quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PRESENTE!

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Um responsável da PCclinic (do Colombo), que pediu o anonimato, declarou ao FLASH que tinha muito gosto em oferecer uma intervenção de manutenção dos PC’s da Presidência, sem com isso, porém, poder garantir 100% de fidelidade dos mesmos aos seus proprietários e utilizadores, como, aliás, ninguém no mundo pode garantir.
Se o Sr Presidente trouxe esta matéria para uma tensa declaração ao país, A PCclinic (que espera que, como outrora acontecia, o seu nome não assuste Sua Excelência) tudo fará para que os medos do Sr Presidente se dissipem…

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Como diria o Inimigo Público – e isto sem querer insinuar que este se reveja nos tais PC’s da Presidência – se não aconteceu… bem podia ter acontecido!


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terça-feira, 29 de setembro de 2009

PONTOS NOS ii

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Goste-se ou não do partido e/ou do seu porta-voz, a verdade é que P Silva Pereira acabou de fazer uma declaração, pelo PS, em resposta às declarações (acusações ao partido do governo, designadamente) do PR, declaração aquela, sim, esclarecedora das "tricas" (passe o plebeísmo) entre Belém e S. Bento, mostrando à evidência - tudo aponta nesse sentido - estar o governo, e o partido que o apoia, alheio a tais invocadas manobras.
Cavaco, ou não soube, ou não conseguiu ou não esteve interessado em esclarecer o mistério que por Belém era mantido em fogo brando, situação esta última que, consabidamente, faz mais o género do seu perfil.

Aguardemos os próximos episódios desta novela regida pelos colaboradores de Cavaco Silva, só por mera coincidência militantes activos do PSD.


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TIROS PARA O AR

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Afinal, como tantas vezes, sobretudo na sequência de um acumular de “tabus” – coisa tão do jeito de Cavaco Silva – a montanha pariu um rato.

Cavaco mais fez lembrar aquela pessoa assustada que, para afastar os seus medos, atira muitos tiros para o ar.

Disse e redisse que ninguém, na Presidência da República, pode falar em seu nome senão os seus chefes das casas civil ou militar.

Repetiu também com grande insistência – urge manter a sisudez e a auréola que o envolve – a sua primordial preocupação de busca e prossecução do interesse nacional… Mas acerca do afastamento de Fernando Lima… (bom, era aí que estava o busílis) … aos costumes disse nada… Passou sobre essa matéria como gato por brasas.

Não foi capaz de concluir, como as suas palavras exigiam, que Fernando Lima falou de mais e sem autorização para tal. Mais grave ainda: inventou uma história que deixava bastante mal o seu assessorado.
Como o Presidente deve ter fortes motivos para manter o seu assessor ao colo, mais não disse. Melhor: nem tanto quis dizer, “apertis verbis”…

E ficámos assim...


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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

E AGORA, JOSÉ

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PP, ontem, numa imagem de Miguel Manso, in Público de hoje

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1. Hoje, o resultado de umas legislativas é coisa que se conhece em escassa hora e tal, contadas já as doses avantajadas de publicidade que entremeiam a revelação desse apuramento.

E até as sondagens saem mais apuradas ao mícron, tornando-as mais credíveis, se trabalhadas por especialistas, como alguns que apresentam resultados espectaculares em precisão, atento o tempo da respectiva “gestação”.

O que, não há muito ainda, levava dias a chegar até nós ou que mais recentemente, mas antes ainda dos alvores deste milénio, era “pasto” de uma noite de vigília, hoje é matéria para ser discutida, em dados praticamente definitivos, logo no começo do serão que se segue ao fecho das urnas, pelos analistas, politólogos e jornalistas que enxameiam os fóruns televisivos.

Foi assim que, muito cedo ainda, ontem pudemos ver um Paulo Portas contente que nem um gaio, que nem uma criança premiada. E não era razão para menos: quando o CDS era dirigido por velhos senadores, serenos e ponderados, um resultado destes seria motivo de justo orgulho. Mas é evidente que felizes êxitos são celebrados, de diferente forma, na velha academia ou no infantário. Assim como o algodão não engana, o riso também não.

2. A uma proposta de maioria absoluta o eleitorado respondeu com um absoluto, rotundo não.
Como escrevi então no n&r, em 2005, igualmente hoje deixo aqui a interrogação: e agora, José?
Se outra não houvesse, há uma diferença fundamental e profundíssima entre um José do pós Europeias ’09 e o que lhe antecedeu: este de agora fala repetidamente em contar com o sentido de responsabilidade das oposições!
Parece um outro José!


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domingo, 27 de setembro de 2009

ORA…

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É simbolicamente que me dirijo a si em carta aberta, meu caro José R.: tem razão, meu amigo, é caso para dizer “ora bolas”. Ou, em linguagem mais popular, encher a boca de erres, com algum desespero.
Na verdade, tem razão, meu caro: não foi o nosso PS que ganhou, foi um seu “remendo” que mereceu o piedoso agrément dos estilistas do figurino de esquerda que o engenheiro quis adoptar para não soçobrar, que lhe acudiram.
Claro que o sujeito tinha de ganhar.
Mas não deixa de ser verdade que
ESTE PS e este líder eram demasiado maus para nos merecerem confiança.
Resta-nos uma esperança, caro JR - se é verdade ser ela a última a morrer - a nós (a mim pela segunda vez consecutiva) que não fomos perdidos nem achados neste resultado, que o febrão autoritário que na anterior legislatura atacou o engenheiro, e a petulante e liberalóide facúndia que já em 2005 mostrara, tenham, finalmente, sido vencidos com mais recente terapêutica e que um dia venhamos a encontrar o PS novamente na liderança da nossa esquerda. Mas com outro líder mais credível.
Eu, por mim, espero que termine o meu percurso errático, ora por mor do matusalém ora do engenheiro.
Cá estamos para ver.
O meu abraço amigo
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O AGRAVAMENTO DA CARGA FISCAL DOS REFORMADOS

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Os números falavam por si, há dias, nos media, acerca deste assunto: o governo DESTE PS agravou substancialmente a carga fiscal dos reformados, nos últimos orçamentos. Mesmo dos que têm um elevado grau de invalidez…

O procedimento deste governo além de ser de duvidosa ética é manifestamente uma atitude cobarde, pois “ataca” os mais indefesos e com nulo poder reivindicativo.

O governo aproveitou-se, pois, da circunstância de os idosos e reformados não se manifestarem e não terem, consequentemente, peso político.

Política, esta, bem pouco socialista deste governo. Que deve confundir o comum dos reformados com certos outros que têm pensões escandalosas, a acrescer a escandalosos ganhos das suas prebendas, e por ele são ignorados e convenientemente esquecidos.

Para que conste. Acerca DESTE PS.


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A PALAVRA AO NOSSO AMIGO BARMAN

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Bartoon/Luís Afonso/Público QA 23.09.2009

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Desta vez, nem ao comentário agrisuave do nosso velho amigo barman o Presidente escapou...
Sempre atento e muito oportuno, a sua crítica nunca é desabrida... Mas nem por isso, por vezes, é menos cáustica.

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MUSEU DO PRADO

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fachada principal do Museu do Prado, com a estátua de Velázquez na sua frente

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Já vi vários álbuns em PowerPoint sobre o Museu do Prado, mas o que trago agora aqui achei que era dos mais completos e mais bem organizados na sua apresentação.

Não perca, pois, os diapositivos que se seguem sobre o valiosíssimo museu da Península. Nela, o mais importante. No Mundo, entre os melhores.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

É PORTUGAL UM PAÍS DE “ESCUTEIROS”?

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Não me passou despercebida a expressão usada, ontem, acerca desta importante matéria das escutas: o Presidente afastou Fernando Lima do cargo…
Não se dizia que Fernando Lima tinha sido demitido de Belém pelo presidente.
E é de fácil conclusão que o Presidente tenha fortes e acumulados motivos para manter Fernando Lima ao colo… Só assim se compreenderá a sua atitude de pretender mexer neste assunto com delicadas pinças.

Claro que quando Cavaco Silva remete uma declaração sobre esta "trapalhada" para depois das eleições, tal atitude não lhe acarreta qualquer credibilidade acrescida (?) … Bem ao contrário.

O que resta desta intervenção do presidente é a confirmação da sua forma desajeitada e inábil de actuar. Que ele reforça com uma virtual intenção de não interferir no acto eleitoral que se aproxima.
Como não interferir?
É evidente que se trata de uma intenção de não interferir… interferindo. O que, queira ou não Sua Excelência, agrava a situação.

Por incrível que pareça, o cidadão Aníbal Cavaco Silva está apostado em destruir o mito do Presidente Cavaco Silva.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CLARO QUE NÃO HÁ BRUXAS!

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«Fernando Lima era responsável pela assessoria para a Comunicação Social»
- imagem de Fernando Veludo (arquivo)
(imagem e legenda do Público)

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Cavaco Silva parece continuar a ter dificuldade em escolher os seus colaboradores ou nomeados (como para o Conselho de Estado, vg).
Como parece não ter entendido que deve uma palavra de explicação ao país, acerca da trapalhada que envolve o seu nome e o do primeiro-ministro.
Como parece, ainda, por último, a alguns não ter uma inteligência política suficientemente apurada, restringindo os seus dotes intelectuais, apenas, à área académica em que se formou.
Mas, finalmente, de todo o modo, o presidente deu um primeiro passo no sentido do esclarecimento da magna confusão comunicacional que ultimamente tem sido amplamente discutida, como pode ser visto nesta notícia de há escassos minutos atrás.


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NEOLOGISMO ELEITORAL

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há arruaças, perdão, arruadas mais concorridas e folclóricas que outras

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Estes 15 dias que antecedem o Domingo 27, este ano, são feéricos: sucedem-se as arruaças dos diversos partidos concorrentes às legislativas. Dos de aspecto mais circunspecto, aos de pendor mais caceteiro.
É uma festa. Tambores e música anunciam a aproximação dos arruaceiros: ora de Manuela Ferreira Leite, ora de Jerónimo de Sousa, quer de Francisco Louçã, ou de Paulo Portas. Todos têm direito à sua arruaça. Todos a vão cumprindo religiosamente.
As arruaças são um neologismo inventado agora para descrever a actual forma de os partidos levarem a sua mensagem até à populaça.
As arruaças são a forma “aggiornata” dos velhos comícios. São as declarações graves dos candidatos a primeiro-ministro, em paragens estratégicas do percurso (da arruaça), para desfiarem o seu rosário de queixumes – os da oposição – ou para, em tom heróico, apresentarem o seu rol de realizações – os do governo cessante -, e para debitarem uma interminável lista de promessas – todos -, sempre jurando melhor diagnóstico da situação económico-social do país e respectiva melhor terapia. Tudo isto na arruaça, transformada numa festa, entremeada de discursos, mensagens e declarações.
As arruaças, parecendo previamente combinadas e agendadas, raramente se encontram umas com as outras. Mas isso pode acontecer uma por outra vez e, então, ou passamos a ter uma arruaça maior ou se apartam calmamente, seguindo cada uma por diferentes caminhos para ocuparem novas posições em diferentes paragens.
E foi assim que, nestes começos de novo século, os ruidosos comícios deram lugar às alegres (e inventadas) arruaças.
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(Os sereníssimos revisor de provas e editor d’o meu flash acabam de me informar que não se trata de arruaças, que sim de arruadas, neologismo curioso – mas infeliz – acabado de inventar, enquanto que a arruaça é um secular termo que traduz uma prática muito antiga e, quiçá, de pior tom. Presumo que, por seu lado, os respectivos elementos da arruada se designem de arruadeiros, outro neologismo [mas atenção que arruadeira é termo antigo. E deselegante, pelo menos]. Fica a correcção feita, com o meu pedido de desculpas)
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

OS FANTASMAS E OS PAPÕES ASSINALADOS

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«Ferreira Leite avisa que Portugal “deve temer” uma aliança PS-BE» - era o título de reportagem de hoje no Público.pt, de Filomena Fontes e Nuno Simas, onde se informava que «Manuela Ferreira Leite entrou na “batalha” do voto útil no PSD e acenou com o “fantasma” da uma unidade de esquerda entre o PS e o Bloco de Esquerda».

A esta afirmação e a esta conjectura deixei, também hoje, aí algures, esta reflexão:

Mais de trinta anos volvidos sobre o Portugal obscurantista de Salazar, ainda há quem agite bandeiras de um conservadorismo retrógrado e se assuste com fantasmas puramente imaginários. Pese embora a sua origem e a sua original matriz revolucionária, a verdade é que quer o PC quer o BE estão entrosados no regime democrático que entre nós vigora desde "Abril". E sabem bem que os portugueses não apoiam experiências de sinal esquerdizante radical. Conquanto participantes de uma democracia parlamentar - e exactamente por isso - naturalmente que apresentam substanciais diferenças de perspectiva dos problemas que afligem o país e propõem soluções condizentes com essas perspectivas, se comparados com os partidos de direita. Mas nada que ponha em causa ou em perigo o referido regime. Apenas repudiam a visão conservadora e neoliberal da direita e, infelizmente em grande medida, "deste" PS que nos governa.
Mas ganhando o PS ("este", claro) sem a (dispensável e perigosa) maioria absoluta, com quem há-de ele aliar-se, se pretende manter um cariz de esquerda, senão com aquelas forças?
Não parece que tenha outra alternativa. Nem esta, hoje, assusta alguém com uma visão menos redutora da vivência democrática no nosso país.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SÓ AGORA?

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A sra doutora tem uma razoável experiência governativa, designadamente como ministra da Educação e das Finanças. E é uma militante do PSD (há sempre a dúvida, nesta área política sobre os que são genuinamente PPD ou mais liberaloidemente PSD) considerada séria, responsável, honesta. São os adjectivos com que se costuma definir o seu perfil, mesmo portas (do partido) adentro.
Claro que é inevitável classificar de menor verticalidade, de menor sentido de Estado e de cariz algo (pelo menos) oportunista os demais líderes e militantes (ou meros simpatizantes) dessa agremiação. Com os quais a sra doutora terá pactuado, na sua qualidade de autoridade máxima dentro do partido. Do que agora se sentirá arrependida. Ao que, finalmente, estará a mostrar vontade de pôr termo.

É que a sra doutora reúne, agora, um consenso que parece congregar um razoável lastro.
E porquê?
Porque é particular e dramaticamente visível, a todos, que batemos no fundo.
Daí que, muito simplesmente, a sra doutora olhando para as suas hostes, ache que chega de safardezas, que chega de ilusórias atitudes e promessas, como se foram de prossecução do interesse colectivo; que basta de farsa, de mentira e de desrespeito pelo eleitorado e pelo sobrecarregado contribuinte.
A sra doutora volta-se para os seus generais e para as suas tropas e proclama – presume-se: chega, meus amigos! Basta, companheiros! Sejamos verdadeiros, finalmente. Não iludamos mais aqueles que em nós devem confiar: CHEGOU A HORA DA VERDADE.
Tarde, é certo, mas chegou. Talvez ainda estejamos a tempo de dar o nosso contributo de verdadeiro serviço público, pondo em último plano os nossos pessoais interesses, prosseguindo, finalmente, o interesse nacional – quererá dizer, declarada ou implicitamente. E repete: CHEGOU A HORA DA VERDADE.
Não estamos habituados a ela, mas chegou a sua hora – conclui necessariamente.

A confissão da sra doutora é, também ela dramática: nós, os sociais-democratas responsáveis pelos destinos do país, não temos usado de verdade, temos dado prioridade aos nossos (por vezes inconfessáveis) interesses e aos dos nossos amigos – depreende-se da sua expressão. Mas basta: CHEGOU A HORA DA VERDADE.

Mais vale tarde, que nunca, diz a sabedoria popular…
Mas não neste âmbito da política. Daí a pertinência da pergunta: só agora, sra doutora?

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PINK FLOYD - THE WALL


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The Wall (1979) é uma das grandes produções de “cariz conceitual” desta banda. Foi um dos álbuns que mais êxito alcançou no mundo, sendo certo que o campeão de vendas foi o The Dark Side of the Moon (1973) que esteve nos tops de vendas durante mais de 10 anos e ainda se mantém como um dos álbuns mais vendido de todos os tempos.
Foi em homenagem a dois importantes nomes do mundo do blues, Pink Anderson e Floyd Council, que o fundador do grupo, o britânico Roger Keith Barrett, ou apenas Syd Barret (1946-2006), criou a banda em 1965, em Cambridge.
Os desvios comportamentais de Barret, entregue ao consumo de drogas, levou a que os seus colegas de banda o afastassem, poucos anos volvidos, em finais dos anos 60 e o substituíssem pelo guitarrista e vocalista David Gilmour (1946). Mas foi o baixista e vocalista Roger Waters (1943) quem, naturalmente, se impôs na liderança do grupo e como seu principal compositor.
São dessa fase de ouro da banda os seus maiores sucessos de que se destacam, além dos dois atrás referidos, mais os álbuns Wish You Were Here (1975) e Animals (1977). É a fase, ainda, dos seus monumentais e espectaculares concertos.
Conquanto Waters tenha declarado a extinção do grupo em 1985, numa altura de desentendimento entre ele e os restantes membros, a verdade é, que ultrapassada essa dificuldade, no Verão de 2005, a formação clássica da banda apresentou-se, em Londres, perante a sua maior plateia de sempre.
Mas esse, que era o seu primeiro concerto dos últimos 24 anos, seria, também, por certo, o derradeiro: três anos depois morria o teclista Richard (Rick) Wright (1943-2008), tornando impossível o retorno dos Pink Floyd.

Toma-se assim, agora, fôlego para apresentar brevemente, em pequenas “sessões”, a que talvez tenha sido a obra prima dos Pink Floyd. Ou pelo menos a mais divulgada, como acima se deixa dito.
Bom, mas por hoje, aqui fica The Wall.

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

SR SOISA

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um "compadre"

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É de todos sobejamente conhecida a notícia da pobreza da nossa condição de vida nos anos do salazarismo. Sobretudo no Nordeste trasmontano e na planície alentejana. E em particular até bem entrados os anos sessenta.
Um outro dado conhecido era a alergia (o medo, claro) que o governo tinha aos sindicatos livres e a quaisquer associações de iniciativa privada.

E a propósito conta-se que, em 1934, os agricultores alentejanos se debatiam com uma enorme falta de adubos para a sua actividade. Ora, na sequência de tal crise, o presidente da Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos do Norte, Centro e Sul do Alentejo (as agremiações corporativas, estatais, sim, essas eram consentidas e controladas), que se denominava a si mesmo como, Dom Tancredo, o Lavrador, decidiu enviar auma exposição, em verso, ao Ministro da Agricultura de Salazar, à época, Leovivildo Queimado de Sousa.
Eis o texto da exposição ao tal ministro Sr Soisa:

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

INTERVALO

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Acho magnífica esta "animação" dum jogo de xadrez.

Depois, repare-se no dramático e pungente desfecho do imaginário "duelo"...

Soberbo, na verdade.

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video

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domingo, 13 de setembro de 2009

PONTOS NOS ii

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o "desempate técnico", na pena de Henrique
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É geral a convicção de que o confronto de ontem entre os actuais gurus da política indígena resultou num empate.

Paradigmática do equilíbrio é a opinião do director-adjunto do Público, Manuel Carvalho: “equivalentes na repetição de argumentos, um e outro tentaram a vitória nos incidentes, nas armadilhas, no imprevisto. Sócrates ganhou à tangente.” Mas, segundo ele, também a líder social-democrata se manteve fiel ao seu discurso, mostrando, apenas, de novo, um certo agastamento irritadiço. Teve, no entanto, momentos mais convincentes que o seu opositor. Rematando, conclui MC: “Sócrates não arrasou e mostrou-se com um sorriso de menino de coro. MFL resistiu e mostrou coerência e fibra. Só não foi um bom debate para os que estavam à espera de sangue”.

Um dos exageros de Sócrates foi o de “prometer” um ministério todo renovado, como se depreendeu das suas palavras, para a hipótese de sair vencedor destas legislativas. O que me soou a puro exagero e a mais que improvável concretização, na mesma hipótese de sair vencedor.
Mas claro que hoje já se desdisse. Como era mais que esperado.

Quanto ao confronto, em geral, também acho que, se ambos se merecem, igualmente estiveram bem um para o outro.
Se não é sensato avançar com a promessa de mundos e fundos, também não vale sustentar que, “prognósticos, só depois do jogo”.

Claro que temos sempre opiniões mais radicais e mais cegas da parte dos habituais conservadores mais míopes, quais Joaquim Aguiar (RTP2) e Vasco Pulido Valente (Público).

Mas há que lhes dar o desconto, coitados, e não esperar por milagres nem melhorias por essas bandas.
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(créditos: HENRICARTOON)
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

AS MÚLTIPAS MÁSCARAS DA VERDADE

imagem de Adriano Miranda


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Parece que ainda temos alguns portugueses na selecção nacional.
Nos clubes, rareiam. Mas, e na Selecção? Menos, mas já vão faltando.

A propósito: a verdade do desporto rei (rei ou príncipe ou de mais modesta aristocracia, como o basket o hóquei, ou outras modalidades menos concorridas de público) pode configurar-se, dum dia para o seguinte, com a esta virtualidade indiscutível, convertida em realidade incontornável: um país rico adopta, atribuindo-lhe dupla nacionalidade (a sua a somar à de origem do visado), um atleta de primeiríssima água. Melhor: não uma, mas tantas estrelas quantas as que completam uma determinada selecção. Pagando, naturalmente, esse “serviço” para além dos valores que normalmente se prendem com a actividade desportiva do adoptado, de acordo com a sua craveira e com os resultados conseguidos (necessariamente os melhores).

Haverá alguma dúvida de que esse país se candidata séria, decidida e decisivamente a um dos lugares do podium? Só por mero azar outro que não o que é premiado com o ouro?…

A venalidade, no mundo em que vivemos, é a mãe de todas as virtudes que a generalidade dos mortais aprecia.

Somada a outras práticas que têm de comum a mesma maternidade, aí temos em acção uma fabulosa fábrica de fazer dinheiro, único parâmetro aceite por aqueles mesmos mortais para medir qualquer valor.

Até quando?

O tempo dos nossos ingénuos antepassados, quando o amor à camisola as encharcava, nas competições, com um denodo que não tinha preço… Ora, esse tempo já há muito que lá vai!
Hoje, a sua memória não merece mais que um sorriso de complacente comiseração (e censura) da maioria das novas gerações…

Sim, até quando?

De mais a mais, e por outro lado, estamos no tempo do capitalismo selvagem: ora se neste o capital não tem pátria, porque a hão-de ter as selecções, ao seu serviço?

Entendido.
Mas insisto: até quando?


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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

«MANUELA MOURA PELES»


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Tal como o meu amigo R Lucas, no Pédecabra, também eu utilizo o título da crónica de Sérgio Ferreira Borges (SFB), neste Domingo, no Diário de Coimbra, para falar da mesma botóxica criatura, dos seus dislates, das suas repetidas intervenções ao arrepio da deontologia da sua profissão, no tão badalado (pelos piores motivos) JN6 do 4º canal.

SFB regressava de férias, e, como comentei acolá, elas fizeram-lhe bem: “suspendeu a tripa-forra para voltar à boca pequena! Não está mal visto. (Por falar nisso, os hipopótamos que se cuidem...)” – recomendava no meu comentário, para continuar: “como só vi (instantemente chamado) uma parte (apreciável) do festival Marinho Pinto (embora suficiente para congeminar uma apreciação do avacalhamento de tal "série") não estou em condições de mandar mais palpites...Ah! Mas ao SFB desejo-lhe um óptimo regresso. E que não lhe doa o verbo!”

Não é caso, este, de chorar sobre o “leite derramado”, pois era azedo e fétido.
E “lágrimas de crocodilo” também já as vimos até de mais, nestes últimos dias.

Ao cabo e ao resto, se o Governo mandou calar a criatura (conquanto em momento menos embaraçoso) o que aconteceu, como ponderava Rui Tavares, hoje, sobre a matéria, é o karma do mandante e da visada.

Talvez seja mais higiénico não falar mais nisso.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A BOMBA!

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A bomba explodiu!
CN chegou ontem, um tanto baforado, à "tertúlia": "estou indignado" - e contou o que se acabava de passar na TVI, à MMG.
Fiquei incrédulo. Parado. Vogando entre o espantado e o revoltado...
Não, era mau de mais para ser verdade: ou o sujeito é um tremendíssimo burro (o que está longe de ser provado) ou endoidou e quer perder as eleições - coisa em que ninguém consegue acreditar.
Nah! Claro que deve ser outro o objecto da nossa indignação. Embora o caso envolva complicada teia.
Atentos!
A atenção nunca será de mais!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A PARANÓICA GRIPE DAS NÃO SEI QUANTAS...

Atente-se neste vídeo que recebi por mail...

São quase dez minutos, mas confirma-se que tudo não passa, essencialmente, de um grande negócio de laboratórios. Antes de mais e sobretudo, isso.
Só que o medo e a publicidade alarmista não dão sossego às populações...

Confirma-se que o grande patrão da indústria farmacêutica que beneficia do medo espalhado sobre a doença, é o ex-secretário de Bush, essa sinistra criatura chamada Donald Rumsfeld...
Para não falarmos, já, da hipótese insistentemente aventada acerca do fabrico laboratorial do vírus de tais epidemias...!!!

Muitos criminosos andam à solta e gozam de um "respeito" estranho e de uma impunidade revoltante...

Até quando?

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

AFINAL…

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… eu não tinha intenção!... vá lá, desculpem qualquer coisinha…

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Foi preciso chegar quase ao fim do mandato e terem ocorrido as “europeias” para o José perceber que não andou bem!
Agora parece um náufrago, reconhecendo ter errado aqui e acolá; acolá e aqui; aqui e ali; ali e acolá… E prometendo, desesperado, alterar o seu comportamento, a sua análise e as suas medidas SE FOR REELEITO…
O primeiro-ministro dá uma má imagem de si próprio, com esta sua ansiedade, pois reconhece que os cidadãos tiveram razão nos seus protestos.
Hoje foi a vez de dar a mão à palmatória aos professores.

Não saberá Sócrates que o seu acinte e a sua arrogância cavaram fossos intransponíveis?
Não estará ele convencido que a memória do povo é mais curta do que tantas vezes acontece?

Não apenas Sócrates, mas muitos políticos nunca reflectiram, ponderadamente, sobre a relevância da política e dos seus actos.

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PREMONIÇÃO?

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Tem razão, mestre: que imagem premonitória Manuela dá da sua campanha!
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(Bartoon, de Luís Afonso, Público TR 01.09.2009)
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INTERVALO

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É espectacular a criatividade de certos anúncios – aqueles de nota 20, de que todos gostamos.
Bom, e então quando à arte se associa a tecnologia!


Magnífico, este vídeo publicitário do voo suicida da vespa…

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video

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