segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PUDERA!






Ora também eu, mestre Alfredo!





E já agora, que nem de propósito, aproveito para lembrar uma local, também de ontem, no mesmo diário:


“Respondendo ao desafio do PÚBLICO, o advogado António Moreira, que apresenta esta semana na AR uma petição sobre os salários dos gestores públicos, coloca uma questão ao ministro de Estado e das Finanças.”
E a questão é: “Os nossos gestores públicos auferem, em média, cerca do dobro dos seus congéneres da União Europeia, enquanto os nossos trabalhadores auferem, em média também, cerca de metade dos trabalhadores dos nossos parceiros comunitários. Concorda com esta realidade ou pretende contribuir com alguma iniciativa para a alterar?”

É evidente que o ministro não vai responder. Ou então cala-nos (?) com um “não só… mas também”, enviesando a resposta, ou dando uma esfarrapada.
Os políticos não escapam à acertada crítica de, não lhe convindo a pergunta, não darem uma resposta ou tergiversarem por temas próximos, iludindo a questão. (E fazendo de todos os outros parvos!)








(Cartoon: Luís Afonso/Bartoon/Público/Opinião/ontem)





sábado, 27 de agosto de 2011

“PAREM DE MIMAR OS SUPER-RICOS” (II)





Ainda inspirado no recente desabafo de Warren Buffet, e depois de referir ter o governo francês tomado uma tímida medida de taxar especialmente os rendimentos dos mais ricos, foi a vez de, ontem, no Público online, a jornalista Maria José Oliveira nos recordar que já há meses – por alturas da campanha para as últimas presidenciais – Cavaco, num raro assomo de filantropia e solidariedade para com os mais sobrecarregados do costume com o pagamento da crise, confirmou que “os sacrifícios exigidos nos últimos tempos não se dirigem a todos os portugueses”, sugerindo que “em alternativa ao corte de salários, o Governo PS deveria ter solicitado "o contributo de todos os cidadãos". E preconizava, então, que “bastava, por exemplo, que fosse criado um imposto extra para todos os portugueses acima de um certo rendimento”.

Ora estas marés de filantrópica solidariedade, uma vez não serem costumeiras cá pela paróquia, convirá agarrá-las com ambas as mãos.

O Governo, tacteando, foi a Belém lembrar a Cavaco essa entrevista e perguntar-lhe se era, ainda, para valer…
Para espanto de alguns (muitos) Cavaco confirmou não só que apoiava a criação de tal imposto extra aplicável a rendimentos mais elevados, mas que "vê com satisfação" tal eventualidade. Desde que deixem, quedos, os seus bens patrimoniais, claro – não se queira agora tudo numa assentada. (Embora haja, entre os especialistas, quem sustente que não deve abrir-se-lhes essa excepção…).

Talvez com uma certa relutância, e algum receio de maior melindre por parte de algum dos eventuais visados (“tadinhos!”), O Governo de Passos, um pouco contra natura da sua ideologia, lá se prepara para “solicitar” aos multimilionários que abram, também eles, os cordões à bolsa e comparticipem no enfrentar a grave crise que a todos (?) ameaça fazer doer a sério.


Talvez convenha lembrar que não nos iludamos: os muito ricos não dão nada a ninguém senão aos seus. A menos que algum cálculo os leve a essa atitude.
Ora aí está: eles sabem que sobrecarregando-nos sobretudo aos mesmos (empregados por conta doutrem, pensionistas e classe média em geral) eles vêem que o seu pecúlio não terá tantas hipóteses de crescer. Donde a excepcional, rara (e avara?) benignidade.

 
 
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

“PAREM DE MIMAR OS SUPER-RICOS”



Uma semana depois de conhecida a declaração de Warren Buffet, num artigo publicado no New York Times, a pedir que os políticos “parem de mimar os super-ricos” com isenções e outros benefícios fiscais, eis que agora é a vez de milionários gauleses, os possuidores de 16 das principais fortunas da França, insistirem com o Governo, numa petição ontem divulgada, para lhes aplicar uma “contribuição excepcional” sobre os rendimentos dos mais ricos com o intuito de fazer frente aos problemas financeiros do país. “Temos consciência que beneficiamos do modelo [fiscal] francês e do contexto europeu a que estamos ligados e que desejamos contribuir para preservar”, afirmaram.

Consta, entretanto, que “há mais de dois anos que os super-ricos portugueses, como seja banqueiros, supergestores, e todos os que têm dinheiro em off -shores, etc., fazem fila à porta das Finanças a dizerem
que querem ser mais colectados. Que querem ajudar Portugal.”

Esta hipótese faz supor que a iniciativa, nesta matéria, partiu foi dos milionários portugueses. Depois deles, Warren, primeiro, depois os seus congéneres franceses, seguiram o seu exemplo.

A verdade, como o azeite, vem sempre ao de cimo: os poderes constituídos fazem, por norma, pagar o preço da crise às classes mais desfavorecidas da população e às classes médias. E garantindo respeitar a equidade fiscal, como aqui se viu. Pelos vistos o conceito de equidade não é unívoco para o governo.


A França já tomou uma tímida medida, onerando com uma taxa de 3% os avultados haveres dos milionários. Seguir-se-á idêntica atitude no Governo de Passos Coelho? E também benigna ou mais consentânea com a realidade?




sábado, 20 de agosto de 2011

«EM CHEIO»



"O declínio da República Portuguesa"
TIAGO MADEIRA (n. 1978)
Técnica mista sobre tela
Dim. aprox.: 140 x 80 cm.
Faz parte do Leilão de Arte Moderna e Contemporânea do Palácio do Correio Velho onde irá decorrer amanhã, dia 21


«O actual Governo começa a parecer-se de mais com uma comissão liquidatária do património do Estado a preços de saldo (e com os contribuintes a financiar os compradores)», assim escreve, no artigo para onde abaixo se remete, Manuel António Pina no Jornal de Notícias de 3 do corrente mês de Agosto.
Está lá praticamente tudo.


Em cheio!


E a coluna de Jorge Fiel, no mesmo jornal, e na mesma data, completa-o.


Quais suspeitos esquerdistas ou perigosos e vermelhuscos comunistas, eles, no seu desassombro, dizem tudo, dispensando mais comentários e mostrando merecer as honras do Apostila, o meu blogue dos textos eleitos pela sua singularidade ou pelo seu arrojo na defesa da verdade e da transparência.

Leia, então, "Acredite se quiser" e "Não vou ter de nascer duas vezes", ambos pondo os pontos nos ii numa controvérsia muito actual, e o segundo constando, ainda, de uma boa charge ao nosso actual presidente, Cavaco Silva, glosando uma sua infeliz declaração.









sexta-feira, 19 de agosto de 2011

FUNERAL DE JACOB E SUAS ÚLTIMAS VONTADES





JACOB MORREU.


A sua vontade foi deixar 40.000 dólares para um bom enterro e, uma pedra comemorativa.
Depois que saíram os últimos acompanhantes, a viúva Sara aproximou-se da sua mais velha e querida amiga e lhe disse:
- Estou certa de que Jacob estará contente.
- Sim, tem razão, respondeu a amiga, mas perguntou: -"Quanto custou realmente?
- Quarenta mil, respondeu Sara.
A amiga surpreendida:
- Tudo estava muito bem, mas 40.000??? Caro hein?!...
Sara respondeu:
- O funeral foi 1.500 dólares; dei 500 à Sinagoga; para o licor e os petiscos, outros 500; e o resto foi para a PEDRA COMEMORATIVA...
- 37.500 para uma pedra? De que tamanho é???












Foi-me enviado por um amigo. Como também gosto de parábolas… Repasso.







quinta-feira, 18 de agosto de 2011

UMA CONFISSÃO NADA INOCENTE… E A CONSEQUÊNCIA ESPERADA






E o nosso velho amigo Alfredo sempre atento como poucos…






(Luís Afonso/opinião/bartoon/Público de ontem e de hoje, respectivamente)



domingo, 14 de agosto de 2011

EXTRAORDINÁRIA PERFORMANCE







Recebi há dias de uma amiga e transmito quer comentário quer execução sem mais nada acrescentar que uma ligeira correcção e o nome da pianista.

«NADA É IMPOSSÍVEL, ALGUMAS COISAS SÃO APENAS MAIS DIFÍCEIS...

The Flight of the Bumble-Bee (O Voo do Moscardo) é um interlúdio musical famosíssimo, composto pelo conde e compositor russo-Nicolai Rimsky - Korsakov para sua ópera O Tzar Saltan, entre 1899 e1900.

É um verdadeiro "tour de force" musical inicialmente escrito para um solo de violino.

Algum tempo depois o próprio Korsakov reescreveu a peça para o piano.

Contudo, é tecnicamente tão difícil que o famoso pianista Vladimir von Pachmann (1848/1933) ao ler a partitura julgou-a "impossível de ser tocada".

Anos depois Serguei Prokofiev (1891/1953) aceitou o desafio e abriu a porta para que pouquíssimos colegas realizassem essa proeza...

A jovem pianista chinesa, Yuja Wang, considerada actualmente uma das 5 melhores do mundo, dá um show de virtuosismo.»

Aprecie, então:

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