quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ E PRÓSPERO ANO DE 2009?!

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Feliz Ano Novo!
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Desculpem, mas não resisto à comparança: imagine um país ou uma zona, onde as minas são de metro a metro, onde o troar dos canhões seja o efeito sonoro mais audível, onde o medo e a apreensão sejam os sentimentos mais comuns, onde a imagem da destruição seja a mais visível, onde paz é a palavra mais remota e necessidade, desconforto e insegurança as mais próximas… E imagine-se que desejamos a uma pessoa que tem de ir para esse “paraíso” ou que por lá tem de passar… boa viagem!
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Claro que lhe desejaremos, sim, é a melhor sorte possível para vencer todas essas dificuldades.
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Ano próspero?
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Bom… ano próspero creio que só poderá ser garantido com a aquisição de um montão de acções numa daquelas instituições financeiras que nos retribuem, rapidamente e em dobro ou triplo, aquilo que aí investimos, com a garantia de que a seguir se apresentem à falência, o que, como o Estado não permite que aconteça, garante os ganhos usufruídos e a restituição do capital investido…
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Bom, isso não será para todos. Aos meus amigos… acho que para nenhum.
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Que esses, então, consigam sobreviver a esse malfadado 2009 o melhor que for possível…
Se ele não puder deixar saudades, que ao menos não nos leve a esperança e nos deixe em paz e com saúde.

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domingo, 28 de dezembro de 2008

COITADO! A INTENÇÃO ERA A MELHOR!



Vai-se a ver e afinal o homem não fazia mais que seguir o que se supunha ser um bom exemplo!

Coitado!

Claro que tem de merecer o perdão de todos... A intenção era a melhor... O diabo é que as coisas correram mal!

Teve foi azar, coitado do Madoff!
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(Está espectacular! Gary Marvel no seu melhor!)

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

FESTAS FELIZES?




“Festas felizes” - é cada vez mais redondo e inexpressivo o verbo.
Simulam-se, talvez, festas. Mesmo assim, cada vez menos.
Mas felizes? Como?
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O tráfego louco na cidade, nos dias que antecedem o Natal, é um exercício masoquista de fuga para a frente, na tentativa de chegar às catedrais do consumo. As mega-superfícies estão a abarrotar de gente ansiosa que não atina com aquilo que se pode comprar com os magros euros que restam da insaciável gula do fisco, ou que sobram das já de si magras pensões ou mensalidades, numa tentativa de manter uma tradição: os presentes natalícios.
Mas ao cabo e ao resto, a incerteza do amanhã é o centro das suas preocupações e o tema inevitável das conversas.

Não dá, realmente, para esconder os efeitos do arsenal da crise. De inevitável recorrência, o desmontar da teia complicada com que madoffs, rendeiros, costas e outros figurões de que se não pronunciou ainda o nome, vão lançando o pavor sobre pequenos aforristas que não sabem se terão, ao menos, as suas economias garantidas por valor igual ao da aplicação que lhes cofiaram...
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Como, “festas felizes”?
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Depois…
Depois, a muitos o que nos assalta é uma enorme (tantas vezes indisfarçável) nostalgia. (Talvez acentuada pela ansiedade e a incerteza).

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Não do tempo em que, muito crianças, quase nem dormíamos na noite de Natal para irmos, bem de manhãzinha, espreitar o que o Menino Jesus tinha deixado no sapato. Mas do tempo em que para o Natal – espaço íntimo de manifestação de amor, amizade e de sensível solidariedade – havia mais tempo (refiro sobretudo um tempo psicológico) e outra disponibilidade para o preparar e viver.
Depois… Há a saudade dos que se foram finando pelo caminho.
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Então, o Natal era um espaço, nomeadamente de tempo, suficientemente adequado para unir famílias e amigos.
Hoje… um hiato, representado pela entrega apressada dum presente.
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“Festas felizes” num instante?!
Para gáudio, apenas, do comerciante?

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

«DILEMAS DA ESQUERDA PORTUGUESA»


Rui Namorado é um democrata de todos os costados.
Um pensador respeitabilíssimo.

O seu blogue
O Grande Zoo é, sem dúvida e sem favor, um dos que bem merece constar dos favoritos de qualquer intelectual, mormente se se tratar de um democrata de esquerda.

A sua reflexão, que hoje trago à nossa ponderação, é um pouco longa, mas espero bem que não faça esmorecer a atenção dos que a quiserem seguir.
Trata-se dos
DILEMAS DA ESQUERDA PORTUGUESA

O poder de síntese, por vezes, não é tão fácil, assim, de conseguir.
Porque eu não acho que RN seja prolixo. O que acontece é que ele aprofunda e elabora muito o seu pensamento.

Aí fica, pois, hoje, esta tão actual reflexão de Rui Namorado.


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

PERPLEXIDADE

imagem que acompanha o texto seguinte






«O Papa Bento XVI indicou hoje que salvar a humanidade de comportamentos homossexuais ou transexuais é tão importante como salvar as florestas tropicais da destruição (…) disse o Sumo Pontífice num discurso perante a Cúria Romana, a administração central do Vaticano» - conforme foi divulgado pelas Agências, e se pode ler no Público online de hoje.

Quando será que a Igreja – forma costumeira de designar a igreja católica, em países como o nosso – acorda da sua longa e profunda letargia e tem um discurso do nosso tempo para os homens que vivem o século presente?

Talvez seja de justiça estabelecer uma distinção: falo da igreja instituição/hierarquia…

É difícil fazer um comentário sereno. Sereno e sério. Sereno, sério e respeitoso.
A perplexidade é tão grande que o verbo se torna escasso.


Imagino o embaraço de muitos católicos.


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sábado, 20 de dezembro de 2008

O SHOW DA NATUREZA

A natureza é uma fonte inesgotável de ensinamentos de vária ordem, é riquíssima nos seus mistérios e é feérica nas suas manifestações. Até quando se ensandece ela assume aspectos de soberba, e por vezes estrondosa, espectacularidade.

Os seus três reinos são motivo, quantas vezes, da nossa extasiante contemplação quer pela infinita variedade suas cores, seja pela das suas formas.

Fixemos, hoje, a nossa atenção no reino animal, tão pródigo em espécies que desenvolvem deslumbrantes rituais, sobretudo precedendo o respectivo acasalamento.
Como é agora o caso das duas moreias deste vídeo que mais parecem desenrolar jogos recreativos mas que prosseguem aqueles espectaculares rituais…

Fantástico e maravilhoso.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SANTANA LOPES DE REGRESSO?

O PSD, ao que se presume, abandonou, de vez, a tentativa de recuperar a sua triste e debilitada imagem e de regresso à ribalta dos partidos com alguma expressão.
Destruído pelos jogos baixos que o têm minado na sua imagem de grande partido, confrontado por clivagens sucessivas entre uma certa “aristocracia” e um “gaio” populismo, corroído, minimizado e desacreditado por políticas de “capelas” dos mais diversos matizes, chegada a altura das opções de escolha de elementos para representarem a agremiação em eleições locais, como é agora o caso, já só encontra figuras pouco dignificantes do partido, o seu refugo pouco abonatório. Para lugar de responsabilidade e da maior projecção da sua real imagem, o PSD (ou, como outros preferem o PPD) escolhe um dos seus piores elementos. Cansado de “andar por aí” e ainda não refeito dos traumas que o fizeram refugiar-se na incubadora, eis que o “lobby” do “menino guerreiro” de triste memória consegue fazer impor o seu chefe de fila, o líder da equipa santanete que congrega o que se supõe ter sido a fina flor daquilo a que Vicente Jorge Silva tão expressivamente designou, já lá vão alguns anos, de “geração rasca”…

E note-se que a candidatura do imaturo SL teve o beneplácito da cúpula do partido!

É um daqueles casos em que dúvidas nos restam sobre se o que dirigentes desse partido pretendem não será mesmo verem-se livres de empecilhos e de incomodativas figuras “chutando-os” para cima…

Santana Lopes e a insensata “turma” dos seus fãs garantem que o “menino guerreiro” está pronto a conquistar a Câmara de Lisboa.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

EMÉRITOS BENFEITORES DA HUMANIDADE

Muito se tem dito e escrito sobre a matéria da crise financeira que se abateu sobre as mais florescentes economias e que afinal se constatou serem "economias de casino", eivadas de "produtos tóxicos".
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Os
experts na matéria não se têm poupado a esforços para atenuarem os efeitos do alvoroço que o assunto provoca…
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Outros comentadores – mormente na blogosfera – apresentam versões ou excessivamente catastrofistas ou menos espalhafatosas, conquanto mais mordazes…
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Mas que o assunto é sério e que é com inteira razão que alguns comentadores falam nos mil e um cuidados com que o poder acautela as consequências dos desastres dos grandes gestores e dos mais destacados financeiros, aplicando receitas de tratamento e restabelecimento dos seus sobressaltos e das sua ruinosas gestões à custa dos contribuintes, vários especialistas o têm admitido.
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Não se trata de um especialista, mas ainda hoje Mário Soares, que, por vezes, tão compreensivo se mostrou com tão eméritos benfeitores da humanidade, veio hoje a terreiro defender a justeza da indignação dos atónitos cidadãos, na sequência de tão grave e criminosa actuação de tais gestores sem escrúpulos, com um artigo no DN -
A CRISE E OS MILHÕES – que rezava: «A crise aprofunda-se e generaliza-se. Os Estados desviam milhões, que vêm directamente dos bolsos dos contribuintes, para evitar as falências de bancos mal geridos ou que se meteram em escandalosas negociatas. Será necessário. Mas o povo pergunta: e as roubalheiras, ficam impunes? E o sistema que as permitiu - os paraísos fiscais -, os chorudos vencimentos (multimilionários) de gestores incompetentes e pouco sérios, ficam na mesma? E os auditores que fecharam os olhos - ou não os abriram suficientemente - e os dirigentes políticos que se acomodaram ao sistema, não agiram e nem sequer alertaram, continuam nos mesmos lugares cimeiros, limitando-se a pedir, agora, mais intervenções do Estado, com a mesma desfaçatez com que antes reclamavam "menos Estado" e mais e mais privatizações?Pedem-se e pediram-se sacrifícios para cumprir as metas do défice, impostas por Bruxelas. Mas, ao mesmo tempo, os multimilionários engordaram - os mesmos que agora emagreceram na roleta russa das economias de casino - e os responsáveis políticos (os mesmos, por quase toda a Europa) não pensam em mudar o paradigma ou não anunciam essa intenção e não explicam sequer aos eleitores comuns, os eternos sacrificados, como vão gastar o dinheiro que utilizam para salvar os bancos e as grandes empresas da falência, aparentemente deixando tudo na mesma? E querem depois o voto desses mesmos eleitores, sem os informar seriamente nem esclarecer? É demais!»
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Dos tais outros opinantes, veja-se este exemplo, brasileiro, que hoje recebi por mail.
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Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.
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«Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?

É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.

Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens.

No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.

Resolver, capicce?
Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bilhões nos EUA, 1.5 trilhões na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.

Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo.. .»


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Enquanto à cabeceira de tais enfermos se sentar vigilante, preocupado e pronto a reanimá-los, o Estado... Sem curar de saber da responsabilidade dos mesmos na etiologia da doença e nas suas consequências epidémicas... Nada feito.


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HUMOR BRITÂNICO

Letter to the Bank

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Dear Sirs,

in view of current developments in the banking market, if one of my checks is returned marked "insufficient funds", does that refer to me or to you?

Sincerely Yours,

John Smith-Jones...
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(o humor britânico e o sinal dos tempos, recebido hoje por mail de um amigo).

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(postado, também, no Marmita filosófica...)

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

INTERLÚDIO

Duas vozes extraordinárias juntaram-se em 1996 para o desempenho dum retumbante sucesso de vendas e audições, dominando o top ten dos mais aplaudidos cd’s durante mais de seis meses em todo o mundo: o tenor italiano Andrea Bocelli (1958) e a soprano britânica Sarah Brightman (1960), na interpretação de
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Time To Say Goodbye
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domingo, 14 de dezembro de 2008

UM PAÍS DE BALDAS



1. A história dos deputados da balda fez correr muitos bytes e ainda causa alguma estranheza em pessoas pouco informadas acerca da verdadeira natureza de certos deputados, sobretudo de partidos da direita.

(Se arrisco a afirmá-lo é porque é um facto comprovado suficientemente)

Luís Afonso deu até uma ajudinha na sua habitual rubrica semanal em matéria de opinião no Público, “Preto, branco… e também cinzento”.

2. O governo de Sócrates não foi ainda objecto de extra-manifestações como as que decorrem desde há dias na Grécia. Mas já fez mover manifestantes em números muito expressivos.

Que uma certa esquerda do PS se conforme com a situação


(veja-se o apelo recente de Mário Soares…)
não causa grande espanto.
(… Mário Soares que há algum tempo reconheceu
que já seria altura de o actual líder do partido e do governo
se tornasse um bocadinho democrata… Lembram-se?)
(O Dr Soares terá fraca memória, mas eu não,
eu não tenho assim muito má memória…)
Mas o silêncio de outros membros do mesmo partido sugere-me condescendência. Anuência, claro, segundo o ditado. Talvez alguma expectativa! E esperança!
(Será? Mas como? Por quanto tempo? Até quando?)

Ouviu-se uma Ana Benavente – que não é, exactamente, uma figura de proa do partido…
Ouviu-se, mal, um Manuel Alegre, pouco actuante, um tanto confuso, pouco convincente…
Ouviu-se, de raspão, e sem qualquer ressonância um João Cravinho…
Mas onde param um Jorge Sampaio, uma Ana Gomes, um Ferro Rodrigues, um Vera Jardim…
(Ana Gomes até se ouve com certa frequência…
Mas sobre assuntos dos seus pelouros de deputada
- premiada e reputadamente “activa” -
do Parlamento Europeu…
Mas quanto aos assuntos “domésticos”… Aos costumes…)

3. O congresso das esquerdas será capaz de concitar alguma unidade que com uma actuação consequente produza um desejável efeito mobilizador de vontades e de políticas realmente de esquerda?

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DAVID REGRESSOU A ITÁLIA

David, de Miguel Ângelo, fez um tour pelos Estados Unidos, durante dois anos.


David, à partida para o tour







David no regresso à Itália



Viagem realizada com o alto patrocínio de:






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sábado, 13 de dezembro de 2008

QUESTÕES DE SEMÂNTICA. APENAS

Na praia, como em quase toda a parte, existem zonas boas e zonas más.
Existem zonas mais convidativas e agradáveis que outras.
Aquela, por exemplo, de altas e difíceis escarpas, de rochas e incomodativos calhaus e com menos interessantes veraneantes no horizonte visual... E então com aquele monstrozinho de fato de banho quase a rebentar por todas as costuras, com badanas, pendurezas e outras excrescências querendo soltar-se à menor abertura que se lhes ofereça!
Aqui está o que pode chamar-se uma zona má.
Ou seja, uma mazona.

Bem ao invés, e logo ali quase junto, deparamos com uma outra zona, mas esta agradável, com areal de fina areia, bem frequentado, com paisagem muito agradável à vista onde o Sol ajuda a aquecer e bronzear os corpos, já que os ânimos estão serenos e em cálida temperatura, com tão reconfortante visão.
E é assim que, ao lado daquela louraça de biquini, somos surpreendidos com a presença, na mesma zona, de uma morena senquini, esbelta e com temperos tais que nem de Sol precisa para melhor se bronzembelezar.

É o que se pode chamar de uma boazona.


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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O BOM SAMARITANO

Os políticos (a rafeirada da classe, óbvio) e os homens de negócios (os trogloditas do grémio, evidente) são hoje, e cada vez mais que nunca, afoitos e destemidos.
E por uma simplicíssima razão: geralmente o crime (onde, por norma, a sua actividade desemboca) compensa.
Esses políticos e tais empresários formam, geralmente com o mundo da “bola”, as mais promíscuas associações.

O caso recente de Oliveira e Costa ter sido preso, não vai passar de um arremedo de justiça… Não tarda nada que a criatura se ponha a salvo e esteja em Londres, ou no Bahrein, gozando dos seus suados rendimentos.
Ou então o processo começa o seu curso, mas, mais uma vez, a culpa vem a morrer solteira.

Claro que nestas coisas há sempre, entre a turba de tais acelerados empreendedores, algumas vítimas inocentes.

É, dizem por aí, o caso de Dias Loureiro. Desde o seu “grito de ipiranga”, lá pelo Verão de 1987 (“pai… Sou ministro!” – imediatamente celebrado no estabelecimento do progenitor pelos circunstantes com um copo três de tintol, acabadinho de sair da pipa, ali à mão, e logo escorropichado dum trago), desde esses idos que a vida lhe corre bem: de ministro a gestor de empresas foi um instantinho. De gestor de empresas de outrem a administrador dos seus negócios… foi um pulo. E desde então tem sido um multiplicar de empresas e de actividades, e de negócios desde o Porto Rico à Falagueira, desde a parceria do amigo libanês Abdul El-Assir à do amigo marroquino ou da Buraca…

Mas sempre dentro do máximo rigor de lisura e seriedade, insistem em segredar-me.
Aliás, nem admira: quem se acolhe, assim, a um peito e um ombro amigo, só merece a melhor consideração e as melhores referências…
É ou não é?



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Uma sombra assim amiga… só mesmo a inocência a merece!
Depois… A candura do seu fácies.

Vá! Deixem o senhor sossegado!

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

MANOEL DE OLIVEIRA



Manoel de Oliveira responde a Antonio Tabucchi (03.07.2008)

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JRC, no seu blogue PONTEIROS PARADOS, deixou um interessante apontamento sobre Manoel de Oliveira.

Deixei ali um comentário a propósito, que me apresso a transcrever para estas páginas, antes que a festa do centenário do “mestre cineasta” (as palavras são dos entendidos) termine, com a chegada da meia-noite e a entrada do Manoel no seu segundo século de existência.

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«Ponteiros parados.

Não, não é o relógio de Manoel : desse ainda não pararam os ponteiros.
O relógio de Manoel é, por certo, atendendo à sua vetustez, um relógio de corda. Corda essa, do relógio de Manoel, que não deslassa.

Manoel esquece, não os seus, mas os ponteiros do relógio dos seus filmes... Como se foram parados!
Aí, o tempo desliza mais mansamente, num movimento de contemplação de imagens múltiplas e belas, de sentimentos diversos de remansosa suavidade. Num vagaroso andamento de delirante sublinhado de uma paisagem, dum olhar, dum regato e dos seixos da sua margem, duma silhueta. No curso de memória reflexiva de memórias outras, tantas, evanescentes, umas, quantas de eterna recorrência do pulsar de uma vida, da fugacidade de um olhar, da doce dormência de duas bocas que se colam, selando juras inesquecíveis.

Como se foram parados, os ponteiros?
Parados, mesmo, nessa ilusória evasão do tempo.

Ponteiros parados!»


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Parabéns, Manoel!

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SABEDORIA POPULAR

Olhos que não vêem, coração que não sente.

Força de expressão?

De novo o pomo da questão está no órgão vital. A vista pode não abarcar o “objecto”, mas nem será por isso que o coração deixará de o sentir. Ou então foi este que “deixou cair” o que a visão consequentemente (ou previamente) deixou de captar. Por motivos "maiores".

Da
força de um à expressão da outra.


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UMA PASSAGEM DE «SILENT WOODS» DE DVORÁK


Yo Yo Ma (n. 1955) é um músico norte-americano, nascido na França, mas de origem chinesa, que é considerado, pelos entendidos, um dos mais exímios executores de violoncelo da actualidade.

Temos aqui Yo Yo Ma a interpretar uma peça de carácter lírico de Dvorák que recebeu em inglês o nome de
Silent Woods.
O autor da conhecidíssima
Sinfonia do Novo Mundo, que nasceu (1841) e morreu (1904) no Império Austríaco, em território hoje da República Checa (aliás foi em Praga que se deu o seu passamento), compôs primeiramente esta peça (Op 68) para piano a quatro mãos (B 133), em 1883, depois transcreveu-a para violoncelo e piano (B 173), em 1891, finalmente para violoncelo e orquestra (sempre a mesma Op 68, mas agora classificada B 182), em 1893.
Como logo se deixa ver, é sobre este último arranjo (sobre um dos seus andamentos) que versa a apresentação deste pequeno vídeo de Yo Yo Ma, sob a direcção de Seiji Ozawa.



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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

INTERLÚDIO


Espectacular a performance dos dois ginastas deste pequeno vídeo, numa manifestação de incrível força, destreza e rigor, num síncrono e pausado movimento do corpo em máxima tensão, quais atletas greco-romanos balanceados numa simétrica e equilibrada harmonia que atinge o seu ápice em números de rara e espantosa arte e beleza, muito próximos da magia.

Soberba esta actuação do “Cirque du Soleil”, companhia circense canadiana, de Montreal, fundada em 1984.

É a expressão corporal num dos seus zénites.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

MICROFONE INDISCRETO

- Sra Ministra, estamos, na realidade, num momento difícil para implementar o que o superior interesse do país nos exige em matéria de educação: pôr nos eixos esses corrécios dos professores.
São eles que atrapalham o nosso objectivo de atingir níveis nunca antes vistos nem igualáveis, intra e extra muros, em matéria de resultados no ensino oficial, como, de resto, as estatísticas oficiais documentam.
- Mas, ó Walter! Serão os professores, mesmo, mesmo, prescindíveis como afirma esse lince do nosso Pedreira?
- Prescindíveis, absolutamente prescindíveis... – convenhamos, Sra Ministra – não direi tanto. Ah! Mas são um elemento pouco importante.

- Mas sabe, Walter, alguém me fez suspeitar que eles tenham alguma influência no nosso projecto... E, mais, suponho – como me sugeriram – que terão algum peso na sua concretização...
- O quê, Sra Ministra?! Como? A greve? Oh, mas isso é coisa que cai com facilidade no esquecimento...

- Acha, Walter? Constou-me (não pelo Pedreira nem pelos nossos informadores habituais) que os media internacionais (e os nacionais de maior referência) apontaram para valores muito próximos da unanimidade, da totalidade dos docentes... E isso não é relevante, Walter?
- Claro, Sra Ministra, que não foram os 7 ou 8% com que o Pedreira sonhou e diz ter conseguido apurar com a melhor vontade, muito a custo e muito por cima!
- Não pense, Walter, que ele é um visionário, um sonâmbulo! Ele é, sim, um muito fiel colaborador. E pessoa muito sagaz...

- Mais fiel que inteligente, se me permite a opinião!
- Walter!

- !!!
- Não subestime tão devotado colaborador, Walter...
- Irei pesar os seus “skills cognitivos” e detectar a eventual “diferencialidade” que possa manifestar relativamente ao mais comum dos “básicos” docentes...
- Deixe-se, Walter, da sua propedêutica e rasteira (essa do “básico”!...) análise às qualidades pedagógicas do meu fiel colaborador, e prossiga. Falávamos dos conturbados tempos que não nos deixam trabalhar com o rigor e afinco nos nossos objectivos... Da indómita e perversa atitude dos professores...
- Pois é, Sra Ministra: e a avaliação?
Sim, se dermos crédito a essas insinuações dos media nacionais, infelizmente corroboradas pelos internacionais, as coisas não vão de feição... Prescindíveis que sejam, em larga medida, os docentes, sem eles será ligeiramente mais difícil...

- ... Atingirmos a nossa meta! Ligeiramente, concordo.
Bem, mas meu bom e fiel Walter (e valoroso, não esqueço), não será para já que a nossa inspirada e justérrima avaliação cederá a uma outra com o mínimo
placet desses soberbos perturbadores dos nossos intentos!

- Mas... Como diz? Está no horizonte da Sra Ministra claudicar?
- Calma, meu inefável Walter, não me conhece. Antes: não nos conhece, a mim e ao líder do nosso governo. Poderá estar no nosso horizonte prometer a sua alteração. Prometer, meu inteligente amigo. Prometer para um futuro que talvez nos não pertença, já...
- E se pertencer, grande educadora?
- Nessa eventualidade, pura e simplesmente esquecemos o prometido.

- Mas, e no imediato, acha a Sra Ministra que o numeroso adversário cederá com apenas uma promessa?
- Ensina a experiência, meu caro colaborador, que, nestes reinos, na generalidade dos casos, prometer serena os ânimos e sossega as hostes inimigas. Logo se verá!


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sábado, 6 de dezembro de 2008

INÉDITOS: MARGINÁLIAS PESSOANAS




O jovem colombiano Jerónimo Pizarro de 31 anos, expert em matéria pessoana, investigador visitante do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa e coordenador de uma equipa que se dedica, sempre na mira da sua completude, ao estudo do insigne bardo, deixa-nos, no penúltimo número do JL 19NOV/02DEZ), alguns inéditos de Fernando Pessoa (que assim assinava mais frequentemente do que Pessôa, ortografia então igualmente correcta).


Esses inéditos são anotações do poeta nos seus livros e que ora consistem em comentários, ora em sublinhados, ou em versos, por vezes. Impressões, em suma, nas margens ou na contracapa dos livros que formavam a sua biblioteca. Fragmentos, afinal, ou marginálias, digitalizados (muitos milhares de imagens) pelo jovem investigador.
“É possível reconstituir uma espécie de bibliografia intelectual de Pessoa, lendo a as suas leituras, com todas as marcas que deixou durante anos e anos” – explica Jerónimo Pizarro na entrevista concedida ao JL (cit número) e conduzida por Francisca Cunha Rêgo.

Recorda Raquel Nobre Guerra – uma das colaboradoras da equipa coordenada por Jerónimo Pizarro e por Patrício Ferrari – que
“Pessoa escrevia nas margens dos livros, nos espaços em branco e onde houvesse espaço para reter o ápice do seu pensamento. As marginalia coexistem com a sua obra numa autonomia que deve ser lida numa mesma linha hermenêutica do seu corpus poético”.

Das muitas marginálias (a equipa prefere usar o equivalente marginalia, sem dúvida mais erudito – do latim «marginalia») que já foram coligidas e digitalizadas, deixo aqui apenas algumas das que foram publicadas no mencionado número do Jornal de Letras, Artes e Ideias, integrando o tema desta edição com oito páginas sobre Fernando Pessoa, e que, para além dos referidos Inéditos, deixa entrevistas com destacados pessoanos, e ainda “um texto revelador, sob a forma de irónico diálogo entre Pessoa e o seu heterónimo Álvaro de Campos”, da autoria de uma das mais destacadas pessoanas, Teresa Rita Lopes. Tudo isto no ano em que se assinalam os 120 do nascimento do poeta, a dias do colóquio internacional sobre a sua vida e obra, que decorreu de 25 a 28 do mês passado, e, igualmente, a poucos dias em que se comemoraram os 73 anos do seu passamento, no derradeiro dia do mesmo mês.

Deixo os inéditos com a grafia do autor e (para não alongar excessivamente esta abordagem) sem os comentários que os acompanham pelos diversos elementos da equipa multinacional e multidisciplinar coordenada por aqueles dois investigadores, salvo alguma excepção.

Excepção que, desde logo, é aberta na primeira anotação que transcrevo, e exactamente do co-coordenador da equipa:

“Epitaph on a Portuguese
.
monarchical politician
.
..
Here lies a public man of
.
estimation
.
Who governed when his
.
country _____ grown
.
He made his own the
.
sermons of the nation
.
And made the nation’s
.
treasury his own
.
12/6/08” (1908, claro)
.

Na verdade, Patrício Ferrari assinala a presença do epitáfio no livro
The Poetical Works of Thomas Chatterton, de 1886, escrito a lápis na contracapa, tratando-se de “uma forma poetica praticada por Search” (como se sabe um dos seus pré-heterónimos – tal como Charles Robert Anon, “a quem Pessoa atribui uma série de ensaios críticos”).

Pessoa deixou outra anotação no livro de John M Robertson,
Modern Humanist, de 1908:
“Somos um intervallo
.
entre dois intervallos – a
.
vida (espaço entre a
.
nascença e a morte) e o
.
tempo (espaço entre
.
a eternidade e o
.
ephemero).
.
Nós somos uma faúlha que
.
se apaga num vento que
.
passa / sem que possamos
.
dizer que o sentimos
.
passar/”.
.

Outra interessante anotação foi a que o poeta deixou em John M Robertson,
Browning and Tennyson as Teachers. Two Studies, de 1903:
“A poesia é o rhythmo
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verbal formalmente bello”.
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Em A. N. Whitehead,
An Introduction to Mathematics deixou este comentário:
“A arte clássica é um caso
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particular da arte, como o
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circulo é um caso
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particular da ellipse”.
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Já em Thomas Carlyle,
Sartor Resartus; On Heroes, Hero-Worship and the Heroic in History; Past and Present, de 1903, anotou:
“Tell me what thou belivest
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and I shall tell thee what
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thou art” (onde, como se sabe, thee é um arcaísmo poético equivalente ao português te, ti; e thou art equivale a you are).
O comentário a esta anotação é do próprio Pizarro que contrapôs o “Of a man or of a nation we inquire, therefore, first of all, What religion they had” de Carlyle com aquele “tell me what thou belivest… thou art” anotado por Pessoa no seu exemplar do mesmo autor. Como se vê (é Pizarro que fala) não se pode ler Carlyle como se lê Carlyle anotado por Pessoa. Daí que Pizarro conclua: “as anotações” fernandinas “criam um novo leitor e afinam a sua sensibilidade”.

Pessoa deixa ainda a marca do seu “repúdio sistemático de todas as formas de dogmatismo” na seguinte nota a lápis, qual “confirmação aforística”, em
Short History of Freethought, vol II, de John M Robertson, 1915:
“Qualquer crença conduz à
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intolerancia. Só pode ser
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tolerante o pseudo-crente,
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ou o agnostico”.
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Por último, mas da minha selecção dos que o referido número do JL deu à estampa, a págs 16 e 17, veja-se este poemado apontamento de FP, aparentemente incompleto, no livro de W. Bell, Palgrave’s
Golden Tresury of Songs and Lyrics, 1902:
“Pede a Deus suavemente
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Com tuas mãos pequeninas
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Erguidas para o céo,
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Que nunca _____
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Da patria _____
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Se diga _____: morreu”
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

FILOSOFIA DO CORNO CONFESSO E MANSO

Recebi em anexo a um mail. E tanto quanto me quis parecer circula como matéria de evidente gozação.
Experimentei ver o vídeo de um outro jeito.
E parece-me bem possível este ângulo de leitura.

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O safado do brasuca vai mesmo muito bem.
Isto não é mais que uma "conversa da treta", mas num monólogo dum "tony" cujo nome desconhecemos.
O cara é convincente, destemido, afoito.
E sereno. Tão sereno como se divagasse acerca da pesca da truta no rio Minho ou no Lima.

É sem qualquer sobressalto que fala do galhudo (
cornus tristis solitariusque, de seu nome científico).

Não fala dele como se de uma fatalidade se tratasse. Antes como uma característica feliz e heróica com que nasce qualquer homem.

Faz a apologia do dito e legitima o seu papel, tirando-lhe a carga que o torna objecto da gozação ou da comiseração geral.

Mais que legitimar, o pantomimeiro invoca o orgulho de ser isso mesmo. Parece, inclusive, querer defender que sem o ser nunca se pode ser feliz.
Esclarece, até, o benefício que lhe pode advir de proveitosa transacção de sua companheira com outros parceiros.

Atrevido, na perspectiva de alguns, argumenta placidamente, com a naturalidade de quem fala de uma trivialidade, como antes referi.
Como se tal característica fosse um normal requisito de qualquer homem, recordo de novo.

Alguma vez se lhe viu um sorriso denunciador da comédia?

Nunca, durante a exposição, cheia de argumentos mais que abonatórios da honrosa condição, alguém lhe adivinhou o sorriso malandro.

Nunca?
Nunca, não.
O cameraman não cortou a tempo, e, mesmo no final, no derradeiro instante da apresentação, o magano solta o sorriso safado que sempre conseguiu conter do melhor jeito durante a ousada cena.

Muito bem representado, o chifrudo. Muito boa performance do actor.

Sustentar o nonsense, defender o indefensável, fazer a apologia do reprovável (nos nossos normais parâmetros) serão, estou em crer, os quadros mais difíceis da comédia.

O que o "moleque" conseguiu da melhor forma.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PSD COM NOVA DESIGNAÇÃO

Consta que não foi em vão que a actual líder do maior partido da oposição (até ver) manteve um profundo silêncio.
Analisava novas propostas de abrangente reforma do partido a apresentar aos respectivos órgãos decisórios, a primeira das quais se prende com o respectivo símbolo e designação, sendo que mantém o símbolo e a sigla, mas passando esta a ter um novo significado, de acordo aliás com recentes afirmações suas em que já revelava o germen da mudança agora concretizada, como a seguir se deixa ver.
Teremos, pois, o novo



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O CIDADÃO PERPLEXO!


Luís Afonso tem razão: com os males dos outros... (Claro!)

(in Luís Afonso/Público Dm 30NOV08/”Preto, branco... e também cinzento”)
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domingo, 30 de novembro de 2008

ABRIL

Que pena tantos confundirem Abril com ardil, revolução de cravos com extorsão por crápulas!...
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A CONDIÇÃO DOS SEM CONDIÇÕES

Sempre se viu, até nas maiores metrópoles, gente a vasculhar os caixotes do lixo para recuperar o que os outros rejeitaram. Durante muito tempo, tais pessoas tinham, quase invariavelmente, aspecto de indigentes. Verdade que algumas procuravam, mesmo, ali, restos que lhes pudesse, por breve tenpo, acalmar a fome.
E já, mesmo então, se distinguiam aqueles que frequentavam esses locais mais por vício que por necessidade.

Com o agravamento de uma das doenças do século, o consumismo, a maioria dos bens de consumo não perecíveis (móveis, electrodomésticos e outros objectos) passaram a ser jogados no lixo, quando a sua reparação se tornava mais cara que a sua aquisição no mercado.

(Quase tudo passou a ser descartável... Até a amizade, o amor, o respeito, a consideração... etc.)

Daí uma nova categoria de clientes destes “cemitérios”. Alguns desses consumidores pertencendo a uma nova classe, emergente de um nivelamento social por baixo, se não promovido intencionalmente, ao menos conseguido com grande eficácia – a pobreza envergonhada.

E é assim que hoje vemos acorrer àqueles locais maior e mais diversificada casta de fregueses deste novo mercado, existente, quase sempre, a céu aberto, junto dos ecopontos.

Da mesma forma que aí convergem, além dos obviamente indigentes, os curiosos e aproveitadores de bens mais ou menos recuperáveis, ainda que com evidentes sinais de excessivo uso ou má utilização.
Como constatei há dias: um indivíduo com claros sinais de activo trabalhador, mas visivelmente “atirado” para o reino dos proscritos, desempregados, reformados ou outros “socialmente inúteis” (como avalia qualquer yuppie que se preze – ou ex-yuppie, já sénior na actividade -, com certificado de tecnocrata e com guia para qualquer instituição financeira ou negócio de enriquecimento rápido e garantias de futuro promissor, com reforma a condizer), pois o sujeito – ia a dizer – de martelo e alicate em punho, tratava de consertar e aproveitar, junto ao ecoponto onde as encontrara, duas janelas de correr, daquelas de marquise, ainda com os respectivos vidros translúcidos e com, pelo menos, parte da restante estrutura.
E depois de martelar aqui, apertar ali, vergar acolá, apertar de novo mais ali, e martelar, martelar sempre... Por fim lá abala, levando com ele a peça, para qualquer destino ou negócio.

Este, como tantos deles que “esgravatam” naqueles restos e trastes, são dos tais que, se tivessem outro estatuto bem poderiam concorrer a um esses “paradisíacos” lares que o espírito altamente “humanitário” e indisfarçavelmente “solidário” dos seus promotores fazem pagar com escandalosos valores, a troco de tristes condições... (Uma espécie de Valle dos Reis à portuguesa, não é Ivone?)

Mas não: com as mesmas dificuldades com que sempre viveram, assim vão acabar o resto dos seus dias...

Até...

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sábado, 29 de novembro de 2008

SABEDORIA POPULAR – DITOS E EXPRESSÕES...

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(...Força de expressão?...
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Expressão de força?...)

Fazer das tripas coração!

Ultrapassar as maiores dificuldades, vencer qualquer oposição, garantir o êxito ainda que a custo elevado...
A persistente tentativa de atingir, com orgulho, um objectivo.

Trata-se, efectivamente, de dar tudo por tudo, de fazer o possível e o impossível para, de forma honrosa, obter um resultado. É como se, de dentro de si próprio, o "lutador" tivesse de fazer um apelo até às próprias entranhas, a todo o seu ser, para que, todo ele, resultasse como um irresistível reforço do vital e impulsionador órgão.
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Aí temos, seguramente, uma muito eloquente força de expressão.
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HISTÓRIA

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“A História é aquela coisa que está sempre a acontecer, mas que uns dias bate mais forte do que noutros”. (Rui Tavares, historiador)
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O BPN E O SEU FERMENTO



Chover no molhado é o que se pode dizer que está a acontecer nesta matéria, atendendo à recorrente análise que os media têm levado a efeito acerca da bomba do “banco laranja” que recentemente deflagrou.

O PR apressou-se a negar a maliciosa insinuação da sua envolvência no assunto.

Na verdade, todos convêm que Cavaco é, não só o cidadão sisudo e discreto que o mundo conhece, como é igual e geralmente referenciado pela sua probidade.

Mas ninguém ignora, por outro lado, que foi no seu consulado que se criou e alastrou aquele empório que, qual bolha infectada, rebentou e expeliu toda a matéria purulenta que o consumia.

E a única dúvida que, não obstante aquela pública certificação da honorabilidade do presidente, subsiste, conquanto para ele embaraçosa, é a seguinte: é que Cavaco nunca pareceu nem se mostrou distraído! Nem se crê que o seja!
Por outro lado, atentas as suas conhecidas afirmações de determinação (“nunca me engano e raramente tenho dúvidas”) e a sua pressurosa “nacionalização” daquele banco, é suposto que, obviamente, não pudesse ignorar a ambiência em que certo fermento levedou nas mais diversas instituições, durante a década da sua governação, de que resultaria, designadamente, a virose que se alastrava e intumescia naquela instituição financeira.

Não sei que mais incomode Cavaco Silva: se os ditos falsos rumores que o fizeram quebrar o silêncio, se a tal ambiência atreita a tão preocupantes e escandalosos resultados.

Mas que se mostrou agastado, lá isso mostrou.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

QUESTÕES DE SEMÂNTICA

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Se daquelas banhistas que, na praia ou na piscina, oferecem às carícias do Sol a quase totalidade dos seus elegantes corpos, cobrindo-os com apenas duas reduzidas peças ou até com uma única, se diz que estão de BIQUINIou de MONOQUINI, porque não havemos de dizer daquelas que ao “bronze” expõem, assim como aos “acetinados” olhos dos cavalheiros, o seu esbeltos corpos, tão apenas cobertos com uma pulseira no tornozelo, que estão SENQUINI?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

RACISMO: CATEGORIAS

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Numa recente crónica, no Público, intitulada OBAMANIA, acerca da recente eleição do primeiro negro como Presidente dos EU, o que tem sido registado como um feito histórico assinalável, num país que ainda há poucos anos vivia num indisfarçável apartheid, o seu autor – o jornalista e prof de Direitos Humanos no Bard College, de Nova Iorque, Ian Buruma -, lembrava que a Europa, que sempre acolheu com os braços abertos e com a maior hospitalidade as estrelas negras americanas, seria incapaz de eleger um presidente ou um primeiro-ministro negro.
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No fundo, pretendia o autor deixar à nossa reflexão uma importante distinção entre racismo institucionalizado e racismo interiorizado.
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Esta matéria trouxe-me à memória as frequentes imagens que, em tempos não muito recuados, a propaganda oficial da ditadura apresentava com brancos, negros e mestiços no mais fraterno convívio (para estrangeiro ver e impressionar e para aparente sossego de certas consciências)... Mas camuflando um racismo entranhado (categoria extrema que escapou a Buruma) que escamoteava um elucidativo Estatuto do Indígena e até a existência oficial da distinção, mesmo entre a população branca, de portugueses de primeira e de segunda, consoante nascidos em Portugal ou nas colónias.
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Eram as más acções das boas consciências!
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

O FULGOR, A FORÇA E A ARTE DA EXPRESSÃO CORPORAL



Foi há 27 anos que o fabuloso coreógrafo Moses Pendleton fundou e garantiu com o seu extraordinário talento a genialidade do Momix.
De sublinhar que além de ter sido fundador da companhia, ao celebrado Moses Pendleton cabem, ainda hoje, a sua direcção artística e coreografia.
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Ao som de diferentes músicas, os intérpretes - também bailarinos, acrobatas e ilusionistas - representam diversas cenas, repletas de acção, num jogo cénico onde os variados movimentos do corpo conjugados com um habilidoso jogo de luzes e sombras, proporcionam ao público visões verdadeiramente surrealistas, insólitas e aparentemente impossíveis.
Contudo, a força, a extrema beleza física, a elasticidade do corpo e a inventividade é que são os pontos fulcrais nestes espectáculos.
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Sediada em Washington, D.C., a companhia Momix (MOses+MIX) tem levado a sua espectacular e excepcional criatividade a todos os cantos do mundo, em espectáculos únicos e inesquecíveis.
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O espectáculo de que ora aqui deixo um clip, e cujo fundo musical é a canção "I migliori anni della nostra vita", numa interpretação de Renato Zero, ocorreu em Roma em Junho de 1999 e foi transmitido pela Raiuno.
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Pena que a imagem do vídeo não corresponda à qualidade do espectáculo e seus intérpretes. E ao gabarito do seu cenógrafo e director artístico.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

QUEM NÃO DEVE...


para além do visível e expectável

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Será que o aforismo bate sempre certo?
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Nitidamente exasperado, o PR veio ontem a público defender-se, aparentemente, de acusações ou (pior ainda) insinuações acerca da sua pessoa, no respeitante ao conhecido e escandaloso caso BPN. (Um humorista diria, talvez, tratar-se de um caso com situações bpn – bem pouco nítidas!)
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Mas digo defender-se, aparentemente, para não vaticinar defender-se antecipadamente – que é aquilo para que o próprio Chefe de Estado nos empurra, talvez inconscientemente, dado todos acompanharmos o imbróglio complicadíssimo em que nunca divisámos matéria factual suficiente para tão destemperado e misterioso “desmentido”.
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Bom, a menos que algo se passe (a insinuação é, ao fim e ao cabo, da responsabilidade da atitude do Presidente) com o escamotear da única resposta que do venerando Chefe de Estado se aguarda e que respeita à manutenção, ou não, da sua confiança política no conselheiro de Estado de sua escolha e designação: Manuel Dias Loureiro.
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E porquê?
Porque, exactamente sobre esse ponto de esclarecedora importância, o Prof Cavaco Silva “aos costumes disse nada”... (Disse e, como abaixo se constata, no “post scriptum”, redisse...)
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“É certo – afirma Paulo Ferreira no editorial do Público de hoje - que em termos formais não recai hoje nenhum ónus judicial sobre Dias Loureiro. Mas pode uma personalidade nestas circunstâncias manter o seu posto de conselheiro de Estado, para onde foi escolhido com a caução da confiança do Presidente da República? Esta é a questão a que, Dias Loureiro primeiro e Cavaco Silva depois, terão que responder rapidamente”.
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Naturalmente que os portugueses pensantes e não tão distraídos quanto os governantes e ex-governantes sabem, desde antes de assumirem os seus cargos, os portugueses, repito, esperam que o Chefe Supremo das Forças Armadas e Presidente de todos os portugueses declare manter, ou não, a sua confiança naquele conselheiro de Estado (atente-se bem na alta função) e, de preferência, fundamente a sua pública atitude.
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Claro que tudo ficaria melhor esclarecido, no que ao PR respeita, com, apenas, a espontânea demissão de Dias Loureiro daquele distinto cargo.
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PS: “O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje que «não pode pactuar com insinuações ou mentiras», justificando assim a publicação da nota oficial em que se demarca de qualquer ligação ao Banco Português de Negócios (BPN).
«Se não houvesse necessidade [de publicar a nota oficial na página da Internet da Presidência da República], eu não o fazia», afirmou o Chefe de Estado”
- telegrama Diário Digital/Lusa, das 13:50 de hoje.
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O PR veio adiantar alguma coisa à sua preocupante declaração de ontem?
Não me parece.
Cuido, antes, que se adensa o mistério (o que nem deixa de ser normal, no cidadão que hoje incorpora a veneranda figura).
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E com tudo isto, o país aguarda ser convemientemente esclarecido.
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É que, convém sublinhar, o ónus da prova de que se não está a cair em insinuações ou mentiras cabe a todos os que acerca do caso vieram a terreiro com públicas declarações...
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Ou será que estou equivocado?
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NATÉRCIA FREIRE

Num dos seus blogues, "POESIA", Rui Lucas ofereceu-nos recentemente, de Natércia Freire, “NADA QUE TIVE ERA MEU”.

Para mim, pessoalmente, a tela de Dali, «L'énigme sans fin», de 1938, que ilustra aquele poema, tem um especial significado pois que confere com o mistério que de há muito me acompanha relativamente a Natércia, e é ele o de não entender como é que uma mulher, cuja poesia se caracteriza por «um comovente lirismo da ausência, de frustração, do incorpóreo, do fantasmático», nas palavras de Jorge de Sena, e que «assumiu, corajosamente, perante a Censura a responsabilidade de, nessas páginas [do DN], dar voz aos malditos», no dizer de Natália Correia, como é que essa mulher é marginalizada e esquecida a partir da Revolução dos Cravos...

Verdade que nunca aprofundei a matéria, até porque não sou
expert em tal área.
Sabe-se, contudo, que em 1940 Natércia começa a colaborar na Emissora Nacional, com uma crónica mensal. Como se sabe que em 1955 começa a dirigir a página de “Artes e Letras” do Diário de Notícias, a convite do próprio director, o situacionista Augusto de Castro – cargos estes de que é afastada após a queda do regime salazarista.

Não se percebe bem: ou tivemos nela a cidadã corajosa que deu voz aos proscritos e que foi incompreendida e injustiçada pelos arautos do novo regime, ou Natércia se comprometeu, mesmo, com a ditadura, tendo naturalmente perdido a confiança dos defensores e restauradores da liberdade.

Independentemente da resposta àquele mistério, a verdade é que o poema trazido por Rui Lucas, que integra a colectânea “poemas”, publicada em 1957, é um belo texto de densa e pungente, mas sempre límpida linguagem.
Sua contemporânea e da sua geração, Natércia faz-me lembrar O’Neill. E, curiosamente, um e outro me trazem à memória esse génio inconformista e de força arrebatadora que foi Ary.
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domingo, 23 de novembro de 2008

ANTES QUE ALGUÉM REBENTE DE TANTO RIR...

.....Luís Afonso,
Público, DM 23NOV2008, Opinião/"preto, branco... e também cinzento"
Luís Afonso regista, com sua costumada sagacidade, o que se crê ser a primeira atitude de uma instituição calando um dos seus hilariantes elementos da sua veia irónica em nome do bem-estar físico de todos...

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sábado, 22 de novembro de 2008

AS ESCALAS DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

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O “PP” (honni soit qui mal y pense), seja, o Ponteiros Parados, do já vosso conhecido José Ricardo e de Ivone Mendes, trazia ontem uma curiosa estatística acerca da felicidade.
De acordo com os dados trazidos a lume pelo meu amigo JR, “os portugueses são o terceiro povo mais infeliz da Europa”, por razões facilmente identificáveis e aí explicadas.
Constatamos, assim, e em conclusão, naquele post, que “a felicidade média dos europeus é de 7,5, [enquanto que] a felicidade média dos portugueses é de 6,9”.
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Nem terá sido tanto nessa estatística que se fixou a minha preocupação, já que é consabido de todos os portugueses, bem ou mal pensantes, e desde os mais remotos idos da nossa história, que somos um povo triste e “desanimado” (já não me recordo de quem fez esta – mais uma – injusta avaliação – mas não vá pensar-se ter sido MLR ou WL...).
Não. Esta estatística que nos situa nos 6,9 pontos na escala da felicidade fez-me convolar, em primeiro lugar, para a simulação posta em marcha este fim-de-semana, pela Protecção Civil, de um hipotético sismo igualmente da magnitude dos 6,9, mas desta vez da escala Richter...
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Só?
Também não. Mais ainda, fez-me pensar na mais que nunca periclitante situação em que vivemos mergulhados neste país em termos, já não de felicidade (a tanto não aspiramos, para já), mas de sobrevivência, depois do tsunami, na escala máxima respectiva (equivalente aos 8 ou 9 pontos da referida graduação de Richter), que se abateu sobre o mundo financeiro e que provoca maior número de vítimas nos, já de si, pobres países de cujo número fazemos parte.
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Ou seja, deixe-me que lhe pergunte, José Ricardo: na análise em que se baseou, os 6,9 da escala da felicidade não seria já uma medida altamente aceitável e encorajante para todos nós?
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Quem nos dera, meu bom amigo, não acha?
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DO NEGÓCIO DE TOSTÕES AO DE MILHÕES

Da epígrafe poderia pensar-se que se tratava de outro homónimo daquele a que aqui se alude... Não são familiares, mas em termos de progressão patrimonial... são ambos muito singulares.

Da estória, de como do paternal bpn (bem pequeno negócio) se chega ao fenomenal BPN (Banco Português de Negócios), a síntese ressalta de um pequeno diálogo, ao telefone, há alguns anos atrás:

- PAAAaaiiii SOU M’NIIIiistro...

- qu’orgulho, meu filho!

- ? (um riso nervoso)

- E depois? - insiste o pai, lá da sua pequena mercearia da aldeia.

- Depois? Ora, depois é sempr’a abrir... Virão os Conselhos de Administração... a alta roda... os tais amigos... e o BPN, claro!
- ?!...

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

FERREIRA LEITE SUGERE “INTERLÚDIO”...

imagem Adriano Miranda/Público
zanzilhão, ferrabrás... ferr'o cão, zás-pás-trás
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Não contribuí - logo no começo do consulado o declarei - para colocar José Sócrates no pedestal do poder.
Como, muito menos, o irei lá reconduzir.
Pelos vistos, irei votar, de novo – porque votar, voto sempre; e nunca em branco -, num “condimento” e num “travão” que torne mais tragável e menos agressiva a maioria deste PS.

O actual maior partido da oposição nunca merecerá o meu voto, dado que nem o seu conservadorismo nem o seu liberalismo alguma vez serão capazes de me seduzir.
A questão da presente falta de credibilidade do PSD, a mim, pouco me afecta, pois que a minha atitude, a minha leitura ideológica da vida e da política e a minha prática, nesse domínio, sempre foram de esquerda.
Mas imagino que para outros portugueses esse problema possa ter alguma relevância, em termos de alternativa político-social, situando-se, tantos deles, por atávica idiossincrasia, num cómodo e politicamente correcto centro-direita.

Contudo, a verdade é que este PSD parece condenado a um irreparável desmembramento. Desde o “menino guerreiro” ao inefável defensor do “Norte contra os mouros do Sul”, passando por génios e barões que dominam outras coutadas do seu conturbado universo, o PSD – aliás o PPD/PSD – faz lembrar um mosaico de sensibilidades, uma arena onde se digladiam, permanentemente, representantes de pequenos potentados sem rei nem roque.

Com toda a sua difusa e perversa política, o PSD, na feliz comparação de Miguel Gaspar, está a abrir uma “ampla avenida” para este PS reconquistar uma nova maioria absoluta.
Tudo com o beneplácito e, pior ainda, a desajeitada e desastrosa contribuição da actual líder do partido social-democrata quando refere a impossibilidade de se prosseguirem reformas sob um regime democrático, declaração que reforça o cariz autoritário deste governo, e dos seus membros, que mais parece conduzir à preconizada – pela mesma líder – interrupção da vida democrática para “impor” – só disso se pode tratar – reformas quiçá pouco consentâneas com a mesma vivência e o mesmo regime democráticos!

Seja: esta oposição reforça, e de que jeito, os esgares de autoritário pendor deste governo que prossegue uma constante acção política “sobre brasas”.

O sr engenheiro (credenciado com este título não sei se por mérito próprio se por ínvios caminhos, como aos costumes rezam alguns) é, na verdade, uma figura altamente polémica e, insuspeitamente, criticada, por correligionários e adversários. E o seu governo é tão criticado por gregos como por troianos.

Até...
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

RODNEY SMITH, O FOTÓGRAFO

uma das mais emblemáticas fotos do autor, acompanhada por Where Do I Begin, da banda The Chemical Brothers

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Inspirado por Alfred Hitchcock (1899-1980), esse mago do cinema, mestre do "suspense", e por Rene Magritte (1898-1967), pintor belga representante do "realismo mágico" (surrealismo realista), Rodney Smith, um dos grandes nomes da arte e da técnica fotográfica da actualidade, revela-nos um trabalho delicado, criando universos fascinantes.
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Rodney Smith estudou fotografia na Universidade de Yale, onde mais tarde recebeu uma graduação e foi professor. Antes, recebera convites para ser leitor em diversas universidades, como na de Columbia, do México, de Madrid e Harvard, mas declinou todos os convites para percorrer mundo, designadamente a Índia.
Hoje, RS é um celebrado fotógrafo com uma extraordinária abrangência de temas e sensibilidades. Realizou dezenas de exposições e ganhou , pelo menos, 75 prémios. Integra colecções dos Carnegies, Whitneys e Rockefellers assim como de muitos mecenas de orquestras e de museus e ainda de algumas estrelas do rock interessados pelas coisas da cultura.
Os seus trabalhos estão expostos em todas as importantes galerias por esse mundo fora.
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Rodney Smith é autor de dois livros,
The Land of Light e The Hat Book. Recebeu uma bolsa de estudo que lhe permitiu viver três meses, em 1975, em Jerusalém. Aliás, é do “mundo” que ele fotografou enquanto aí esteve que resultou a primeira daquelas obras, e, curiosamente, da sua publicação é que se seguiram aqueles convites para leitor das referidas universidades...
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Por último veja o portfólio do autor, .
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