sexta-feira, 31 de julho de 2009

… TALVEZ ANTES A H1N5

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«Benfica detecta um caso de gripe A num futebolista da formação» - acabo de ler no Público.pt.

Mas é evidente o lapso.
No clube dos passaritos não deve tratar-se da gripe A (H1N1), mas sim duma recidiva da gripe das aves (H1N5)…

O que lhes vale é terem Jesus com eles…



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BAIXA A COTAÇÃO DOS ESPANHÓIS ENTRE NÓS…

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imagem do vírus da gripe A


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«Um terço da gripe A vem de Espanha» - foi a “bomba” que hoje caiu nas agências noticiosas…

Daí que tenha baixado, de novo, a cotação dos nossos vizinhos espanhóis, cá na paróquia.
De facto, agora, bem se pode afirmar que “de Espanha nem bom vento, nem bom casamento nem bom hálito!”


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ALIADOS MAS NÃO TANTO…

imagem de Daniel Rocha/Público
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… Ou: amigos, amigos…

Negócios à parte!


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Não são santos da minha devoção, nem se trata de confraria que me atraia, mas o movimento Compromisso Portugal, sem deixar de dar nota máxima ao governo deste PS, no ocaso da presente legislatura, em três items (ensino do inglês desde o básico; energias renováveis; combate à burocracia), deu-lhe nota zero em matéria de crescimento da economia, quanto à convergência com a média da EU, no que respeita à competitividade, no concernente à despesa corrente do Estado na Economia, no respeitante à gestão eficiente da energia e quanto à prevista introdução de concorrência nos mercados do gás e da electricidade.

A pior avaliação do referido movimento é a que é feita ao crescimento económico, mesmo descontada a grave influência da actual crise internacional. (A propósito, veja-se, abaixo, o comentário do velho e sempre atento barman do bartoon)

O que mais surpreende na apreciação naquele movimento de “comprometidos” é a acusação do governo de aumentar a “promiscuidade entre política e negócios”, partindo ela donde parte: de empresários e gestores das grandes empresas, que constituem a nata do movimento examinador.

Momento difícil o deste PS em que os seus aliados naturais lhe dirigem tão duras críticas. ..


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(fonte: Editorial de Paulo Ferreira, Público SX 20.07.2009)


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BOLA AO CENTRO

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Dizem as crónicas da especialidade que o adversário do Sporting (o holandês Twente) era uma equipa acessível…
Mas os leões ficaram-se pelo empate (0-0), na eliminatória desta última Quarta-feira para a Liga dos Campeões. E em casa.


A campanha da pré-época foi o que se sabe. E este primeiro jogo a sério foi o que se viu.

Assim, não, rapazes.
Assim, não, Paulo Tranquilidade.
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não haverá quem consiga acordar o leão?


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quinta-feira, 30 de julho de 2009

DENTE AZUL FAZER DOS INDÍGENA ELESFÓRICO

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Nanfazcafalta

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Nanfazcafalta, o celebrado sábio dos Orientes, sempre “iluminado pela virtude de muitos jejuns” fez recentemente novas revelações acerca dos indígenas terráqueos:
“Haver bandos destes gente, a partir dum passado tempo certo, a fazer fumo kuns rolinhos brancos, vermelhos num limite et akastanhados noutro, à porta de instaladuras ke eles chamar kafé, onde eles beber uma água preta.
Outra estranheza ser passear muito indígenas pelo caminhamento que eles chamar ruas falando alto et sozinho, kum aparelhinho que chamar dente azul nos ouvido deles mesmo… Dente azul fazer dos indígena elesfórico et chcitantes.
Cada tempo que passa mais eskesito ser estes gente” – rematou o sábio.
E sobre Katafaraum, aos costumes disse mais nada.

Tantos holofotes e flashes assustaram o sábio que fugiu, aterrorizado, pensando tratar-se de maldição dos deuses.


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

OS CAVAQUISTANESES SÃO GENTE COM FIBRA

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desconheço o autor da composição, que copiei do kaos
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“Ou Cavaco Silva não é dos melhores avaliadores de carácter que este país já conheceu ou sempre percebeu a fauna que o rodeava e achou que o melhor era não ligar. Qualquer das possibilidades é preocupante nas funções que Cavaco Silva desempenhou e desempenha” - lia-se no EXPRESSO.PT, de SG 27.07.2009.

Creio que não é preciso ser adivinho para imaginar que pretendem ler o resto da crónica. Foi de uma das passagens que parafraseei o título deste post.
Porque se trata de um texto que recorda um caso que caracteriza uma época, ele bem merece ir para o Apostila.

Veja, então,
Os homens de Cavaco.
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terça-feira, 28 de julho de 2009

O MORDAZ BARMAN

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Depois da bacorada constitucionalista e da farra do Chão da Lagoa, de chapéu de palhinha com a inscrição Madeira na fita, como convém, escorropichando copo de tinto aqui, imperial, ali, por esta ordem ou vice versa, mas repetidamente, calcorreando tasco atrás de tasco, numa via sacra de pantomineiro demagogo, o mugabe da “êlha” marca os pontos suficientes que lhe garantem uma popularidade ao jeito do consumado cacique que sempre foi.

São estas e outras tristes cenas que o barman hoje recorda. Como nos lembra, também, que esta é a data em que se celebra a Conservação da Natureza.


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PERGUNTA (MEIO) INOCENTE

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Porque será que a direita é sempre representada, pelos cartoonistas, por uma criatura anafada?
É o que se constata, uma vez mais, em mais um estupendo cartoon de Morin, hoje publicado pelo Público, que respeita à juíza Sonia Sotomayor que enfrenta forte oposição dos republicanos para a sua nomeação para o Supremo Tribunal dos EU.
ACTIVISTA, é o grave crime de que a acusa o descontrolado e rotundo republicano.


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segunda-feira, 27 de julho de 2009

AVÔ SOFRE…

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Tenho um neto com dois anos e quatro meses que está num berçário desde os cinco meses de idade. (O pirralho já fala pelos cotovelos. Não se cala, embora eu não perceba, exactamente, o que ele diz em cerca de um quinto da conversa!)
Ora no princípio da semana passada eu soube que na Sexta-feira seguinte (dia 24) era a reunião de educadoras para fazer a avaliação da miudagem…
Claro que passei uma semana tormentosa, com noites mal dormidas, na incerteza (só porque sei que há avaliadores tremendamente exigentes) de ele ter ou não aproveitamento e passar ou não de ano… Passámos uma semana difícil, aliás, tanto avós como pais. (A irmã, não, que ainda é mais pingente e feijão frade do que ele).

Felizmente que o Vasco não nos deixou mal: ficou bem classificado em comportamento, interactividade e nas outras exigentérrimas áreas sobre que incidiu a avaliação.

A primeira utilização do pote pelo Vasco.
A utilização deste adereço é uma disciplina importante nesta idade

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No fim-de-semana já pudemos dormir descansados. (A Inês, que não é de consumições, para além do horário do biberon, dormiu do mesmo jeito que sempre: muito bem).

Só lhes garanto que avô sofre!...

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DIZ QUE

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Para nos inteirarmos de como vão as coisas nos pântanos deste país, nada como consultar certos tablóides da especialidade.
O CM, por exemplo. Neste caso a edição de DM 26.07.2009.

E então fazemos o ponto da situação do lodaçal do BPN, com as últimas do ex-conselheiro, cada vez mais enterrado, mas desde há pouco de parceria com outro ex-ministro, por sinal, e mero acaso, do mesmo governo.
O ex-conselheiro (que maravilha de país e de instituições!), com a sua bem pouco disfarçável “pinta” entre o sonso e o ingénuo, esse então, querendo convencer-nos que o dinheiro lhe nascia de geração espontânea na sua conta bancária, sem saber a que milagre se devia, imagino que tenha telefonado (voltado a telefonar) ao pai, aqui há tempos, mas desta vez em voz mais baixa (não fossem o regedor ou o prior ouvir) e menos entusiasmada, para lhe anunciar: PAI! TOPARAM-ME! AGARRARAM-ME!...
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Ah! E há também o caso do ex-aluno do Colégio Militar! Tão altamente! Tão seriissimamente!
O ex-aluno, ora advogado, nos seus verdes 32 anos já tem uma folha de serviço “respeitável”!... E não era de modas o mocinho: até nas próprias camaratas do colégio atacava os mancebos, na sua sedenta e pedófila voracidade!

Neste país é assim: por vezes, quanto mais “altamente”…
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Depois temos a interminável novela Pinto Amor & Negócios da Costa: conhecidos e muito badalados, para além do do morcão, são os nomes de Filomena e Carolina.
Mas na noite portuense e nas casas de alterne há outros nomes igualmente abordáveis, mas menos propalados, a ele associados.
Claro que o tablóide continua a dar o “justo” relevo – como sempre – ao grande predador sexual cuja actividade se conjuga com a de “padrinho” do mundo estranho e inenarrável do desporto. Do futebol, claro. (Do “sistema”, se diz de há muito).

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E muito mais haveria a anotar se, para tanto, a cusquice me picasse e a paciência me não faltasse.

São muito “infoformativos” órgãos dos media deste jaez.

Mas não nos podemos queixar da falta de exigência que traduzem: são os mais procurados e vendidos!

Haja Deus!

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sábado, 25 de julho de 2009

TORNEIO DE AMSTERDÃO

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Uma equipa internacional, mas não de primeira água (porque nessa sempre haveria um ou dois portugueses, na sua formação principal) venceu ontem a equipa britânica do Sunderland no torneio de Amsterdão, com dois golos dos sul-americanos Cardozo e Maxi Pereira, contra zero do adversário.
Mas a novidade mais curiosa dessa selecção foi a de se apresentar com o equipamento (emblema incluído) do clube português da águia e ser treinada, também, por um português, o Salvador. Jesus, perdão.

Na segunda parte do encontro, o mencionado treinador, Cristo (perdão, Jesus), talvez por ser português, permitiu a entrada de quatro (!!!) jogadores lusos para trocarem uns passes. Mas o onze principal foi constituído por 4 brasileiros, 4 argentinos, 2 paraguaios e 1 espanhol.

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Este blogue não costuma gastar muitas linhas com o actual mundo estranho do desporto rei… Mas um flash rápido aos mais marcantes acontecimentos na modalidade, pela positiva, pela negativa, pelo ineditismo ou pelo extravagante, esse cabe no seu projecto.
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Areias, S João das Lampas

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

DOS RETRATOS

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uma velha máquina de “bater chapas”

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Hoje deixo aos amantes dos retratos o, digamos, alfa e ómega da fotografia.
Estou a pensar sobretudo, confesso, no José Ricardo, na Bet e em Carreira Maia que sei serem uns apaixonados dessa arte e que a utilizam com tanta frequência nos respectivos blogues - no
Ponteiros Parados (JR), Bettips (Bet) e A Ver o Mundo (CM).

Claro que para estes especialistas não se tratará de novidade nenhuma, até porque a minha fonte acerca da matéria é a sobejamente conhecida Wikipédia, além de outros sítios da net, inclusive a “Infopédia” da Porto Editora (esta de acesso condicionado a assinantes)

Mas para outros será igualmente uma matéria interessante e provavelmente menos conhecida.

Para estes e para aqueles recordo:

A. Dois franceses merecem especial destaque na descoberta da fotografia: Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) e Louis-Jacques-Mandé Daguerre (1787-1851).
Foram, digamos, os pais da fotografia.
Niépce foi o precursor: utilizando elementos da química e da física, criou a heliografia em 1826. Nesse invento ele aliou o princípio da “câmara escura” à característica sensibilidade à luz dos sais de prata. Após a morte de Niépce, Daguerre aperfeiçoou o invento, rebaptizando-o como daguerreótipo (antigo processo fotográfico para fixar numa chapa sensibilizada as imagens obtidas na câmara escura).

Niépce começou as suas experiências fotográficas em 1793, mas as imagens não demoravam a desaparecer. Só em 1824 ele conseguiu obter imagens de maior duração e estabilidade, que não ainda permanentes, mesmo, como viria a ser a célebre imagem tirada da janela da sua casa para o quintal, em 1826, em Le Gras, na comuna francesa de Saint-Loup-de-Varennes, Borgonha, o primeiro caso de uma imagem duradoura ainda hoje existente. O processo (heliografia, assim lhe chamava) demorava oito horas para gravar uma imagem.

Daí, a «View from the window at Le Gras, Joseph Nicéphore Niépce, uncompressed UMN source» (designação oficial).

Curioso é o material em que a imagem foi captada: em betume tratado a óleo, com 20 × 25 cm. Nem mais. (Quem diria, hoje!)
Outra curiosidade é a que resulta do tempo de exposição: os edifícios são iluminados pelo sol tanto pelo lado esquerdo como pelo direito.

Para os especialistas, mais uma informação acerca desta foto:
fonte: Rebecca A. Moss, Director of Visual Resources and Digital Content Lab, via email. College of Liberal Arts Office of Information Technology University of Minnesota (apud “Wikimedia Commons” da Wikipédia)

Eis, pois, a foto:
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a primeira fotografia duradoura ainda hoje existente (Nicéphore Niépce, 1826)

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B. Louis-Jacques-Mandé Daguerre começou por ser pintor e depois cenógrafo teatral de profissão. Entretanto dedicou-se a experiências de óptica, designadamente aplicadas no teatro.
Daí que tenha conhecido Niepce e juntos se tenham entregue a uma série de experiências químicas e ópticas, donde surgiu a primeira imagem fotográfica convencional.
Daguerre e Niepce associaram-se em 1829. E apesar da morte de Niepce, em 1833, Daguerre partilha com os filhos do seu sócio as glórias, distinções e lucros da sua grande invenção o daguerreótipo (1838), o qual consiste num processo químico que permitia obter uma imagem fotográfica sobre um suporte metálico.
A partir daí, Daguerre retira-se, então, “para Bry-sur-Marne onde aperfeiçoa o seu processo melhorando a estabilidade da imagem e diminuindo o tempo de exposição, permitindo assim realizar retratos”.

É assim que surge a fotografia seguinte, «Boulevard du Temple, Paris, 3ème arrondissement, Daguerréotype» (referência oficial)

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primeira fotografia de uma pessoa (Louis Daguerre, 1838)

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Esta imagem da Avenida do Templo, no 3º bairro de Paris, é, pois, a primeira fotografia de uma pessoa.
Trata-se da imagem de uma artéria concorrida e animada, mas atendendo a que o tempo de exposição ultrapassou os 10 minutos, o tráfego é demasiado rápido para se poder ver. Somente aparece o homem, em baixo, à esquerda, porque ficou parado para que lhe engraxassem os sapatos.
Ou seja: apenas são captados os objectos imóveis.

Outros dados acerca da foto:
Data: entre o dia 24.04 e o dia 04.05 de 1838.
Fonte: digitalizada de “The Photography Book, Phaidon Press, London, 1997”. (apud “Wikimedia Commons” da Wikipédia)

C. Por fim, observe-se um trabalho recentíssimo de foto-composição de Ernie, austríaco, tirolês, datado de 17.05.2009: a descolagem dum escaravelho da espécie “cetonia aurata”…

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foto-composição: objecto em movimento (Ernie, 2009)

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Imagem, ainda esta, da “Wikimedia Commons”, da Wikipédia

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Bom proveito e boas “chapas” (ou boas digitalizações, talvez se deva hoje dizer)


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quinta-feira, 23 de julho de 2009

«O REGRESSO DE UM SOLDADO»


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22-07-2009 16:32:00
O regresso de um soldado
Na base aérea de Dover, no estado norte-americano de Delaware, um grupo de soldados carrega o caixão onde jaz o corpo de Dennis Joseph Pratt, um soldado natural de Duncan, Oklahoma. Desde Fevereiro que é permitido aos media fotografar os caixões de soldados norte-americanos mortos em conflitos externos. Fotografia: Tim Shaffer/Reuters (apud Público.pt/id data)


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A omnipresença e o omnipoder, que o mesmo é dizer a indisfarçável condição de superpotência dos EU fazem com que os seus actos públicos se revistam de uma pompa e de um ritual que revela, por vezes, um nacionalismo quase raiando algum chauvinismo. Quando não lhe acerta em cheio, como outras vezes acontece.

Não será o caso, nesta circunstância, pois que o respeito mostrado pelos seus soldados tombados em conflitos internacionais será, antes, um exemplo.

Mas esta imagem vem, sobretudo para nós (resto do Mundo), revelar uma outra curiosa realidade, que é a de, desde o início do mandato de Obama, ser “permitido aos media fotografar os caixões de soldados norte-americanos mortos em conflitos externos”, como o telegrama supra, para as redacções, alude.

A anterior proibição, que se lhe opunha, faz-me lembrar os idos da ditadura salazarista e da semelhante tomada de posição face à guerra colonial: nem os nomes das suas vítimas, do nosso lado, os jornais podiam publicar, ou sequer referir o número de baixas, quanto mais exibir imagens relacionadas com essa matéria…

Sinais dos tempos.

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

O PRIMARISMO DO INEFÁVEL RÉGULO

imagem, mais uma vez, na montagem cáustica de Kaos

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Não morro de amores (credo!) pelo Prof.
Nem nutro grande simpatia por quem, na realidade, não prima pela simpatia.
Tudo isto desde que (há muito, já) deixei de lhe apreciar o político fio condutor da prosa e o verbo que o sustenta, por se ter tornado no Fernão Lopes deste socrático regime que se proclama de socialista.
(Outra inverdade e falsa promessa do líder).

Ah, mas ontem (no Público), de Vital Moreira até lhe li a prosa longa, linha a linha, e não de viés, como geralmente acontece. É que aborda a questão do régulo da Madeira (como a criatura - Sua Manheza - se imagina), e da sua persistente pretensão de ilegalizar (e o que mais adiante se veria) o comunismo entre nós, opondo-lhe, o Professor, argumentos bem esclarecedores e definitivos. Ou não fora ele um renomado constitucionalista, apesar de tudo!
É que se, noutras áreas do globo, um tal desiderato até poderia beneficiar de alguma complacente atenuante, entre nós tão assanhado primarismo é injustificado e também, e sobretudo, injusto – como muito bem expõe o Prof.

E então, do longo texto destaco este naco, afinal o seu núcleo:
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«A tentativa de alargar às organizações comunistas a proibição constitucional de organizações fascistas (que vem desde a origem da CRP) não pode merecer nenhum acolhimento. A proibição constitucional não decorre de uma interdição genérica de "organizações antidemocráticas", mas sim de uma intencionada condenação da ideologia específica que esteve na base do Estado Novo. O antifascismo está na génese da actual democracia constitucional. Ora, para o bem e para o mal, durante essas décadas negras da nossa história política, os comunistas estiveram na primeira linha da luta da oposição democrática contra o regime, sendo as principais vítimas da repressão fascista. Meter no mesmo saco uns e outros seria misturar num mesmo julgamento político e moral os algozes e as vítimas. Ressalvadas as limitações justificadas por razões histórias ou decorrentes da defesa da dignidade humana (como a proibição de organizações racistas), a democracia liberal deve ser tolerante para com todas as correntes políticas que se conformem com os procedimentos democrático-eleitorais e não se proponham alterar o regime pela força, independentemente dos seus objectivos.
Por conseguinte, a proposta de proscrição do PCP não é somente democraticamente descabida mas também uma demonstração de intolerável sectarismo político.»
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Assim (a por os pontos nos ii) sim.

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terça-feira, 21 de julho de 2009

A NOTÍCIA... E A IMAGEM (2)

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Depois da notícia e da imagem... O comentário...

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"Um ninho de velhas ratazanas ou de abutres calvos pousados nos ramos secos - e já o pensava antes de virem a lume todas estas traficâncias: apareciam melífluos na saúde ou noutro lado que desse dinheiro e tráfico de influências - aparecem em todo o lado, directores, secretários ex-isto ex-aquilo.
Por isso te digo que "não tenho paciência". E por mim, todas as associações são possíveis e passíveis, desde que seja contra a iniquidade e a torpeza desta gente, gorda dos nossos impostos e da nossa miséria cultural.
Abç da bettips"
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Não resisti a destacar o comentário da Elisabete C. ao post anterior.
(E ficou cá a mexer comigo "a torpeza desta gente, gorda dos nossos impostos e da nossa miséria cultural"...)
(um coio de vermes, acrescentarei)
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A elevada estatura moral e intelectual e a discreta actuação da Bet estão patentes nos seus posts no bettips.



Não conheço dos teus olhos a cor
mas sei deles o brilho penetrante;
nem do teu andar sei o jeito
mas conheço-te o passo determinante


PROSEMA
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A NOTÍCIA… E A IMAGEM

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A NOTÍCIA…

«O juiz Carlos Alexandre hoje vai interrogar como arguido Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde, empresário e accionista do Banco Português de Negócios (BPN)» (Público/Destaque/ hoje)


E A IMAGEM…
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imagem Enric Vives-Rubio/Público/21.07.2009
-Pelo amor de Deus! Mas nós somos uns gentlemen!... Seriíssimos!... Duvidam?
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

DIZ QUE…


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1. Claro que a proposta de AJJ para a próxima revisão constitucional – a de proibir o comunismo – tem em vista, realmente, é combater um outro “ismo”, de sinal contrário…
Toda a gente sabe que assim é.
Na verdade, sabendo, como todos sabemos, que o comunismo não assusta ninguém, neste país de brandos costumes e nesta Europa resignada sob o fogo brando de uma flácida social-democracia, a preocupação do intrépido democrata madeirense só pode ter a ver com o receio dos facho-nazis que a cada momento ameaçam levantar a grimpa e impor a sua lei xenófoba, intolerante e criminosa!

Nós atrevemo-nos a pensar que os madeirenses merecem melhor sorte. Mas eles, pelos vistos, estão satisfeitos com a sua opção: a de suportar o campeão da idiotia e da idiotice, essa burlesca criatura, esse insidioso ogro, o mugabe da Pérola!
Conselheiro de Estado, imagine-se!
(Outro!...)

2. Ana Gomes, em declarações à Lusa, na passada Sexta-feira, teve a coragem de afirmar aquilo que poucos socialistas teriam o desassombro de fazer: o combate à corrupção “nunca esteve na agenda dos governos nas últimas décadas, porque nunca existiu vontade política” para tal.

Qualquer cidadão constata que, não se tratando de um tiro no próprio pé (que manifestamente ninguém tem dúvidas que não é), foi uma seta envenenada mandada, pela candidata à Câmara de Sintra, ao centrão, logo, também para o interior do seu partido!
Abençoada!
Como é que a corajosa lutadora não há-de ser olhada de esguelha dentro do seu próprio partido, pelas hostes neo-liberais que nele fervilham, e o dominam, de há muito?

3. «Santana acusa Costa e Roseta de desconsiderarem Sócrates» – lia-se hoje nos media.

«Para Pedro Santana Lopes, o recente acordo político entre António Costa e Helena Roseta representa uma "desconsideração para com o líder do PS, José Sócrates".»

A criatura tem razão: antes de mais lutemos pela lisura política.
Antes de mais, quer dizer, acima de tudo; acima, até, dos interesses pessoais e partidários. Mais importante, portanto, que o seu interesse, e o do seu partido, à Câmara de Lisboa, é a defesa da ética e da probidade política.

Quem havia de imaginar o travesso do menino guerreiro com ares de tão adulto?

São uns cómicos estes produtos de incubadora!

Confiam de mais (será?) em cidadãos distraídos!
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domingo, 19 de julho de 2009

A DISTÂNCIA DO NOSSO CONTENTAMENTO?



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A agudeza de espírito que mais aprecio num cartoonista é aquela que espicaça a do observador.
Neste caso, não é tanto (embora também) o pormenor dos binóculos do “Zé” o que valoriza a criativa
charge de LA… Será, sobretudo, a quase imperceptível diferença entre a posição do “comendador” do “antes” e a do “depois”…



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(in Público, SB 18.07.2009)

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

O SAGAZ BARMAN

in Público/Opinião/Bartoon/Luís Afonso (hoje)
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Como o nosso astuto barman conhece bem a silly billy criatura!...
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

TANGO

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o Tango, dançado hoje
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Consta que originariamente – nas duas últimas décadas do século XIX e início do séc XX - o tango não era dançado em público nem nas festas familiares por pares, como é hoje.
Parece que o era apenas nos
cabarets de baixa reputação, pelas prostitutas. E, fora desse ambiente, exclusivamente por homens, já que tratando-se de "dança sensual e ordinária", uma mulher de sociedade nunca se atreveria a dançá-lo.

Verdade ou ficção, o facto é que "Los Hermanos Macana", no vídeo abaixo, são fantásticos na sua performance a reviver essa época!
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"Los Hermanos Macana",
os argentinos Enrique e Guillermo de Fazio,
iniciaram-se nesta arte no Verão de 1995,
depois de se terem "formado" com os grandes mestres do tango argentino.
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Segundo Discepolín, aliás Enrique Santos Discépolo Deluchi (1901-1951), de seu nome, "o tango é um pensamento triste que se pode dançar". “Sua origem encontra-se na área do Rio da Prata, na América do Sul, nas cidades de Buenos Aires e Montevideu”.
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Discepolín foi
um conhecido poeta, compositor,
actor e autor de peças de teatro e de letras de tangos
argentino.
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Também a música do tango não tem uma origem muito clara. De acordo com alguns, o tango descenderia da habanera (Habana).
A habanera, ou havaneira (em português), é um género musical de dança criado em Havana (Cuba). Foi, mesmo - diz-se - a primeira expressão musical genuinamente afro-latino-americana.
“Levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII”, “foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis”.

O tango torna-se famoso e a grande moda quando uma pequena companhia de dança argentina o traz para a Europa, nos inícios dos anos 20 de 1900, numa
tournée, e em pouco tempo atrai executantes em todos os salões da sociedade europeia.

Lembrando os tempos em que o tango só por homens podia ser dançado, eis, então, os belíssimos dançarinos, "Los Hermanos Macana"!
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(As citações são da Wikipédia)
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

FÉRIAS

o Verão (possível) de tantos portugueses, em caricatura

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Onde passam os portugueses da classe média as suas férias?
(Sim, que dos outros, dos das classes menos exigentes, e menos abastadas, sabemos que as não gozam, ou as passam no sítio do costume: “na terra”, quando muito; ou no local onde habitualmente vivem)

Verdade que o Verão já não é exactamente aquela estação a que estávamos habituados: os dias de sol radioso e de temperaturas reconfortantes não são mais uma certeza de Julho a Setembro. Agora, durante esses meses, a uns dias de temperaturas agradáveis, convidativas a uns dias de lazer e de refrescante retempero de energias nas praias soalheiras, ou no campo, por esse país fora sempre em festa nesta quadra do ano, seguem-se os dias de clima fresco, nublados, por vezes chuvosos mesmo, que dão lugar a uma canícula insuportável, para logo voltarem, de novo, as camisolas de lã e os guarda-chuvas e de seguida, em sucessiva alternância, as temperaturas sufocantes.
Mas as alterações climáticas não são uma novidade exclusiva do nosso país. São uma constante em todo o mundo, que sofre o rigor dos excessos climatéricos, dado que o homem, deliberada e suicidariamente, decidiu não olhar a quaisquer meios para atender à sua ganância, à sua falta de inteligência, aos seus hábitos anti-ecológicos para destruir e degradar, em galopante velocidade, o ambiente. Tudo em lugar de os sustar, como manda o mínimo senso e como tem seriamente aconselhado a ciência.

Mas o certo é que todos nos regemos pelos ditames do calendário que continua a designar de Verão àqueles referidos meses. E a neles preferir gozar as férias.

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Há muito que não rumava aos “Algarves”. Sobretudo a estas bandas do Barlavento. Mas este ano, por prévia combinação com familiares e amigos, lá voltámos a matar saudades de outros idos (80’s), com estacionamento na Praia da Rocha. Mais precisamente na, antigamente, referida zona dos “Três Castelos”, hoje denominada Praia da Bota (a foto explica porquê), que desde há quase quarenta anos os “habitués” conhecem por Praia do Branquinho.
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a hoje dita Praia da Bota, após a maré vazante da sua grande afluência de veraneantes

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vista da mesma Praia, das bandas de Nascente, também ao entardecer

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vista da mesma Praia, agora das bandas do Poente, à mesma hora de “desmontar a tenda”, com os rochedos, depois do Vau, que dão para a Praia do Alemão, em segundo plano, à direita, e a Ponta da Piedade (Lagos), por trás, em terceiro plano, lá num horizonte muito mais desmaiado (quase invisível)

o cartão de visita dos Branquinhos
no Restaurante Branquinho, depois das sete, com o Sol ainda alto

Como noutros tempos, aí nos sentimos em família. Quer com o casal Alice e Joaquim Branquinho, quer com os filhos. E, agora, até com os filhos destes.
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Nessas praias, e por essas bandas do Algarve, vêem-se, sobretudo, espanhóis (embora não tantos como na Páscoa) e outros estrangeiros, sobretudo nórdicos. Mas, até (no Restaurante e no Bar Branquinho, pelo menos), australianos.
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a Praia da Amoreira, com a praia fluvial em primeiro plano, vista do lado do acesso que vem da Praia de Monte Clérigo

Portugueses, veraneantes, poucos. Muito poucos, mesmo. Ainda que sejam eles que predominam noutras praias algarvias, ao que me parece, como nas da costa vicentina de Arrifana, Monte Clérigo e Amoreira.

vista da bela costa vicentina, imponente e alcantilada, para Sul das ruinas do forte de Arrifana...

Gostei de recordar a beleza extraordinária que são estas costas algarvias! Tanto a de Oeste como a do Sul...
... e a Norte do mesmo local
o farol do cabo de S. Vicente e a placa da sua inauguração, do lado esquerdo

... Como gostei de rever Sagres e o Cabo de S. Vicente.

... zoom da referida placa
por trás e por cima (na imagem) deste promontório, ao lado do cabo de S Vicente, o promontório de Sagres lá ao longe (realmente, bastante perto)
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Mas portugueses em gozo de férias… Poucos.
Bom, e nas praias concessionadas, e vigiadas... Raros.

Talvez não seja difícil adivinhar porquê…
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terça-feira, 14 de julho de 2009

MUNDO CÃO

imagem Carles Francesc/Público

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O imigrante sem papéis cujo braço foi atirado ao lixo pelo patrão, que o mandou ficar calado

Por Nuno Ribeiro (Público), de Madrid, aos 12.06.2009.

Chocante e impressionante é a história recente do jovem boliviano Franns, de 33 anos que, imigrante sem contrato (“sem papéis”, na classificação legal) desde 2006, em Espanha, em 28 de Maio último protagonizou uma experiência trágica, de revoltante desumanidade e de bárbara crueza.

Depois de durante estes cerca de três anos ter penado, por Madrid, na construção civil, por Múrcia, numa serração, e, desde há ano e meio, numa panificadora, em Valência, eis que vive aí um episódio de indescritível brutalidade.

Como habitualmente, naquele fatídico dia, Franns ligou a máquina de amassar o pão, lançando 40 quilos de farinha às pás. Mas com o farelo foi um papel. Acto reflexo, e para o retirar, o boliviano tentou apanhá-lo com o braço esquerdo. “Sentiu uma dor, viu sangue e, ainda assim, desligou a máquina. Salvou a vida”, mas não se livrou da dor nem das consequências da criminosa actuação da entidade patronal e da indiferença da lei!

O filho do patrão, Juan Rovira, tendo lançado o braço do empregado ao contentor de lixo, enrolado em sacos de plástico, levou-o ao Hospital. Mas parou a 200 metros das urgências, “ordenou-lhe que saísse e recomendou-lhe que não contasse o que tinha sucedido. Com o ombro ensanguentado e a perder forças, Franns foi andando, mas foi com a ajuda de um transeunte que chegou à urgência”.

Para cúmulo da tragédia, e da desumana situação dos imigrantes, o drama de Franns, sem braço, é certo, nas referidas condições, mas, porque sem contrato, não pôde ser catalogado como acidente de trabalho…

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A frio e sem mais palavras ou quaisquer juízos… Aí fica a sumária descrição do episódio.

O “mundo cão” não é uma fantasia mórbida.

É uma realidade.

Ainda hoje.

Sobretudo hoje.

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

FOI PARA ISTO QUE FIZEMOS O 25 DE ABRIL? (6)

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Valentim, feliz (?!), confirma buscas

em sua casa, nas suas empresas e na câmara,

"justificadas por milhões de euros sem origem conhecida”

(cfr Público online, 18.06.2009)


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Veja a carta que o major escreveu aos gondomarenses nas últimas autárquicas:

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Não, decididamente não foi para isto que fizemos o 25 de Abril: não foi para sustentar caciquismos, nem para tolerar este tipo de traficância, para pactuar com a venalidade do voto…

Não, não foi para contemporizar com políticos deste jaez que o fizemos…


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domingo, 12 de julho de 2009

CONFISSÃO INUSITADA


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"A tempestade perfeita" (Sócrates dixit) no traço acutilante de Luís Afonso...

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("Agora a cores": opinião semanal de Luís Afonso - in Público de SB 11.07.2009)
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

AJANTA E A ARTE BUDISTA



Os Contos de Jataka (uma famosa coletânea de lendas sobre as vidas anteriores de Buda) nas grutas de Ajanta



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Nas páginas da Fundação Maitreya o Dr. A.P. Jamkhedhkar, ex-Director de Arqueologia e Museus, diz que «Ajanta oferece uma história sem interrupção do desenvolvimento de arquitectura religiosa do Budismo, durante um período de 700 anos», tornando-a um local ímpar em matéria de escultura, arquitectura e pintura de grande beleza e apreciável técnica. Os murais, pinturas rupestres e frescos que decoram paredes, tetos e pilares, transmitem a todo o mundo, como é usual, a história dos reis, do Buddh e do povo.


Buddh (o "despertar", por extensão o budismo),

no fundo querendo designar o Buda ("Desperto", "Iluminado")

que actualmente se entende como alusão a Siddhartha Gautama,

mestre religioso e fundador do Budismo no século VI antes de Cristo.

Ele seria, portanto, segundo a lenda,

o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história se perdeu no tempo.

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A perda de importância, de influência e de implantação do budismo, e o seu apagamento, aliados ao surgimento de outros pontos de interesse turístico-cultural, nesse grande subcontinente indiano, no século XVII, transformaram aqueles ermos em matagais que esconderam, durante mais de dois séculos, tão singular preciosidade.
Na verdade, só em 1819 as grutas foram descobertas, por mero acaso, por um oficial da East Índia Company.
Intrigado com o aspecto incomum da escarpa rochosa, a seus pés, com sinais evidentes de tratar-se de lugares noutros tempos habitados, o seu grupo afoitou-se, meio receoso, a entrar e descobrir aquelas perdidas relíquias dando início aos grandes esforços de restauração e conservação das grutas e do seu precioso recheio artístico que remonta ao séc II a.C.
As grutas de Ajanta, em Aurangabad, uma cidade indiana do estado de Maharashtra, de que Bombaim é a capital, e que se localizam no oeste do país, são, assim, um testemunho sem interrupção da história religiosa do budismo, durante um período de 700 anos.

Ainda segundo Jamkhedhkar, a expressão artística de Ajanta viajou para outras paragens, por terra e pelas rotas marítimas comerciais, e acredita-se que as pinturas budistas nos santuários e mosteiros de Sri Lanka, Afeganistão, Nepal, Tibete, Mongólia, China e Japão foram inspirados por aquelas que se encontram em Ajanta.
Aliás, consta que, espalhadas pela Ásia, existem mais de 5.000 cavernas budistas chinesas que foram criadas e pintadas durante a época de ouro do budismo, no domínio do império do Primeiro Imperador Qin Jet Li, para nelas abrigar os seus eremitas.
Foi o reconhecimento da importância das grutas de Ajanta que levou a UNESCO a declará-las Património da Humanidade em 1983.

Veja, então, o
álbum de diapositivos sobre Ajanta.
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terça-feira, 7 de julho de 2009

AINDA UMA VEZ MAIS O «LAGO DOS CISNES»…

Principe Siegfried e Odette
O Lago dos Cisnes, selo russo de 1993, de 25r (imagem Wiki)
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… E DE NOVO COM WU ZHENGDAN E WEI BAOHUA

O mesmo duo que já antes aqui apresentei numa outra passagem do Lago dos Cisnes, nos principais papeis de Odette e de Príncipe Siegfried, Wu Zhengdan e seu parceiro, Wei Baohua, elementos integrantes do ballet acrobático da china, Guangdong Acrobatic Troupe, que – recordo - desde 2006 tem feito apresentações em vários países da Europa com enorme sucesso, e que já anteriormente aqui haviam sido apresentados por Claude Bessy, ex-Directora do Ballet da Ópera de Paris, trago-os desta vez, em nova interpretação do mesmo ballet dramático de Tchaikovsky, em mais um admirável e único espectáculo onde de novo a acrobacia, a técnica e a arte se casam numa minuciosa precisão e rara beleza, na sua recorrente imagem de marca, em que a bailarina dança em pontas sobre os ombros e a cabeça do bailarino!
Soberbo e espectacular, de facto.


video


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segunda-feira, 6 de julho de 2009

JOSÉ NAMORA MANUEL…

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… mas o histórico socialista não parece disposto a ceder

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«José Sócrates pressiona Alegre

para que entre nas listas do PS

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Vencido mas não convencido na guerra interna que tem travado com Manuel Alegre, José Sócrates não desiste da ideia de que aquele histórico militante socialista integre as listas do PS às próximas eleições legislativas marcadas para 27 de Setembro. Mas Manuel Alegre não deverá ceder aos intentos do líder socialista e, por motivos de coerência política, deverá manter a sua decisão de não integrar as listas eleitorais.
(…)
As divergências políticas entre Alegre e Sócrates existem desde que, em Setembro de 2004, ambos se defrontaram – também com João Soares – nas eleições para o cargo de secretário-geral do PS. Sócrates ganhou e adoptou uma linha de orientação política que tem sido sistematicamente criticada por Alegre.»

PÚBLICO.PT 03.07.2009 - 23h07 São José Almeida


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Alegre não deve, de facto, estar disposto a desbaratar o capital político conseguido com as últimas presidenciais em que, como candidato independente, bateu, de forma bem clara, o seu camarada de partido, o impante Mário Soares, homem dado a ódios de estimação e que, exactamente nessa linha de actuação, passou a desconsiderar e menosprezar, desde há bastante, o velho histórico de Coimbra. Como o fizera, aliás, a outro grande nome e igualmente dirigente histórico do partido, Salgado Zenha.
Demais, Manuel Alegre tem sido um crítico bastante declarado das políticas neo-liberais do actual primeiro-ministro. Não será fácil, portanto, agora, converter-se num seu colaborador e apoiante.
O autor de «Praça da Canção» (1965) e de «O Canto e as Armas» (1967) preferiu, nitidamente, abster-se de provocar qualquer cisão do PS. Representará, sim, uma larga facção do partido mais à esquerda que se opõe à que está agora à tona do poder.
E é nessa condição que vai, certamente, querer manter-se.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

PINHO DESTEMPERADO E ESCARNINHO

a imagem tão divulgada e discutida
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Parece caminharmos a largos passos no sentido da degradação das normais regras de conduta e intervenção na AR. A “elegante” atitude do ministro Pinho, ontem, para a bancada do PCP revela uma avançada “japonização” de processos de comunicação no nosso Parlamento.

O desespero de causa é evidente.
E quando ele acontece é fácil, a certos indivíduos, perderem a tramontana.

Triste sinal dos tempos que Abril não pode consentir.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

DIZ QUE...

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Foto de Adriano Miranda (arquivo) (Público ol)

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Telegrama da Lusa informava esta tarde as redacções: «Um relatório do Grupo de Acção Financeira (FAFT-GAFI) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponta os clubes de futebol como “veículos perfeitos para a lavagem de dinheiro” por criminosos.
O documento salienta que a lavagem de dinheiro sujo através do futebol não passa apenas por investimento em clubes, mas também pelas transferências de jogadores, que por vezes envolvem “verbas astronómicas”, pela indústria de apostas, designadamente online, e pelos patrocínios e publicidade. (…)»

01.07.2009 - 17:47 Lusa

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E DIGO EU: DESPORTO?

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. o jogador mais caro de todos os tempos não precisa de apresentação
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Nunca abordo o fenómeno desportivo, na sua vertente futebolística. Não por má vontade, muito menos por preconceito.
Pelo contrário, gosto de uma boa partida de futebol e, conquanto não muito assíduo aos encontros, na minha poltrona cativa, na “bancada central” do aconchego da minha sala, sou um indefectível sportinguista desde o tempo em que, era eu menino, os violinos eram quem sobressaía na orquestra.

No entanto, deixei de conhecer os labirínticos desígnios do desporto rei. E assim fui esmorecendo relativamente a ele, consoante ele foi deixando a pureza do ideal desportivo e o pendor amador e se ia transformando numa poderosa indústria. Pior ainda quando, convertido em grupos mafiosos, avançou em uniões espúrias com a política na sua pior expressão.

Resultou de toda esta evolução que o mundo do futebol se resumiu, em cada país, a menos de meia dúzia de formações com vocação eventualmente vencedora, porque detentoras de um poderio económico que lhes permite, na aparência, ao menos, organizar e manter um plantel de qualidade. E de entre estas, uma, talvez duas, capazes de concretizar essa vocação, porque as únicas que dispõem de meios para negociar, fora dos estádios, os apetecíveis resultados que urge ver aí concretizados.

Depois há os novíssimos ricos de eslava ascendência, ou outros nababos com fortunas colossais de esdrúxulas proveniências, que compram clubes e ou jogam no futebol quantias escandalosas para arrancarem troféus de efémera glória mas garantes de proventos fabulosos que vão engrossar o capital, e o valor das respectivas acções, das sociedades anónimas desportivas.
E esses, onde reinam, dominam por completo o mercado. Nem sempre, todo o mundo sabe, pelos meios mais transparentes e lícitos.

Os maiores clubes transformaram-se em importantes empórios cujas direcções têm servido de poleiro a aves raras, quantas vezes desconhecidas, para, a partir daí, se lançarem em voos de maior alcance.

O mundo do futebol desde há tempo que vem sendo um mundo de falsidade, de inexplicáveis sobrevalorizações, de escândalos e de trauliteiros.

As verbas que se praticam no futebol são uma afronta à pobreza, são um insulto para mais de metade da população do mundo.
Porque, é bom não esquecer: em cada seis habitantes do globo um passa fome e dois outros são subalimentados!

Vão mal as coisas nas tribos do futebol.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

 

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