quinta-feira, 2 de agosto de 2007

“HARRY SÓCRATES”

o castelo de Hogwarts

«Curvo-me, respeitosamente, perante o discurso de Sua Excelência o primeiro-ministro José Sócrates usado no último debate (?) sobre o estado da Nação, bem como na entrevista concedida a um canal televisivo! Ouvi-o, com atenção, e arrepiei-me perante a humildade de um homem discreto, trabalhador, empenhado, justo, sério, tocado ao de leve pelo gesto quase imperceptível de um qualquer deus do Olimpo. (...) Apetece esta ironia porque muitos, se calhar muitíssimos, se sentem afastados do tal discurso do optimismo, desenvolvimento, incentivo e modernidade, continuando apenas e só esperançados que esta onda positivista que grassa no ideal de alguns, poucos, se transforme numa realidade efectiva vivida e sentida por todos. O país retratado por Sócrates apenas existe no seu imaginário e, a ser assim, ocupa um lugar errado num tempo que nunca foi o seu. (...) (Ou então estou redondamente enganado e todo este país do "faz-de-conta" se desenrola no "Castelo de Hogwarts", numa trama fertilmente urdida pela mente genial de J.K. Rowling.)António CarvalhoGouveia»
(in Público/Cartas ao Director, 02AGO07)


Gostei da “carta” do sr Carvalho, de Gouveia.
Só foi pena uma coisa: a sua necessidade de sublinhar que falava com ironia.
Nisso, faz-me lembrar aquelas pessoas (certo tipo) que ao contar uma anedota têm “necessidade” de a explicar… E repetem – quase sempre – a explicação!

Estou em crer – puro palpite – que o sr Carvalho não será tão simplesmente sr Carvalho como o sr Pinto de Sousa (o “nosso primeiro”, que não o do apito) o é, na realidade.
Ou seja: creio que o sr Carvalho será mais dr, arqº ou engº do que o sr P de Sousa (não o do apito) se proclama de engº. Não que as pessoas cultas tenham de ser drs ou engºs. Nada disso - que as há, e muitas, sem “alcunhas”… Daí que seja um mero palpite.

A propósito, veja-se como, também na edição de hoje do Público, Santana Castilho não precisou de dar qualquer ênfase nem sublinhar qualquer ironia quando intitulou o seu artigo de “GAGO A ACTUAR”.
Se na carta do sr Carvalho bastava ler o texto, no mencionado caso do
Professor do Ensino Superior, nem tanto era preciso, bastando passar os olhos pelo antetítulo (ou até nem isso…): “O poder modificou Mariano Gago. O convívio com a arrogância de Sócrates contaminou-o”.


Não é preciso explicar tudo… Então não?
Pelo andar da carruagem… Não é sr Carvalho?


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