quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010 ano NOVO?


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ESPERANÇA

Ao arrepio da esperança -
relha,
esquiva,
danada -
de esmorecimentos feita
de desenganos entretecida
por promessas entorpecida
e de certezas rarefeita…
Ergue-te, de novo,
sem juras de conseguir
mas com ganas de vencer!

PROSEMA
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL NÃO É, APENAS, UMA PALAVRA

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Que Natal seja Paz
e que seja também Amor.
Que ele nos devolva a Esperança
e que a tantos acalme a dor

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Depois do meu voto, em palavras simples,

o meu cartão



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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

“CENTRAL DE NEGÓCIOS”

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«A atmosfera continua carregada. Afinal de contas,
as eleições foram apenas um intervalo no ciclo,
já quase banal, de casos judiciais envolvendo actores
políticos, negócios pouco claros, jogos de influência
e acusações de corrupção. Parece mesmo que existem
ao mesmo tempo dois governos. Um público, que aparece
à vista de todos no Parlamento ou na televisão, a discutir
com a oposição ou a anunciar medidas. Outro oculto,
que longe dos olhares públicos intervém no mundo dos negócios,
capta financiamentos, influencia decisões empresariais.
Qual dos dois é o verdadeiro? Um e outro não estão distantes
quanto parecem. Não só a influência do Governo oculto se
estende aos negócios dos media como a propaganda do Governo público
se tornou num formidável instrumento de ocultação.
O problema de fundo é político - e ético.»

Miguel Gaspar, “O Governo Oculto”, in Público, TR 10.11.2009
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Qual “donzela” de duvidosa pudicícia, mas que quer passar por cândida e respeitável criatura, o ministro Silva Pereira, no “Prós e Contras” de 9 de Novembro último, não gostou, achando-o ofensivo e deselegante, que Aguiar Branco tivesse referido o governo como “central de negócios”. Bom, deselegante… Talvez. Estou em crer que poderia ter adocicado a expressão.
Mas lá que é o que a maioria das pessoas – mesmo as melhores intencionadas e as de maior tento na língua – pensam… Isso creio estar fora de dúvidas.
Mesmo tendo dado a volta ao quarteirão dos conceitos, da sintaxe e das boas maneiras, Miguel Gaspar, no dia seguinte, se logrou fugir à expressão, não conseguiu escapar ao seu conteúdo ao referir-se ao governo público e ao oculto.

Aliás, e sem mais rodeios, já na legislatura anterior, e relativamente à AR dominada por maioria do partido que ora nos governa de novo, dizia então Paulo Morais, no JN de 4.2.09: o Parlamento, que “deveria ser o coração da democracia (…) transformou-se numa central de negócios, ao serviço de quem domina os directórios partidários”.
Claro que o tiro daquele colunista tinha vários destinatários, mas atingia, em cheio o, então e agora, partido do governo.

Não vale a pena tentar escamotear o problema com base no vocabulário utilizado ou ludibriar o cidadão atento e responsável: ele sabe bem distinguir quem serve a República de quem se serve dela. Ele não tem dúvida de quem unicamente possui o mérito que lhe atribui o cartão de militante partidário. Ou de quem o faz prevalecer. Que, logo se vê, é coisa que só com a lealdade partidária tem algo a ver, não com os superiores interesses nacionais.

A democracia não pode pactuar com tais critérios. Tem de os denunciar e combater.
Urge, pois, criar mecanismos que os penalize de forma frontal, pesada e exemplar.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

“ORA, COMO ÍAMOS DIZENDO…”

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Deste interregno nem voluntário nem forçado (acontecido contragosto), respigo uma nota que tomei neste período e que pode bem sintetizar a louca correria do país para o suicídio, conclusão a que se chega se cotarmos a atitude da grande maioria dos políticos. Sobretudo dos menores de 60 anos. Conquanto não seja desprezível o empurrãozinho (no mesmo sentido) de alguns dos seniores.
Estamos a escassa distância do precipício, mas aquela maioria não deixa de avançar alegremente.

Os telhados de vidro, os interesses pessoalíssimos bem como os corporativos, assim como o compadrio, tornam a cegueira dessa gente, face ao interesse público, numa doença incurável. E, obtusos, tais iluminados nem vêem que é a sua própria sobrevivência que está em causa.
Podem ser os últimos a baquear, mas há-de custar-lhes mais que aos restantes.

Só que, com o problema do suicídio desses bestuntos, podemos nós (a maioria dos que para aí não põem prego nem estopa) muito bem. Que se danem, eles, e que se matem uns aos outros por um breve tempo de antena e por uns instantes de poder.


Ora, era este o apontamento que tinha aqui na gaveta:

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Fernando lima escutas, mas deixa arestas
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No melhor pano cai a nódoa, isto se se der como provado, como alguns dão, que Cavaco é o impoluto cidadão que subiu à cidade para, “sem querer” ter entrado na vida política.
Será?
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A “inventona” foi muito grave, mas, sabe-se lá porquê, como correctivo não mereceu mais que a mudança de secretária, não vá o infractor quebrar certos elos de lealdade…

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o ambiente provocado entre Belém e S Bento não se degradou minimamente, como a imagem bem documenta
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Explicado o imbróglio, José Carlos Vieira foi chamado para a empalidecida assessoria.
F Lima? Recomenda-se e diz que está bem, sempre atento, venerando e muito obrigado. Em Belém, está claro.
O PR? Deixa entender que não se passa nada.

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..................................- não me demito, porque não...
..................................- ?...
..................................- vá, 1º porque não m'apetece, 2º porque o PR é meu amigo, e não se atreveria a tanto
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Decididamente, o presidente não sabe escolher os seus colaboradores e nomeados para altos cargos da nomenclatura do Estado. Deixa-se deslumbrar por aparências de seriedade e competência onde apenas existe uma conveniente (afinal, incerta) lealdade. Ingenuamente (característica, como se sabe, de uma próxima ruralidade, mas que outros conseguem ultrapassar com arguta atenção e inteligência).
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Dias Loureiro, Oliveira e Costa e Arlindo Carvalho, são, para já, exemplos suficientes de uma tal dedicação.
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Noutras áreas, com outras varas se sacode a árvore das patacas do orçamento com que se recompensam certos beneficiários “bem comportados”.
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E lá vamos, cantando e rindo, à espera de outro salvador como aquele com que fomos brindados há pouco mais de oitenta anos.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ATÉ QUANDO?

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Em Roma... cimeira da alimentação
Autor BLEIBEL
Jornal Al-Mustaqbal, Beirute, Líbano
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O cartoon de hoje, de Bleibel, no Público sugeriu-me alguma coisa…

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Vazio?

E silêncio…
Porque dói!

E o mesmo aperto,
o mesmo nó
porque maior a distância, a impossibilidade
de cada pessoa
quanto ao tempo e modo
de conjugar o verbo.


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terça-feira, 3 de novembro de 2009

O VAZIO

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instantâneos 05018
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A luz
coada pela densa neblina
de emaranhadas reflexões.

Um aperto.
Um nó.

A lonjura dos conceitos,
o eclipse da palavra.

O vazio.
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("instantâneos" - minha colecção de instantâneos alheios)
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

SEGUNDO VÍDEO DE AUDIÇÃO, APENAS, DO «DARK SIDE OF THE MOON»

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Deixo hoje, para audição, a faixa Time do Dark Side of the Moon.
Espero que gostem e que relaxem.


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sábado, 24 de outubro de 2009

O ELITISMO E O ÓDIO DO SR CORREIA GUEDES

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ao perto, a criatura nem se enxerga
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Vasco Valente Correia Guedes, que usa assinar com o pseudónimo Vasco Pulido Valente, parece que só em alguns dias pares do ano consegue ser lúcido e aturável. De resto, em todos os dias ímpares, além dos restantes pares, é um velho chato, rezingão, convencido de um largo saber e de mais que variável humor, se é que alguém, alguma vez, lho descobriu.
Já li coisas boas de VPV (soa melhor e é garantia de melhor proveniência), muito provavelmente nalgum dia par do calendário. Mas a data de ontem, 23 (dia ímpar, note-se), o social democrata, pela graça de Deus nascido num bom berço e que faz gala em se apresentar como tendo feito o seu aprendizado académico superior na ultrachique Oxford, revelou-se um elitista repugnante face ao comunista (cruzes!) José Saramago, dedicando-lhe uma peça miserável acerca das suas últimas declarações que incomodaram os católicos, mesmo a larguíssima multidão deles que são, consabidamente, pseudoleitores ou (menos ainda) conhecedores da Bíblia.
A gratuita rudeza, a manifesta sem-razão, o ódio encarniçado, o veneno que vomitou na sua coluna de ontem no Público acerca do autor de Caim, foram confirmados pelo frente a frente, moderado por Mário Crespo, entre Saramago e o padre Carreira das Neves.
Na sua referida coluna de ontem, VPV (a quem o Correia Guedes não garantia o berço desejado) considerou, bem explicitamente, Saramago inculto, iletrado e ignorante e um pobre coitado como são, na sua óptica, todos os não nascidos num berço de ouro, rico e com dossel adamascado ou de seda como seria, supostamente, o seu.
Já no debate, o teólogo e especialista em temas bíblicos não só não usou da mais leve falta de respeito pelo genuíno ateu que é o autor de Caim (antes pelo contrário, fazendo-lhe até elogiosas referências), como não conseguiu contrariar Saramago, que mostrou saber do que falava. Ao contrário, foi o Nobel que deixou atrapalhado e sem convincente argumento o teólogo e biblicista.
Infeliz e… (como hei-de dizer…) infantil (sem dúvida o caso) foi o clérigo que, a dado passo, e a propósito da linguagem metafórica dos textos sagrados aludiu a natural compreensão, para o fenómeno, de um autor que tanto lança mão da imagética, como acontece com o seu opositor. Mas, curiosamente, antes que, com a sua habitual calma, Saramago lhe desse resposta a tal ingenuidade, foi Mário Crespo que, não se conteve e referiu que se o Nobel usa de tais imagens e metáforas nos seus livros… Estes, porém, não são sagrados!

Foi, realmente, um debate interessante e de nível, aquele a que assistimos esta noite.
Coisa bem diferente foi a chicana deplorável do sr Correia Guedes.

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Créditos ao Indesmentível, pela imagem
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

PRIMEIRO VÍDEO DE AUDIÇÃO DO «DARK SIDE OF THE MOON»

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Acerca da obra mais conhecida dos Pink Floyd, teria sido uma ideia interessante acompanhar os 5 programas de análise do álbum com, simultaneamente, cada um dos 5 vídeos que nos proporcionam a sua audição total.
Não me ocorreu. Mas vou fazê-lo doravante, depois de apresentar, hoje, o primeiro destes últimos. E o segundo, quase de seguida.
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Também achei curioso recordar os nomes das respectivas 9 faixas, que são:
1. Speak to Me/Breathe
2. On the Run
3. Time
4. The Grat Gig in the Sky
5. Money
6. Us and Them
7. Any Colour You Like
8. Brain Damage
9. Eclipse
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Aproveito ainda, também, para rememorar a informação geral sobre a banda
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Vejamos então o primeiro vídeo da audição desta obra
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MARIA CORREIA

o tempo da mala-posta já lá ia.
Agora a mala do correio era transportada a pé desde a estação receptora e distribuidora do concelho à da freguesia



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Anos 40 e tal. As férias grandes.
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As férias grandes, não: as férias
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enormes. Passadas na aldeia
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que me viu nascer.
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Muitas recordações. Algumas
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reminiscências. Vários “filmes”
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vivos na memória.
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Toda de negro vestida.

Era impensável uma viúva deixar de vestir de preto. Abandonar o luto. Carregado. Por todo o resto dos seus dias.

O lenço, preto, na cabeça,
inconcebível, também, uma mulher exibir os seus cabelos soltos: a "decência" não consentia


de pontas laterais reviradas
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para cima, descongestionando
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a cara, aliviando o afrontamento

O calor, sufocante, desprendia-se, com o pó, do caminho de terra
que os lamaçais de sucessivas invernias deixavam leve e volátil.


As mãos, ora pendentes, ora
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apoiadas nos quadris,

os dedos, de quando em quando, limpavam a fronte, enxugando-os no avental também preto.
Por vezes era com uma ponta deste que limpava o suor.


O saco do correio,

confeccionado numa espécie de tela, com a boca apertada com uma correia
que entrava num cadeado fechado sobre ela e um comprovante com carimbo da estação de origem,


à cabeça, sobre o lenço.
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O andamento
marcado ao compasso do corpo volumoso, velho e pesado,
que avança ora balançando sobre a anca e o lado direito, ora sobre o lado e a anca contrários…


numa cadência e num ritmo
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invariavelmente repetido

qual pêndulo, lento, que ao mesmo ritmo vai progredindo suavemente no seu percurso.


O horário não permite pausas e

a canícula não dá tréguas


cumprida a hora da partida, a da chegada, sem relógio mais
que a posição do Sol escaldante, está garantida pela cadência imperturbável.


Cara fechada, olhos no chão,
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bagas transpiradas borbulhando
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na testa e escorrendo, a correia
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percorre, numa rotina
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cansativa, a légua que a
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separa da estação
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dos correios do concelho até à
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da sede desta freguesia
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dispersa que também
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delimita a área
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municipal nesta direcção

a correia. Não sei se por isso, se por coincidência, Maria Correia para todos que a conheciam.


Mais que uma nuvem da minha
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meninice, a ti Maria Correia é
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uma imagem muito viva desses
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meus longínquos idos.
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Imagem de vida sofrida, do cansaço,
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do preço do pão do dia-a-dia.
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Imagem da rotina.
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Da inelutabilidade.
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Imagem dos deserdados
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da vida.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A ARTE AO SERVIÇO DA MEMÓRIA

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Recebi, há dias, por mail, e concordo que é SIMPLESMENTE ESPECTACULAR, como me dizia o remetente, lá de muito longe.
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Kseniya Simonova é uma artista ucraniana que ganhou recentemente a versão nacional equivalente ao "America's Got Talent." Ela usa uma enorme caixa de luz, música e vozes dramáticas, imaginação e o seu talento para interpretar, pintando com areia, a invasão e a ocupação da Ucrânia pelos alemães durante a II Grande Guerra.
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É bem patente, na assistência, o resultado desse apelo dramático a uma memória que não se desvaneça.

O texto é, basicamente, o que acompanha o vídeo.

Veja só, que talento e que maravilha




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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"VERDADES COMO PUNHOS!"

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Bartoon, Luís Afonso, Público, SX 16.10.2009

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Exactamente.
Verdades como punhos, mestre!

A propósito, "18% dos portugueses são pobres e a situação tende a piorar", segundo telegrama da Lusa, hoje.


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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O «NOVO CLIMA»...

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Bartoon, Luís Afonso, Público, hoje

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Boa, mestre Alfredo!


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“BRINCADEIRA INOFENSIVA” – DIZ ELA

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esta estranha criatura diz também ser fã de "saia justa"

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Este vídeo foi para o ar no programa “Saia Justa”. A actriz (?) e escritora (?) Maitê Proença estava em Portugal por causa de uma peça teatral e aproveitou as suas horas vagas para fazer algumas imagens para esse programa do canal brasileiro GNT.
O tema?
O mesmo assunto pobre de sempre: gozar com os portugueses. E termina o vídeo cuspindo.
Todo o vídeo é uma ofensa a Portugal e aos portugueses.
Começa por ir a Sintra para mostrar uma porta de uma casa aparentemente comum, com o 3 virado para a direita e, sem perceber o significado esotérico pretendido, atribui o facto à ignorância dos portugueses (coitada da pobre ignorante, ela sim) pois diz que aquilo demonstra que está em Portugal – “os caras nem sabem colocar direito um algarismo numa porta!”
Vejam bem, vai a Sintra, que tem tantos monumentos, castelo e palácios riquíssimos, só para revelar a sua ignorância, pensando demonstrar a dos portugueses. Depois goza com o Tejo, inventando ser ele, para os portugueses, o mar.
Fala também em Salazar, de que ela também não sabe nada (dizendo que ele foi um ditador por mais de vinte anos – vá: podia ter dito que o tinha sido por mais de três anos…).
Goza com o Mosteiro dos Jerónimos, o túmulo de Camões, com o estilo arquitectónico manuelino, enfatizando o Manuel, nome injuriado no Brasil nas piadas sobre portugueses, e fala também no episódio no Hotel com o seu PC, ignorando que os hotéis não têm de garantir assistência aos pc’s dos clientes.

Enfim, veja o vídeo:

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Duas notas finais:
1. o texto acima é, basicamente, o que acompanhava os (vários) mails que ontem recebi sobre o asunto. Num blogue brasileiro onde, por vezes, também deixo rasto, postei um
outro texto, esse meu, e talvez mais suave do que a circunstância exigiria. Mas, primeiro, não ia ser insolente em casa de quem me recebe, para com os anfitriões e “familiares”. Segundo, não ia, ali, descer ao baixo nível da criticada.
2. Acabado de rascunhar este post, vi um programa na televisão sobre o aqui relatado e uma declaração (via telefone ou rádio) da Maitê Proença, ela mesma, em que tinha o desplante de dizer que não queria ofender-nos. Que se tratava de uma pura brincadeira!
A criatura, além de ser pouco esclarecida e insolente, continua a pensar que fala para “manuéis”…

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

«OBAMA FICA A DEVER»

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por uma efectiva, mas responsável, paz

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Depois de ontem (no n&r) também ter abordado a questão hoje recordada por José Vítor Malheiros (JVM) – as responsabilidades globais de Obama, pese embora a seu contributo para a promoção da paz – aquele jornalista veio, hoje, despertar algo que estava latente dentro de mim: que apesar de não concordar com a prematuridade do Nobel, Obama tinha de justificar a oportunidade da sua atribuição.
Pensei, para mim, portanto, que ele NOS ficava a dever alguma coisa. Implicitamente o pensei, e não expressis verbis, como hoje fazia JVM sob o título que transcrevo acima, no qual concluía assim: «com este Nobel, Obama fica a dever. E trata-se de uma dívida demasiado grande para poder ser perdoada. Mas ficou também claro que se trata de uma dívida que muitos de nós, em todo o mundo, queremos ajudá-lo a pagar.»
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Exactamente. Nem mais.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

AUTÁRQUICAS

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A verve e a acutilância do velho barman!

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Bartoon/Luís Afonso/Público/hoje

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NÓS É QUE SOMOS OS QUERUBINS

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Todos nos recordamos de Joe Berardo ter denunciado situações de abuso e favorecimentos por parte da Administração de Jardim Gonçalves.
Entretanto o milionário madeirense integrou o “conselho de remunerações” do banco.

Estes ingredientes tornaram mais saborosa a recente notícia há dias referida em alguns media: para evitar que o Santander executasse uma dívida contraída pelo comendador (e mecenas remunerado) junto daquela instituição, o BCP, com o aval pessoal do respectivo presidente C Santos Ferreira, concedeu-lhe uma garantia de oito milhões de euros.

Alguma anomalia?
De jeito nenhum. Só os mal intencionados podem querer adivinhar neste episódio uma promiscuidade escandalosa, e algum desconforto entre esses dois actores…

O quê: ser a pessoa a quem Berardo fixa a remuneração que lhe concede a garantia (ou vice-versa) é sintoma de promiscuidade?

Nem por sombras.

É tudo boa gente e gente muito séria. É um meio onde reina o maior rigor. É um verdadeiro paraíso!
Mas nós é que somos os querubins… (Pensarão eles…)
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

«ALBUNS CLÁSSICOS: THE DARK SIDE OF THE MOON (PARTE 1 DE 5)»

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Pink Floyd apresentando o álbum "The Dark Side of the Moon" (1973)




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Depois de uma súmula informativa acerca da banda, aqui, veja agora o comentário apresentado no site do YouTube relativamente às cinco partes em que se desmembra a análise desta obra.

Trata-se do ”Programa da série Álbuns Clássicos do The History Channel [que] traz entrevistas com músicos e produtores responsáveis pelos discos mais populares da história.” Neste caso, “o álbum The Dark Side of The Moon (1973), do Pink Floyd, o terceiro disco mais vendido em todos os tempos.”
“Com músicas conceituais, o álbum reúne alguns dos temas que pressionam a humanidade como dinheiro, tempo, guerra, loucura e morte. O enorme sucesso do terceiro disco da banda inglesa é cercado de mistérios e é [motivo] para seus fãs criarem teorias mirabolantes. Uma das teorias mais famosas afirma que as canções coincidem com as cenas de O [Feiticeiro] de Oz (1939) - se tanto o filme, quanto o álbum forem postos [a correr] simultaneamente.”
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Esta série é um “documentário de 2003 que relata como foi gravado o álbum The Dark Side of the Moon”, desta banda. Além de contar com a participação dos elementos do grupo, conta ainda com a do técnico de som Alan Parsons.
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”Roger Waters dá algumas explicações sobre as letras e faz uma versão acústica de Brain Damage [quarta faixa do lado B do LP original], além de explicar como foram gravados os efeitos sonoros de Money [primeira faixa do mesmo lado]. David Gilmour mostra uma versão acústica de Breathe [primeira e terceira faixas do respectivo lado A] e relata passos de gravação de guitarras e edição das músicas. Richard Wright faz um relato de como foram compostas The Great Gig In The Sky [quarta faixa do lado A do mesmo LP] e Us And Them [segunda faixa do lado B]. Nick Mason [o baterista, o único ainda não apresentado antes] conta como foram os passos para mixagens, participações etc. Pequenos segredos são revelados, como por exemplo as vozes presentes no disco e como se chegou a algumas versões finais das músicas.”
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Hoje ficamos, pois, com a 1ª parte da apresentação e análise do álbum











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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AFINAL..."NO PASA NADA"!

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Bartoon...........Luís Afonso
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in Público, hoje
créditos Luís Afonso
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

HOMENS DE ESTADO?

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Não há muito tempo, difícil seria entre os países civilizados encontrar uma figura de Estado que pudesse tomar atitudes de baixo nível… Hoje, porém, é bem fácil encontrar um ajj nalguns deles. Como acontece em Itália onde um ser repugnante que dá pelo nome de Berlusconi, e é figura cimeira do governo do país, para além das múltiplas baixezas que dele se conhecem, se permite referir, persistentemente, a Obama como o “bronzeado”.

E ainda nós nos surpreendemos com um ajj que não passa de um chefe de tribo, em comparança com o outro! Que o nosso mugabe até leva a palma nalguns aspectos: usa aos microfones dos media de linguagem soez e ordinária sem qualquer cerimónia!
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Até quando os eleitores das figuras públicas se vão permitir eleger cabotinos desta espécie?


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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PRESENTE!

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Um responsável da PCclinic (do Colombo), que pediu o anonimato, declarou ao FLASH que tinha muito gosto em oferecer uma intervenção de manutenção dos PC’s da Presidência, sem com isso, porém, poder garantir 100% de fidelidade dos mesmos aos seus proprietários e utilizadores, como, aliás, ninguém no mundo pode garantir.
Se o Sr Presidente trouxe esta matéria para uma tensa declaração ao país, A PCclinic (que espera que, como outrora acontecia, o seu nome não assuste Sua Excelência) tudo fará para que os medos do Sr Presidente se dissipem…

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Como diria o Inimigo Público – e isto sem querer insinuar que este se reveja nos tais PC’s da Presidência – se não aconteceu… bem podia ter acontecido!


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terça-feira, 29 de setembro de 2009

PONTOS NOS ii

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Goste-se ou não do partido e/ou do seu porta-voz, a verdade é que P Silva Pereira acabou de fazer uma declaração, pelo PS, em resposta às declarações (acusações ao partido do governo, designadamente) do PR, declaração aquela, sim, esclarecedora das "tricas" (passe o plebeísmo) entre Belém e S. Bento, mostrando à evidência - tudo aponta nesse sentido - estar o governo, e o partido que o apoia, alheio a tais invocadas manobras.
Cavaco, ou não soube, ou não conseguiu ou não esteve interessado em esclarecer o mistério que por Belém era mantido em fogo brando, situação esta última que, consabidamente, faz mais o género do seu perfil.

Aguardemos os próximos episódios desta novela regida pelos colaboradores de Cavaco Silva, só por mera coincidência militantes activos do PSD.


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TIROS PARA O AR

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Afinal, como tantas vezes, sobretudo na sequência de um acumular de “tabus” – coisa tão do jeito de Cavaco Silva – a montanha pariu um rato.

Cavaco mais fez lembrar aquela pessoa assustada que, para afastar os seus medos, atira muitos tiros para o ar.

Disse e redisse que ninguém, na Presidência da República, pode falar em seu nome senão os seus chefes das casas civil ou militar.

Repetiu também com grande insistência – urge manter a sisudez e a auréola que o envolve – a sua primordial preocupação de busca e prossecução do interesse nacional… Mas acerca do afastamento de Fernando Lima… (bom, era aí que estava o busílis) … aos costumes disse nada… Passou sobre essa matéria como gato por brasas.

Não foi capaz de concluir, como as suas palavras exigiam, que Fernando Lima falou de mais e sem autorização para tal. Mais grave ainda: inventou uma história que deixava bastante mal o seu assessorado.
Como o Presidente deve ter fortes motivos para manter o seu assessor ao colo, mais não disse. Melhor: nem tanto quis dizer, “apertis verbis”…

E ficámos assim...


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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

E AGORA, JOSÉ

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PP, ontem, numa imagem de Miguel Manso, in Público de hoje

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1. Hoje, o resultado de umas legislativas é coisa que se conhece em escassa hora e tal, contadas já as doses avantajadas de publicidade que entremeiam a revelação desse apuramento.

E até as sondagens saem mais apuradas ao mícron, tornando-as mais credíveis, se trabalhadas por especialistas, como alguns que apresentam resultados espectaculares em precisão, atento o tempo da respectiva “gestação”.

O que, não há muito ainda, levava dias a chegar até nós ou que mais recentemente, mas antes ainda dos alvores deste milénio, era “pasto” de uma noite de vigília, hoje é matéria para ser discutida, em dados praticamente definitivos, logo no começo do serão que se segue ao fecho das urnas, pelos analistas, politólogos e jornalistas que enxameiam os fóruns televisivos.

Foi assim que, muito cedo ainda, ontem pudemos ver um Paulo Portas contente que nem um gaio, que nem uma criança premiada. E não era razão para menos: quando o CDS era dirigido por velhos senadores, serenos e ponderados, um resultado destes seria motivo de justo orgulho. Mas é evidente que felizes êxitos são celebrados, de diferente forma, na velha academia ou no infantário. Assim como o algodão não engana, o riso também não.

2. A uma proposta de maioria absoluta o eleitorado respondeu com um absoluto, rotundo não.
Como escrevi então no n&r, em 2005, igualmente hoje deixo aqui a interrogação: e agora, José?
Se outra não houvesse, há uma diferença fundamental e profundíssima entre um José do pós Europeias ’09 e o que lhe antecedeu: este de agora fala repetidamente em contar com o sentido de responsabilidade das oposições!
Parece um outro José!


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domingo, 27 de setembro de 2009

ORA…

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É simbolicamente que me dirijo a si em carta aberta, meu caro José R.: tem razão, meu amigo, é caso para dizer “ora bolas”. Ou, em linguagem mais popular, encher a boca de erres, com algum desespero.
Na verdade, tem razão, meu caro: não foi o nosso PS que ganhou, foi um seu “remendo” que mereceu o piedoso agrément dos estilistas do figurino de esquerda que o engenheiro quis adoptar para não soçobrar, que lhe acudiram.
Claro que o sujeito tinha de ganhar.
Mas não deixa de ser verdade que
ESTE PS e este líder eram demasiado maus para nos merecerem confiança.
Resta-nos uma esperança, caro JR - se é verdade ser ela a última a morrer - a nós (a mim pela segunda vez consecutiva) que não fomos perdidos nem achados neste resultado, que o febrão autoritário que na anterior legislatura atacou o engenheiro, e a petulante e liberalóide facúndia que já em 2005 mostrara, tenham, finalmente, sido vencidos com mais recente terapêutica e que um dia venhamos a encontrar o PS novamente na liderança da nossa esquerda. Mas com outro líder mais credível.
Eu, por mim, espero que termine o meu percurso errático, ora por mor do matusalém ora do engenheiro.
Cá estamos para ver.
O meu abraço amigo
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O AGRAVAMENTO DA CARGA FISCAL DOS REFORMADOS

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Os números falavam por si, há dias, nos media, acerca deste assunto: o governo DESTE PS agravou substancialmente a carga fiscal dos reformados, nos últimos orçamentos. Mesmo dos que têm um elevado grau de invalidez…

O procedimento deste governo além de ser de duvidosa ética é manifestamente uma atitude cobarde, pois “ataca” os mais indefesos e com nulo poder reivindicativo.

O governo aproveitou-se, pois, da circunstância de os idosos e reformados não se manifestarem e não terem, consequentemente, peso político.

Política, esta, bem pouco socialista deste governo. Que deve confundir o comum dos reformados com certos outros que têm pensões escandalosas, a acrescer a escandalosos ganhos das suas prebendas, e por ele são ignorados e convenientemente esquecidos.

Para que conste. Acerca DESTE PS.


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A PALAVRA AO NOSSO AMIGO BARMAN

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Bartoon/Luís Afonso/Público QA 23.09.2009

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Desta vez, nem ao comentário agrisuave do nosso velho amigo barman o Presidente escapou...
Sempre atento e muito oportuno, a sua crítica nunca é desabrida... Mas nem por isso, por vezes, é menos cáustica.

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MUSEU DO PRADO

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fachada principal do Museu do Prado, com a estátua de Velázquez na sua frente

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Já vi vários álbuns em PowerPoint sobre o Museu do Prado, mas o que trago agora aqui achei que era dos mais completos e mais bem organizados na sua apresentação.

Não perca, pois, os diapositivos que se seguem sobre o valiosíssimo museu da Península. Nela, o mais importante. No Mundo, entre os melhores.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

É PORTUGAL UM PAÍS DE “ESCUTEIROS”?

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Não me passou despercebida a expressão usada, ontem, acerca desta importante matéria das escutas: o Presidente afastou Fernando Lima do cargo…
Não se dizia que Fernando Lima tinha sido demitido de Belém pelo presidente.
E é de fácil conclusão que o Presidente tenha fortes e acumulados motivos para manter Fernando Lima ao colo… Só assim se compreenderá a sua atitude de pretender mexer neste assunto com delicadas pinças.

Claro que quando Cavaco Silva remete uma declaração sobre esta "trapalhada" para depois das eleições, tal atitude não lhe acarreta qualquer credibilidade acrescida (?) … Bem ao contrário.

O que resta desta intervenção do presidente é a confirmação da sua forma desajeitada e inábil de actuar. Que ele reforça com uma virtual intenção de não interferir no acto eleitoral que se aproxima.
Como não interferir?
É evidente que se trata de uma intenção de não interferir… interferindo. O que, queira ou não Sua Excelência, agrava a situação.

Por incrível que pareça, o cidadão Aníbal Cavaco Silva está apostado em destruir o mito do Presidente Cavaco Silva.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CLARO QUE NÃO HÁ BRUXAS!

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«Fernando Lima era responsável pela assessoria para a Comunicação Social»
- imagem de Fernando Veludo (arquivo)
(imagem e legenda do Público)

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Cavaco Silva parece continuar a ter dificuldade em escolher os seus colaboradores ou nomeados (como para o Conselho de Estado, vg).
Como parece não ter entendido que deve uma palavra de explicação ao país, acerca da trapalhada que envolve o seu nome e o do primeiro-ministro.
Como parece, ainda, por último, a alguns não ter uma inteligência política suficientemente apurada, restringindo os seus dotes intelectuais, apenas, à área académica em que se formou.
Mas, finalmente, de todo o modo, o presidente deu um primeiro passo no sentido do esclarecimento da magna confusão comunicacional que ultimamente tem sido amplamente discutida, como pode ser visto nesta notícia de há escassos minutos atrás.


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NEOLOGISMO ELEITORAL

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há arruaças, perdão, arruadas mais concorridas e folclóricas que outras

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Estes 15 dias que antecedem o Domingo 27, este ano, são feéricos: sucedem-se as arruaças dos diversos partidos concorrentes às legislativas. Dos de aspecto mais circunspecto, aos de pendor mais caceteiro.
É uma festa. Tambores e música anunciam a aproximação dos arruaceiros: ora de Manuela Ferreira Leite, ora de Jerónimo de Sousa, quer de Francisco Louçã, ou de Paulo Portas. Todos têm direito à sua arruaça. Todos a vão cumprindo religiosamente.
As arruaças são um neologismo inventado agora para descrever a actual forma de os partidos levarem a sua mensagem até à populaça.
As arruaças são a forma “aggiornata” dos velhos comícios. São as declarações graves dos candidatos a primeiro-ministro, em paragens estratégicas do percurso (da arruaça), para desfiarem o seu rosário de queixumes – os da oposição – ou para, em tom heróico, apresentarem o seu rol de realizações – os do governo cessante -, e para debitarem uma interminável lista de promessas – todos -, sempre jurando melhor diagnóstico da situação económico-social do país e respectiva melhor terapia. Tudo isto na arruaça, transformada numa festa, entremeada de discursos, mensagens e declarações.
As arruaças, parecendo previamente combinadas e agendadas, raramente se encontram umas com as outras. Mas isso pode acontecer uma por outra vez e, então, ou passamos a ter uma arruaça maior ou se apartam calmamente, seguindo cada uma por diferentes caminhos para ocuparem novas posições em diferentes paragens.
E foi assim que, nestes começos de novo século, os ruidosos comícios deram lugar às alegres (e inventadas) arruaças.
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(Os sereníssimos revisor de provas e editor d’o meu flash acabam de me informar que não se trata de arruaças, que sim de arruadas, neologismo curioso – mas infeliz – acabado de inventar, enquanto que a arruaça é um secular termo que traduz uma prática muito antiga e, quiçá, de pior tom. Presumo que, por seu lado, os respectivos elementos da arruada se designem de arruadeiros, outro neologismo [mas atenção que arruadeira é termo antigo. E deselegante, pelo menos]. Fica a correcção feita, com o meu pedido de desculpas)
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

OS FANTASMAS E OS PAPÕES ASSINALADOS

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«Ferreira Leite avisa que Portugal “deve temer” uma aliança PS-BE» - era o título de reportagem de hoje no Público.pt, de Filomena Fontes e Nuno Simas, onde se informava que «Manuela Ferreira Leite entrou na “batalha” do voto útil no PSD e acenou com o “fantasma” da uma unidade de esquerda entre o PS e o Bloco de Esquerda».

A esta afirmação e a esta conjectura deixei, também hoje, aí algures, esta reflexão:

Mais de trinta anos volvidos sobre o Portugal obscurantista de Salazar, ainda há quem agite bandeiras de um conservadorismo retrógrado e se assuste com fantasmas puramente imaginários. Pese embora a sua origem e a sua original matriz revolucionária, a verdade é que quer o PC quer o BE estão entrosados no regime democrático que entre nós vigora desde "Abril". E sabem bem que os portugueses não apoiam experiências de sinal esquerdizante radical. Conquanto participantes de uma democracia parlamentar - e exactamente por isso - naturalmente que apresentam substanciais diferenças de perspectiva dos problemas que afligem o país e propõem soluções condizentes com essas perspectivas, se comparados com os partidos de direita. Mas nada que ponha em causa ou em perigo o referido regime. Apenas repudiam a visão conservadora e neoliberal da direita e, infelizmente em grande medida, "deste" PS que nos governa.
Mas ganhando o PS ("este", claro) sem a (dispensável e perigosa) maioria absoluta, com quem há-de ele aliar-se, se pretende manter um cariz de esquerda, senão com aquelas forças?
Não parece que tenha outra alternativa. Nem esta, hoje, assusta alguém com uma visão menos redutora da vivência democrática no nosso país.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SÓ AGORA?

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A sra doutora tem uma razoável experiência governativa, designadamente como ministra da Educação e das Finanças. E é uma militante do PSD (há sempre a dúvida, nesta área política sobre os que são genuinamente PPD ou mais liberaloidemente PSD) considerada séria, responsável, honesta. São os adjectivos com que se costuma definir o seu perfil, mesmo portas (do partido) adentro.
Claro que é inevitável classificar de menor verticalidade, de menor sentido de Estado e de cariz algo (pelo menos) oportunista os demais líderes e militantes (ou meros simpatizantes) dessa agremiação. Com os quais a sra doutora terá pactuado, na sua qualidade de autoridade máxima dentro do partido. Do que agora se sentirá arrependida. Ao que, finalmente, estará a mostrar vontade de pôr termo.

É que a sra doutora reúne, agora, um consenso que parece congregar um razoável lastro.
E porquê?
Porque é particular e dramaticamente visível, a todos, que batemos no fundo.
Daí que, muito simplesmente, a sra doutora olhando para as suas hostes, ache que chega de safardezas, que chega de ilusórias atitudes e promessas, como se foram de prossecução do interesse colectivo; que basta de farsa, de mentira e de desrespeito pelo eleitorado e pelo sobrecarregado contribuinte.
A sra doutora volta-se para os seus generais e para as suas tropas e proclama – presume-se: chega, meus amigos! Basta, companheiros! Sejamos verdadeiros, finalmente. Não iludamos mais aqueles que em nós devem confiar: CHEGOU A HORA DA VERDADE.
Tarde, é certo, mas chegou. Talvez ainda estejamos a tempo de dar o nosso contributo de verdadeiro serviço público, pondo em último plano os nossos pessoais interesses, prosseguindo, finalmente, o interesse nacional – quererá dizer, declarada ou implicitamente. E repete: CHEGOU A HORA DA VERDADE.
Não estamos habituados a ela, mas chegou a sua hora – conclui necessariamente.

A confissão da sra doutora é, também ela dramática: nós, os sociais-democratas responsáveis pelos destinos do país, não temos usado de verdade, temos dado prioridade aos nossos (por vezes inconfessáveis) interesses e aos dos nossos amigos – depreende-se da sua expressão. Mas basta: CHEGOU A HORA DA VERDADE.

Mais vale tarde, que nunca, diz a sabedoria popular…
Mas não neste âmbito da política. Daí a pertinência da pergunta: só agora, sra doutora?

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PINK FLOYD - THE WALL


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The Wall (1979) é uma das grandes produções de “cariz conceitual” desta banda. Foi um dos álbuns que mais êxito alcançou no mundo, sendo certo que o campeão de vendas foi o The Dark Side of the Moon (1973) que esteve nos tops de vendas durante mais de 10 anos e ainda se mantém como um dos álbuns mais vendido de todos os tempos.
Foi em homenagem a dois importantes nomes do mundo do blues, Pink Anderson e Floyd Council, que o fundador do grupo, o britânico Roger Keith Barrett, ou apenas Syd Barret (1946-2006), criou a banda em 1965, em Cambridge.
Os desvios comportamentais de Barret, entregue ao consumo de drogas, levou a que os seus colegas de banda o afastassem, poucos anos volvidos, em finais dos anos 60 e o substituíssem pelo guitarrista e vocalista David Gilmour (1946). Mas foi o baixista e vocalista Roger Waters (1943) quem, naturalmente, se impôs na liderança do grupo e como seu principal compositor.
São dessa fase de ouro da banda os seus maiores sucessos de que se destacam, além dos dois atrás referidos, mais os álbuns Wish You Were Here (1975) e Animals (1977). É a fase, ainda, dos seus monumentais e espectaculares concertos.
Conquanto Waters tenha declarado a extinção do grupo em 1985, numa altura de desentendimento entre ele e os restantes membros, a verdade é, que ultrapassada essa dificuldade, no Verão de 2005, a formação clássica da banda apresentou-se, em Londres, perante a sua maior plateia de sempre.
Mas esse, que era o seu primeiro concerto dos últimos 24 anos, seria, também, por certo, o derradeiro: três anos depois morria o teclista Richard (Rick) Wright (1943-2008), tornando impossível o retorno dos Pink Floyd.

Toma-se assim, agora, fôlego para apresentar brevemente, em pequenas “sessões”, a que talvez tenha sido a obra prima dos Pink Floyd. Ou pelo menos a mais divulgada, como acima se deixa dito.
Bom, mas por hoje, aqui fica The Wall.

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

SR SOISA

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um "compadre"

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É de todos sobejamente conhecida a notícia da pobreza da nossa condição de vida nos anos do salazarismo. Sobretudo no Nordeste trasmontano e na planície alentejana. E em particular até bem entrados os anos sessenta.
Um outro dado conhecido era a alergia (o medo, claro) que o governo tinha aos sindicatos livres e a quaisquer associações de iniciativa privada.

E a propósito conta-se que, em 1934, os agricultores alentejanos se debatiam com uma enorme falta de adubos para a sua actividade. Ora, na sequência de tal crise, o presidente da Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos do Norte, Centro e Sul do Alentejo (as agremiações corporativas, estatais, sim, essas eram consentidas e controladas), que se denominava a si mesmo como, Dom Tancredo, o Lavrador, decidiu enviar auma exposição, em verso, ao Ministro da Agricultura de Salazar, à época, Leovivildo Queimado de Sousa.
Eis o texto da exposição ao tal ministro Sr Soisa:

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

INTERVALO

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Acho magnífica esta "animação" dum jogo de xadrez.

Depois, repare-se no dramático e pungente desfecho do imaginário "duelo"...

Soberbo, na verdade.

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video

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domingo, 13 de setembro de 2009

PONTOS NOS ii

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o "desempate técnico", na pena de Henrique
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É geral a convicção de que o confronto de ontem entre os actuais gurus da política indígena resultou num empate.

Paradigmática do equilíbrio é a opinião do director-adjunto do Público, Manuel Carvalho: “equivalentes na repetição de argumentos, um e outro tentaram a vitória nos incidentes, nas armadilhas, no imprevisto. Sócrates ganhou à tangente.” Mas, segundo ele, também a líder social-democrata se manteve fiel ao seu discurso, mostrando, apenas, de novo, um certo agastamento irritadiço. Teve, no entanto, momentos mais convincentes que o seu opositor. Rematando, conclui MC: “Sócrates não arrasou e mostrou-se com um sorriso de menino de coro. MFL resistiu e mostrou coerência e fibra. Só não foi um bom debate para os que estavam à espera de sangue”.

Um dos exageros de Sócrates foi o de “prometer” um ministério todo renovado, como se depreendeu das suas palavras, para a hipótese de sair vencedor destas legislativas. O que me soou a puro exagero e a mais que improvável concretização, na mesma hipótese de sair vencedor.
Mas claro que hoje já se desdisse. Como era mais que esperado.

Quanto ao confronto, em geral, também acho que, se ambos se merecem, igualmente estiveram bem um para o outro.
Se não é sensato avançar com a promessa de mundos e fundos, também não vale sustentar que, “prognósticos, só depois do jogo”.

Claro que temos sempre opiniões mais radicais e mais cegas da parte dos habituais conservadores mais míopes, quais Joaquim Aguiar (RTP2) e Vasco Pulido Valente (Público).

Mas há que lhes dar o desconto, coitados, e não esperar por milagres nem melhorias por essas bandas.
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(créditos: HENRICARTOON)
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

AS MÚLTIPAS MÁSCARAS DA VERDADE

imagem de Adriano Miranda


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Parece que ainda temos alguns portugueses na selecção nacional.
Nos clubes, rareiam. Mas, e na Selecção? Menos, mas já vão faltando.

A propósito: a verdade do desporto rei (rei ou príncipe ou de mais modesta aristocracia, como o basket o hóquei, ou outras modalidades menos concorridas de público) pode configurar-se, dum dia para o seguinte, com a esta virtualidade indiscutível, convertida em realidade incontornável: um país rico adopta, atribuindo-lhe dupla nacionalidade (a sua a somar à de origem do visado), um atleta de primeiríssima água. Melhor: não uma, mas tantas estrelas quantas as que completam uma determinada selecção. Pagando, naturalmente, esse “serviço” para além dos valores que normalmente se prendem com a actividade desportiva do adoptado, de acordo com a sua craveira e com os resultados conseguidos (necessariamente os melhores).

Haverá alguma dúvida de que esse país se candidata séria, decidida e decisivamente a um dos lugares do podium? Só por mero azar outro que não o que é premiado com o ouro?…

A venalidade, no mundo em que vivemos, é a mãe de todas as virtudes que a generalidade dos mortais aprecia.

Somada a outras práticas que têm de comum a mesma maternidade, aí temos em acção uma fabulosa fábrica de fazer dinheiro, único parâmetro aceite por aqueles mesmos mortais para medir qualquer valor.

Até quando?

O tempo dos nossos ingénuos antepassados, quando o amor à camisola as encharcava, nas competições, com um denodo que não tinha preço… Ora, esse tempo já há muito que lá vai!
Hoje, a sua memória não merece mais que um sorriso de complacente comiseração (e censura) da maioria das novas gerações…

Sim, até quando?

De mais a mais, e por outro lado, estamos no tempo do capitalismo selvagem: ora se neste o capital não tem pátria, porque a hão-de ter as selecções, ao seu serviço?

Entendido.
Mas insisto: até quando?


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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

«MANUELA MOURA PELES»


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Tal como o meu amigo R Lucas, no Pédecabra, também eu utilizo o título da crónica de Sérgio Ferreira Borges (SFB), neste Domingo, no Diário de Coimbra, para falar da mesma botóxica criatura, dos seus dislates, das suas repetidas intervenções ao arrepio da deontologia da sua profissão, no tão badalado (pelos piores motivos) JN6 do 4º canal.

SFB regressava de férias, e, como comentei acolá, elas fizeram-lhe bem: “suspendeu a tripa-forra para voltar à boca pequena! Não está mal visto. (Por falar nisso, os hipopótamos que se cuidem...)” – recomendava no meu comentário, para continuar: “como só vi (instantemente chamado) uma parte (apreciável) do festival Marinho Pinto (embora suficiente para congeminar uma apreciação do avacalhamento de tal "série") não estou em condições de mandar mais palpites...Ah! Mas ao SFB desejo-lhe um óptimo regresso. E que não lhe doa o verbo!”

Não é caso, este, de chorar sobre o “leite derramado”, pois era azedo e fétido.
E “lágrimas de crocodilo” também já as vimos até de mais, nestes últimos dias.

Ao cabo e ao resto, se o Governo mandou calar a criatura (conquanto em momento menos embaraçoso) o que aconteceu, como ponderava Rui Tavares, hoje, sobre a matéria, é o karma do mandante e da visada.

Talvez seja mais higiénico não falar mais nisso.
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