a árvore das patacas do orçamento com que se recompensam certos beneficiários “bem comportados”.
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E lá vamos, cantando e rindo, à espera de outro salvador como aquele com que fomos brindados há pouco mais de oitenta anos.
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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

ATÉ QUANDO?

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Em Roma... cimeira da alimentação
Autor BLEIBEL
Jornal Al-Mustaqbal, Beirute, Líbano
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O cartoon de hoje, de Bleibel, no Público sugeriu-me alguma coisa…

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Vazio?

E silêncio…
Porque dói!

E o mesmo aperto,
o mesmo nó
porque maior a distância, a impossibilidade
de cada pessoa
quanto ao tempo e modo
de conjugar o verbo.


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terça-feira, 3 de Novembro de 2009

O VAZIO

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instantâneos 05018
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A luz
coada pela densa neblina
de emaranhadas reflexões.

Um aperto.
Um nó.

A lonjura dos conceitos,
o eclipse da palavra.

O vazio.
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("instantâneos" - minha colecção de instantâneos alheios)
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segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

SEGUNDO VÍDEO DE AUDIÇÃO, APENAS, DO «DARK SIDE OF THE MOON»

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Deixo hoje, para audição, a faixa Time do Dark Side of the Moon.
Espero que gostem e que relaxem.


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sábado, 24 de Outubro de 2009

O ELITISMO E O ÓDIO DO SR CORREIA GUEDES

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ao perto, a criatura nem se enxerga
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Vasco Valente Correia Guedes, que usa assinar com o pseudónimo Vasco Pulido Valente, parece que só em alguns dias pares do ano consegue ser lúcido e aturável. De resto, em todos os dias ímpares, além dos restantes pares, é um velho chato, rezingão, convencido de um largo saber e de mais que variável humor, se é que alguém, alguma vez, lho descobriu.
Já li coisas boas de VPV (soa melhor e é garantia de melhor proveniência), muito provavelmente nalgum dia par do calendário. Mas a data de ontem, 23 (dia ímpar, note-se), o social democrata, pela graça de Deus nascido num bom berço e que faz gala em se apresentar como tendo feito o seu aprendizado académico superior na ultrachique Oxford, revelou-se um elitista repugnante face ao comunista (cruzes!) José Saramago, dedicando-lhe uma peça miserável acerca das suas últimas declarações que incomodaram os católicos, mesmo a larguíssima multidão deles que são, consabidamente, pseudoleitores ou (menos ainda) conhecedores da Bíblia.
A gratuita rudeza, a manifesta sem-razão, o ódio encarniçado, o veneno que vomitou na sua coluna de ontem no Público acerca do autor de Caim, foram confirmados pelo frente a frente, moderado por Mário Crespo, entre Saramago e o padre Carreira das Neves.
Na sua referida coluna de ontem, VPV (a quem o Correia Guedes não garantia o berço desejado) considerou, bem explicitamente, Saramago inculto, iletrado e ignorante e um pobre coitado como são, na sua óptica, todos os não nascidos num berço de ouro, rico e com dossel adamascado ou de seda como seria, supostamente, o seu.
Já no debate, o teólogo e especialista em temas bíblicos não só não usou da mais leve falta de respeito pelo genuíno ateu que é o autor de Caim (antes pelo contrário, fazendo-lhe até elogiosas referências), como não conseguiu contrariar Saramago, que mostrou saber do que falava. Ao contrário, foi o Nobel que deixou atrapalhado e sem convincente argumento o teólogo e biblicista.
Infeliz e… (como hei-de dizer…) infantil (sem dúvida o caso) foi o clérigo que, a dado passo, e a propósito da linguagem metafórica dos textos sagrados aludiu a natural compreensão, para o fenómeno, de um autor que tanto lança mão da imagética, como acontece com o seu opositor. Mas, curiosamente, antes que, com a sua habitual calma, Saramago lhe desse resposta a tal ingenuidade, foi Mário Crespo que, não se conteve e referiu que se o Nobel usa de tais imagens e metáforas nos seus livros… Estes, porém, não são sagrados!

Foi, realmente, um debate interessante e de nível, aquele a que assistimos esta noite.
Coisa bem diferente foi a chicana deplorável do sr Correia Guedes.

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Créditos ao Indesmentível, pela imagem
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quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

PRIMEIRO VÍDEO DE AUDIÇÃO DO «DARK SIDE OF THE MOON»

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Acerca da obra mais conhecida dos Pink Floyd, teria sido uma ideia interessante acompanhar os 5 programas de análise do álbum com, simultaneamente, cada um dos 5 vídeos que nos proporcionam a sua audição total.
Não me ocorreu. Mas vou fazê-lo doravante, depois de apresentar, hoje, o primeiro destes últimos. E o segundo, quase de seguida.
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Também achei curioso recordar os nomes das respectivas 9 faixas, que são:
1. Speak to Me/Breathe
2. On the Run
3. Time
4. The Grat Gig in the Sky
5. Money
6. Us and Them
7. Any Colour You Like
8. Brain Damage
9. Eclipse
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Aproveito ainda, também, para rememorar a informação geral sobre a banda
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Vejamos então o primeiro vídeo da audição desta obra
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quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

MARIA CORREIA

o tempo da mala-posta já lá ia.
Agora a mala do correio era transportada a pé desde a estação receptora e distribuidora do concelho à da freguesia



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Anos 40 e tal. As férias grandes.
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As férias grandes, não: as férias
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enormes. Passadas na aldeia
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que me viu nascer.
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Muitas recordações. Algumas
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reminiscências. Vários “filmes”
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vivos na memória.
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Toda de negro vestida.

Era impensável uma viúva deixar de vestir de preto. Abandonar o luto. Carregado. Por todo o resto dos seus dias.

O lenço, preto, na cabeça,
inconcebível, também, uma mulher exibir os seus cabelos soltos: a "decência" não consentia


de pontas laterais reviradas
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para cima, descongestionando
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a cara, aliviando o afrontamento

O calor, sufocante, desprendia-se, com o pó, do caminho de terra
que os lamaçais de sucessivas invernias deixavam leve e volátil.


As mãos, ora pendentes, ora
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apoiadas nos quadris,

os dedos, de quando em quando, limpavam a fronte, enxugando-os no avental também preto.
Por vezes era com uma ponta deste que limpava o suor.


O saco do correio,

confeccionado numa espécie de tela, com a boca apertada com uma correia
que entrava num cadeado fechado sobre ela e um comprovante com carimbo da estação de origem,


à cabeça, sobre o lenço.
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O andamento
marcado ao compasso do corpo volumoso, velho e pesado,
que avança ora balançando sobre a anca e o lado direito, ora sobre o lado e a anca contrários…


numa cadência e num ritmo
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invariavelmente repetido

qual pêndulo, lento, que ao mesmo ritmo vai progredindo suavemente no seu percurso.


O horário não permite pausas e

a canícula não dá tréguas


cumprida a hora da partida, a da chegada, sem relógio mais
que a posição do Sol escaldante, está garantida pela cadência imperturbável.


Cara fechada, olhos no chão,
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bagas transpiradas borbulhando
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na testa e escorrendo, a correia
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percorre, numa rotina
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cansativa, a légua que a
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separa da estação
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dos correios do concelho até à
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da sede desta freguesia
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dispersa que também
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delimita a área
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municipal nesta direcção

a correia. Não sei se por isso, se por coincidência, Maria Correia para todos que a conheciam.


Mais que uma nuvem da minha
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meninice, a ti Maria Correia é
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uma imagem muito viva desses
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meus longínquos idos.
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Imagem de vida sofrida, do cansaço,
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do preço do pão do dia-a-dia.
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Imagem da rotina.
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Da inelutabilidade.
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Imagem dos deserdados
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da vida.

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segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

A ARTE AO SERVIÇO DA MEMÓRIA

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Recebi, há dias, por mail, e concordo que é SIMPLESMENTE ESPECTACULAR, como me dizia o remetente, lá de muito longe.
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Kseniya Simonova é uma artista ucraniana que ganhou recentemente a versão nacional equivalente ao "America's Got Talent." Ela usa uma enorme caixa de luz, música e vozes dramáticas, imaginação e o seu talento para interpretar, pintando com areia, a invasão e a ocupação da Ucrânia pelos alemães durante a II Grande Guerra.
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É bem patente, na assistência, o resultado desse apelo dramático a uma memória que não se desvaneça.

O texto é, basicamente, o que acompanha o vídeo.

Veja só, que talento e que maravilha




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