a troupe
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Certo que estou a dar muito tempo de antena a Cavaco Silva. Só que deste é justo que se lhe dê. E merecido.
O Apostila pretende ser um repositório de apontamentos à margem da História tendo em vista reforçá-la com a opinião de outros mais que os historiadores: jornalistas, críticos encartados e até mesmo opinadores sem diploma, mas verdadeiros, sensatos e sinceros.
Cavaco sempre foi suficientemente sonso e simulado para pôr asas (coisa em que é mestre) e fazer de conta que não é nada com ele, que não se lembra dos factos, que tudo o que de errado e ilegal consigo acontece não passa de maledicência e cabala.
A primeira coisa que acontece a quem se mete em sarilhos e jogadas perigosas e sujas… é perder a memória!
Aí está a conclusão previsível.
Cavaco, conquanto fingisse ser superior à política e odiá-la, é verdadeiramente político. Decano, mesmo, dos que estão no activo.
Mesmo quando nos quer convencer (não muito explicitamente) que se encontrou num ninho de víboras (caso SLN/BPN), a verdade é que todos eles (seus discípulos) nada mais fizeram que o que o Chefe (Cavaco) faz com toda a perícia (sobretudo para os totós ou bem intencionados): fingir prosseguir o interesse colectivo, mas tratar da sua vida. E esta sua opção não acontece num segundo ou terceiro passo: mas num primeiro e único.
Um coro imenso de jornalistas, críticos e opinadores não nos deixa dúvidas sobre a falsidade de Cavaco, sobre a sua não isenção, sobre a sua inimpolutabilidade…
Tão cheio de si, a criatura logo no aspecto, no fácies denuncia as suas altas virtudes: medroso (talvez melhor definido pelo anagrama que consiste da troca de uma letra), indeciso, ignorante, tímido, frouxo, frágil, ressentido e sem jeito.
Acerca deste assunto, desta vez é Daniel Oliveira que tem a palavra, no Expresso online. Uma página que, para memória futura, não pode deixar de ser incluída no Apostila: OS FILHOS DE CAVACO
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